Exposições permanentes e temporárias no Museu Internacional de Arte Naïf
O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade que respira arte. Seus museus, ateliês, artistas e composições artísticas são ótimas representações de toda manifestação cultural que a cidade apresenta para o resto do país e do mundo. Por isso, a maior a mais completa coleção de Arte Naïf do mundo não poderia pertencer a um museu de outra cidade. A arte dos poetas anarquistas do pincel, tida como primitiva, impressionista e cubista, é apresentada em exposições permanentes e temporárias no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil.
Localizado no bucólico bairro do Cosme Velho, em uma belíssima casa tombada pelo Patrimônio Histórico, próximo ao trenzinho que leva ao Corcovado, o MIAN (Museu Internacional de Arte Naïf) abriga obras de grandes nomes internacionais em seu acervo. O Museu oferece visitas guiadas para grupos e escolas para apresentar seu acervo com obras compostas entre o século XV e os dias atuais, feitas por artistas brasileiros e de 130 países.
O Museu oferece também o maior e mais completo acervo de arte Naïf do mundo, o MIAN apresenta ao público os dois maiores painéis de obras do gênero, instalados no salão principal do museu. Logo na entrada os visitantes são apresentados à obra da pintora Lia Mittarakis, num painel de 28m2. Já no mezanino do museu vê-se a obra de Aparecida Azevedo, Brasil, 500 anos, que retrata grandes acontecimentos da história do país num enorme painel de 1,40m X 24m.

Rio de Janeiro Gosto de Você - Lia Mittarakis

Brasil, 500 anos - Aparecida Azevedo
MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil.
Rua Cosme Velho, 561 -Cosme Velho - RJ
Sobre o MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil
Nascido na França de uma família de origem judia polonesa, Lucien Finkelstein (1931-2008) chegou ao Rio de Janeiro sozinho, aos 16 anos, pouco após a Segunda Guerra acabar, sem falar uma palavra em português. Tinha passado o conflito escondido em uma casa no interior da França.
A história do criador do museu
Foi com o dinheiro das joias que ele começou sua coleção. Colecionou durante 40 anos. E reuniu cerca de 6 mil obras de mais de 100 países. Teve que arranjar um apartamento para colocar o acervo. Em 1988, exibiu parte dele em uma exposição no Paço Imperial.
O sucesso levou ao desejo de montar um local para a exibição permanente. Ele comprou um casarão do século 19 no Cosme Velho para abrigar as obras. O MIAN foi aberto em 1995, pelo esforço dele. O museu acabou recebendo uma verba municipal para o funcionamento, que foi cortada. Em 2007 ele foi fechado pela falta de recursos financeiros para operar.


















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