Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

13 de dezembro de 2012

O Realismo e Gustave Courbet



Jovem mulher lendo - Gustave Courbet

O realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, em reação ao Romantismo. Entre 1850 e 1880 o movimento predominou na França e se estendeu pela Europa e outros continentes. Os integrantes desse movimento repudiaram a artificialidade do Neoclassicismo e do Romantismo, pois sentiam a necessidade de retratar a vida, os problemas e costumes das classes média.

Possuía um forte caráter ideológico, marcado por uma linguagem política e de denúncia dos problemas sociais como, por exemplo, miséria, pobreza, exploração, corrupção entre outros. Com uma linguagem clara, os artistas e escritores realistas iam diretamente ao foco da questão, reagindo, desta forma, ao subjetivismo do romantismo. Uma das correntes do Realismo foi o naturalismo, onde a objetividade está presente, porém sem o conteúdo ideológico.




Madame Bovary - Gustave Courbet

O Realismo nas Artes Plásticas

Manifestou-se principalmente na pintura, onde as obras retratavam cenas do cotidiano das camadas mais pobres da sociedade. O sentimento de tristeza expressa-se claramente através das cores fortes. Um dos principais pintores realistas foi o francês Gustave Coubert. Com obras que chocaram o público pelo alto grau de Realismo e pelos temas sociais, destacou-se com as seguintes telas: Os Quebradores de Pedras e Enterro em Ornans. Outros importantes pintores deste período foram : Honoré Daumier, Jean-François Millet e Édouard Manet.



Os quebradores de pedra - Gustave Courbet



Enterro em Ornans - 1850 - Gustave Courbet - Museu D'Orsai, Paris,

Sobre Gustave Coubert 


Jean-Desiré-Gustave Courbet nasceu em Ornans, França  (1819 - 1877)

Transferiu-se para Paris a fim de estudar direito, mas não tardou a desistir das leis para dedicar-se à pintura. Iniciou-se nesta arte copiando no Louvre os mestres espanhóis do século XVII.

Em 1842 pintou Auto-retrato com um cão, obra realista. 

       

Em 1855, Courbet fez O ateliê do artista, seguido de um subtítulo muito sugestivo:Alegoria Real que define uma fase de sete anos da minha vida artística e moral, auto-retrato com um nu representando a Verdade e um grupo de personagens simbólicos e amigos do artista. Nessa obra ele declara publicamente suas opiniões sobre a sociedade em que vivia.

O quadro mostra seu estúdio em Paris, onde três grupos dividem o espaço: ao centro, o artista (acompanhado da verdade, na figura da mulher nua) pintando uma paisagem – sua terra natal - , tema considerado indigno pela corrente artística da época. À direita, retrata os amigos que o influenciaram em seu desenvolvimento como artista e homem. O principal deles é Chamfleury (sentado), fundador do movimento realista na literatura. À esquerda agrupou seus inimigos e as pessoas que eram exploradas por eles.

É interessante observar que Courbet preferiu uma mulher aos críticos habituais dos salões, demonstrando com este facto o desagrado que estes lhe causavam - uma obra estranha e que foge aos cânones habituais. O Atelier do Pintor foi realizado em 1855 tem as consideráveis dimensões de 3.59x5.98m em óleo sobre tela e pode ser vista no Museu D'Orsay em Paris.


O Atelier do Pintor - Gustave Courbet - Museu D'Orsay - Paris 

Nessa mesma ocasião seus quadros foram recusados pela Exposição Universal em Paris. Courbet reagiu organizando em barracas uma exposição de suas obras realistas, que não tiveram muita repercussão entre os críticos.

Passou os anos seguintes viajando pela Europa e em 1860 pintou uma série de paisagens e marinhas: Luta de cervos, O mar agitado - que, por seu tratamento da luz e o profundo lirismo do conjunto, prenunciaram, junto com as obras de Corot, as novas concepções impressionistas.


Luta de Cervos - Gustave Courbet

Após a queda da comuna republicana de Paris, em 1871, na qual foi presidente da comissão de belas-artes, Courbet foi condenado a seis meses de prisão e a elevada multa.

Em 1873, exilou-se na Suíça, onde faleceu em 31 de dezembro de 1877, na localidade de La Tour-de-Peilz.



12 de dezembro de 2012

Fernando Botero em São paulo



"Family Scene" - Fernando Botero - vendida por 1,7 milhão em NY
 
Pintor dos gordinhos, Botero tem obras à venda em galeria de SP

Elas são, de fato, gordas. Mal cabem nos vestidos, transbordam de seus pedestais e desafiam o padrão de beleza esquelético em voga, mas não deixam de ser cobiçadíssimas.
Em telas, esculturas, desenhos e pinturas, as gorduchas de Fernando Botero, 80, valem fortunas.
"Falam que sou o artista vivo mais caro da América Latina, acho isso bom", diz Botero, em seu ateliê em Mônaco. "Quando comecei, nos anos 1940, essa profissão era uma piada. Minha mãe dizia que eu morreria de fome. Hoje sei que os preços são altíssimos."
Só nos últimos leilões na Christies e na Sothebys, em Nova York, obras do artista colombiano foram arrematadas por mais de R$ 9 milhões, sendo a mais cara de todas a escultura de um cavalinho obeso, vendida por quase R$ 2 milhões.

No rastro dessas vendas milionárias, começou em dezembro, em São Paulo, na galeria Almeida e Dale, a primeira mostra comercial do artista no país.

Embora a casa não revele os preços oficiais, há desenhos a partir de R$ 80 mil e esculturas vendidas a cerca de R$ 600 mil. Das 32 peças, três já estão reservadas.

"É um artista que vende obras de valores expressivos", comenta o marchand Carlos Dale Júnior. "São obras doces, bonitas e de fácil aceitação. Botero é o artista dessa geração com o maior apelo comercial, e já sabemos de coleções no Brasil que têm trabalhos dele."

No Brasil a oferta de seu trabalho é, ainda, um teste de mercado. O trabalho de Botero tem os dois pés balofos afundados no kitsch, uma obra que alcançou o estrelato em leilões, mas conquistou entre críticos de arte um repúdio proporcional a seus preços inflados.

Sobre Fernando Botero


Fernando Botero (Medellín - 1932) é um pintor e escultor colombiano. Ícone da arte universal, com extenso trabalho é reconhecido por crianças e adultos em todos os lugares. Considerado o artista latino-americano vivo mais reconhecido e citado no mundo.

Suas obras destacam-se sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade. Percebe-se a sua escultura como uma crítica social, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano.

Estudou em Madrid, onde despertou em seus mestres espanhóis o interesse pela arte pré-colombiana, colonial espanhola e pelos temas políticos do muralista mexicano Diego Rivera.

Sua primeira exposição foi em 1951, em Bogotá, mas a sua formação teve início em 1953, quando ingressou na Academia de San Marco, em Florença, para estudar técnicas de afresco e assimilou algo da arte renascentista.

Desde a adolescência, em Bogotá, até os anos de formação, que passou entre Madri, Paris e Florença, Botero pinta do mesmo jeito. Figuras gordas com rostos diminutos, que somem na banha.

Botero fez releituras da famosa obra de Jan van Eyck, O Casal Arnolfini, com formas redondas, assim como fez com a Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Botero é um homem muito famoso e ídolo de artistas que hoje mesmo são também famosos.



O Casal Arnolfini - Fernando Botero - Jan van Eick


Mona Liza - Fernando Botero

O artista, que tem ateliês na França, em Mônaco, na Itália e na Grécia, trabalha oito horas por dia.



Mulher Sentada 3

Conversa informal

Fernando Botero, tive o prazer de visitar uma  das suas exposições de esculturas no Jardim botânico de Miami.

Foi um passeio delicioso pelo Fairchild Tropical Botanic Garden. Começamos pela encantadora loja logo na entrada. Impossível comprar apenas os ingressos para o passeio no Jardim Botânico, a variedade de itens para casa, decoração, roupas, livros, calendários e mimos em geral é muito grande. Os funcionários, todos idosos, uniformizados e simpáticos fazem o diferencial num lugar onde a vegetação deixa de ser um cartão postal e passa a fazer parte do contexto do passeio. O visitante pode optar em fazer o passeio com um pequeno onibus aberto com o guia local explicando os pontos principais, lagos, a procedencia da vegetação, ou caminhar a pé e descobrir toda a beleza que o local tem para oferecer num espaço muito bem sinalizado com placas explicativas.

Foi uma surpresa quando chegamos no Fairchild Tropical Botanic Garden e descobrimos que havia uma exposição das esculturas de Botero. Pudemos ver de perto, tocá-las e admirá-las já que estavam expostas no jardim, ao tempo e sem proteção nenhuma.

Fiquei impressionada com a grandiosidade, a sensualidade e delicadeza das peças. Todas as peças - e não eram poucas - apresentavam uma harmonia encantadora.

Difícil dizer, mas a que mais gostei foi Reclining Woman, a leveza dos movimentos, detalhes do rosto, cabelo e a sutileza de um pedaço de pano largado sobre o corpo, tudo muito delicado em uma imensa obras.



Reclining Woman Statue - Fernando Botero - Fairchild Tropical Botanic Garden - Coral Gables, Miami-Dade, FL



Fairchild Tropical Botanic Garden

www.fairchildgarden.org/






11 de dezembro de 2012

Dennis Hopper "The Lost Album"




Redescobertas fotografias tiradas por Dennis Hopper

No início dos anos 60, Dennis Hopper era visto e apontando de longe, com uma câmera fotográfica balançando sobre o peito e seus amigos brincavam: "Xi, lá vem o turista". Era fácil de encontrá-lo em qualquer lugar - ruas do Harlem, touradas em Tijuana, bares de Londres, desertos no Peru - com sua Nikon F.


Dennis Hopper já era Dennis Hopper, o jovem talento de olhos turquesa que contracenara com James Dean em "Juventude Transviada" (1955). Interpretou Napoleão no cinema e alguns vilões em westerns para a TV, mas podia também ser visto como "o turista". E, fazendo jus à alcunha, fotografava obstinadamente -milhares de rolos de Kodak Tri-X.

Em algum momento de 1967 ele deixou sua câmera e foi escrever, protagonizar e dirigir o longa-metragem icônico "Easy Rider - Sem Destino" em 1969. Dennis Hopper,  jamais voltou à fotografia. Mas a fotografia voltou a ele, com todo o vigor.






A foto "Double Standard", tirada por Dennis Hopper de dentro de seu carro na histórica Rota 66



Quem anda pelo bairro Mitte, em Berlim, é testemunha. Tremulando na fachada do museu Martin-Gropius-Bau, o jovem Paul Newman convida os passantes à fotografia de Hopper. No banner, o ator, retratado numa manhã de 1964, está sem camisa e a sombra de uma grade o envolve parecendo capturá-lo.

"Esqueça o diretor de 'Easy Rider, esqueça o ator de 'Apocalypse Now' e de 'Veludo Azul'. Olhe só para estas imagens e você vai concordar. Hopper foi um dos grandes fotógrafos americanos do século 20", afirma a convicta Petra Giloy-Hirtz.

A curadora alemã vem se empenhando para comprovar essa tese. Desde março de 2011, ela tem vivido nos anos 1960 de Dennis Hopper e foi por iniciativa dela que "The Lost Album" veio à luz.



Quando Hopper morreu, em 2010, aos 74 anos, a família pôs à venda a manção na qual ele vivia, em Los Angeles e os bens do ator foram levados a um depósito.

Quando abriram as caixas, em meio a decorações natalinas, encontraram algumas centenas de fotografias em preto e branco. Elas estavam afixadas em cartões e sem molduras. Marin, a filha primogênita de Hopper, acionou Giloy-Hirtz, que já vinha pesquisando a fotografia de seu pai.

As fotografias encontradas tinham história: foram usadas na primeira e maior exposição individual de Hopper, em 1970, no museu Fort Worth, no Texas. O próprio ator havia feito a seleção de 429 imagens -instantâneos da época mostram Hopper barbudo e descabelado pregando as fotos na parede do museu texano.

A exposição foi exibida em outro local apenas uma vez, na Corcoran Art Gallery, em Washington, em 1971. Depois, ficaram arquivadas por 40 anos.
 


Autoretrato de Dennis Hopper, tirado em 1962, numa banca de revistas pornográficas.

O conjunto que reaparece na capital alemã, em montagem que reproduz a da época, mostra um fotógrafo versátil. Além de retratos, estão lá fotos abstratas, urbanas, de moda e jornalísticas, como as que documentam uma marcha pelos direitos civis liderada por Martin Luther King, em 1965 -cinco dias a pé pelo Alabama.

Os retratos são o ponto forte da iconografia hopperiana. "Ele foi um fotógrafo bastante completo, mas os retratos se destacam. Ninguém fotografou Warhol e os artistas pop tão bem quanto ele." declarou Giloy- Hirtz.
 
Hopper também tentara a pintura e, como artista, havia seguido uma linha diametralmente oposta ao pop, o expressionismo abstrato. Mas não só foi amigo de Warhol e de sua turma como um colecionador de primeira, comprando por US$ 60 pinturas de latas Campbell.


Andy Warhol and Members of The Factory

Além dos artistas plásticos Jasper Johns e o veterano Marcel Duchamp -retratado de smoking numa vernissage em 1963-, Hopper também capturou um belo elenco de atores e músicos.

O comediante Bill Cosby aparece enfiado no meio de plantas, com um sorriso gaiato; James Brown circundado por admiradoras loiras; Tina Turner lavando roupa ao lado do marido Ike.

Livros

O catálogo da exposição também vale a visita. Nele foram reproduzidas as mesmas cópias expostas no museu alemão. As marcas deixadas pelo tempo, pequenas ranhuras, dobrinhas, furos, estão no livro, publicado pela editora alemã Prestel.

No Brasil foi lançado em 2011 pela editora Taschen,  um livro com 544 páginas que apresenta um primoroso retrato de sua obra.

O livro Photographs 1961-1967 reúne centenas de imagens, retratos dele feitos por outrem, imagens de bastidores dos filmes, cartazes e raridades, como suas fotos coloridas.

Artista do preto e branco, dizia que a cor o seduzia a se concentrar somente na cor, e seus verdadeiros interesses eram "os aspectos formais da fotografia". Como fazia questão de afirmar, "fotografar é algo sério. Não é tarefa para turistas."






 

8 de dezembro de 2012

Exposição de Giorgio Morandi no Brasil




A Fundação Iberê Camargo, com o apoio do Museo Morandi, apresenta a exposição Giorgio Morandi no Brasil. Com curadoria de Alessia Masi e Lorenza Selleri, a exposição traz para o espaço expositivo da Fundação cerca de 40 pinturas e 15 gravuras organizadas cronologicamente. O conjunto permite a aproximação do público com o processo criativo e produtivo do artista italiano, calcado em questões como a forma, a significação dos objetos, o ritmo das pinturas e a influência da luz na representação pictórica – esta ultima a grande guia da obra morandiana. Quatro obras nunca antes apresentadas em solo brasileiro também compõem a seleção, além do documentário "La polvere di Morandi", de Mario Chemello, sobre a vida do artista.

As obras presentes nesta mostra representam a melhor síntese de todo o percurso artístico de Morandi, desde o vigoroso início da metafísica até a dissolução da pintura em seus anos finais, configurando-se vistas em sua totalidade numa espécie de landscape de uma cidade mental bem delineada (naturezas mortas, flores, conchas e paisagens) e construída segundo uma puríssima invenção arquitetônica que obedece às regras férreas do rigor moral que Morandi traduz com felicidade em sua linguagem de pintor e gravurista.

SERVIÇO

GIORGIO MORANDI NO BRASIL

Quando: De 30/11 de 2012 a 24/02 de 2013

Horário: terça a domingo das 12 às 19h e quinta das 12 às 21h

Onde: Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000 - Praia de Belas - Porto Alegre





SOBRE GIORGIO MORANDI 

Giorgio Morandi (1890 -
1964) foi um importante pintor italiano. Ficou conhecido por sua precisão na pintura de natureza morta.

 Filho de uma família da classe média com cinco filhos, Morandi começou a trabalhar aos dezesseis anos no escritório de uma sociedade comercial dirigida por seu pai.

Começou as suas experiências artísticas com
desenhos e pequenas figuras para o presépio de família, feitas em terracota. No período compreendido entre 1907 e 1913, estudou na Academia das Belas Artes em Bolonha.

 


Natureza Morta

Entre 1913 e 1929 foi professor em algumas escolas primárias, ensinando desenho geométrico. Giorgio Morandi, juntamente com Giorgio de Chirico e Carlo Carrà foram os fundadores da chamada Pintura Metafísica.




Natureza Morta

As naturezas mortas de Paul Cézanne tiveram uma grande influência na sua obra, assim como Picasso e Braque (Cubismo).

Morandi, em
1914, apresentou em Roma duas das suas obras na Primeira Exposição Futurista Livre. Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, Morandi que tinha sido incorporado no exército, adoeceu gravemente, tendo mesmo sido internado num hospital militar.Com a ajuda de Mario Broglio, editor da revista Valori Plastici, teve a oportunidade de expor, em 1921, as suas obras em diversas cidades alemãs.

Em
1930 foi-lhe oferecido o cargo professor de gravura na Academia de Belas Artes de Bolonha, atividade que manteve até 1956.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi preso e acusado de pertencer à Resistência.

Em 1957, a Bienal de São Paulo conferiu a Morandi o Grande Prêmio de Pintura, tendo concorrido com Marc Chagall.

Na última década, chegou a uma pintura cada vez mais rarefeita. giorgio Morandi morreu em Bolonha, em 18 de junho de 1964.















7 de dezembro de 2012

Moema de Victor Meirelles passa por restauração


 
Moema - 1866 - Victor Meirelles

Obra de 150 anos é a primeira do Masp a ser restaurada

A brasileira Moema se recolheu para seis meses de tratamento, dos quais voltará mais viçosa do que nunca.

Com quase 150 anos de idade. Moema é o nome do quadro de Vitor Meirelles de Lima (1832-1903), primeira obra do Masp a passar por um restauro patrocinado.

O processo - que está sendo feito nos fundos do museu - começou em junho e segue até a virada do ano.

Antes de iniciar o trabalho a obra foi analisada por um físico que foi ao local e fez várias versões da obra em ultravioleta, infravermelho e raio-X, para descobrir o tipo de pigmento usado e até os traços encobertos atrás da pintura que retrata a lenda de Moema morrendo afogada ao nadar atrás do português por quem se apaixonara.




Karen Barbosa, restauradora do Masp (à dir.) e sua assistente Anna Villa.
 

Imagem de raio-x do quadro Moema durante processo de restauração.
 

Imagem de infravermelho do quadro Moema durante processo de restauração. 

Na análise, descobriu-se que o quadro já tinha sido restaurado outras duas vezes. Os remendos, feitos há décadas, começaram a saltar para a frente da tela. "Faremos tudo reversível, para facilitar os próximos reparos", diz a restauradora Karen Cristine Barbosa, do museu. A parceria com o setor privado permitiu que Karen contratasse uma assistente e comprasse uma câmera para documentar detalhes da pintura e do processo de restauração.

A patrocinadora da empreitada (e quem escolheu a obra a ser salva) é o Bank of America Merrill Lynch, fusão do maior banco de varejo dos EUA com a gestora de patrimônio que se envolveu num escândalo financeiro em 2007, fazendo arte com o dinheiro alheio.
 
Moldura
 
O quadro retornará acompanhado de reprodução da moldura neo-barroca com a qual veio ao mundo. Desde 1910, o maciço de madeira folheada a ouro tinha sido substituído por uma frisa modernista.

O moldurista polonês Andrej Kosierkiewicz, 46, foi escalado para refazer a estrutura que abraça a obra. Esculpiu com as mãos a estrutura de madeira cheia de rococós que vai receber 500 folhas de ouro 22 quilates (praticamente puro) que dourarão a moldura, num processo que mais parece receita de bruxaria.

A água para a lavagem da madeira é misturada com pele de coelho. A bandeja do ouro é feita de pele de cordeiro. O pincel para levar as folhas de metal, de pelo de marta. "Usa-se também pele de tubarão para lixar a madeira, mas não tem por aqui", diz Kosierkiewicz.

Moema voltará do retiro em março. Ao redor dela, serão dispostas outras das dez telas que, combalidas, precisam passar pelo mesmo processo, mas ainda não tem ninguém interessado em pagar a conta.

"Vamos ver se mostrando o que podemos fazer, outros se animam", declara Karen.





6 de dezembro de 2012

Aline Hannun convida a todos para a "I Feira de Natal" Entrecores Espaço de Arte



O mês de dezembro é assim... tudo acontece! Os sentimentos afloram, os desejos se reforçam, as lembranças se multiplicam, a compaixão se torna uma constante e o amor transborda nos nossos corações.

Comemoramos o nascimento de Jesus com a linda Missa do Galo, brindamos e comemos em uma farta mesa, e - como os três Reis Magos - oferecemos presentes uns aos outros.

Nessa ocasião aproveitamos para ajudar nossos irmãos menos favorecidos e é por isso que os bazares são bem vindos. Parte das vendas é direcionada para instituições de caridade.

A Entrecores Espaço de Arte criou a "I Feira de Natal". A Feira do Bem, que tem como objetivo incentivar o uso da arte para presentear e ajudar a instituição Lalec (www.lalec.org) que será beneficiada com parte da arrecadação financeira.

São vários artistas plásticos que participam com trabalhos de pequenos tamanhos facilitando assim, a comercialização.

Participo com algumas telas de lona reciclada de caminhão com madeira de demolição e tinta acrílica, seguindo a minha última proposta, a de sustentabilidade. As medidas são de 50X50 cm e estão à venda na feira nos dias 7 e 8 /12 (sexta-feira e sábado) e até o final do mês na galeria da Entrecores Espaço de Arte.









Estarei presente na Feira do Bem no dia 07/12 das 10h às 17h. Aguardo por todos. Participem!!! 






5 de dezembro de 2012

São Paulo inaugura programação do Natal Iluminado 2012


O parque do Ibirapuera já está todo enfeitado para a temporada 2012 do Natal Iluminado. Foto: Luciano Besgamaschi/Terra

Parque do Ibirapuera enfeitado para a temporada 2012 do Natal Iluminado

A temporada de Natal na cidade de São Paulo começou em grande estilo. A prefeitura da capital paulista colocou em ação o Natal Iluminado 2012, idealizado pela São Paulo Turismo (SPTuris). A abertura oficial da programação aconteceu na última sexta-feira, com uma celebração na Catedral da Sé, com apresentações da Sinfônica Heliópolis, da Orquestra Jovem de Heliópolis e do Coral da Gente.



Luzes da Catedral da Sé

As diversas atrações do Natal Iluminado começaram a ser ativadas em toda cidade. Segundo a prefeitura, a grande novidade desta edição acontecerá nos bairros. Nas 31 subprefeituras da cidade foram montadas Praças de Natal, palcos decorados para receber apresentações natalinas e outras ações temáticas. O coral do Instituto Baccarelli, entidade que atende cerca de 1.200 crianças e jovens de Heliópolis, irá se apresentar em todas as Praças de Natal. A partir 6 de dezembro.



Rua Sena Madureira

Outras grandes atrações são o presépio oficial da cidade, pela primeira vez na sede da prefeitura, e uma pista de patinação no gelo com 375 m², totalmente gratuita, na região do Ibirapuera. O Presépio tem seis figuras representando personagens bíblicos e bichos em tamanho real, a partir de 7 de dezembro.

Fonte multimídia

No último sábado, às 20h30, foi inaugurada a projeção da Fonte Multimídia do Ibirapuera. Com duas apresentações diárias gratuitas, às 20h30 e às 21h. A novidade fica por conta das músicas de Maria Bethânia e Dominguinhos, homenageando o Brasil. Além da projeção, mais de 200 árvores foram decoradas com um milhão de lâmpadas de LED, iluminando o entorno da fonte.

A represa de Guarapiranga pela primeira vez, ganhou uma Cortina d'água de 72m² com feixes de luz a cada 30 minutos. O espetáculo de projeções tem duração de 9 minutos, divididos em 3 atos. No local, também tem uma árvore de 15 metros. A inauguração será no dia 8 de dezembro. Já a tradicional árvore do Ibirapuera será inaugurada em 9 de dezembro, com apresentação do Coral do Instituto Baccarelli.

A prefeitura de São Paulo vai iluminar mais de 10 mil pontos da capital paulista em 200 km de ruas. Cerca de 400 árvores de LED foram instaladas nas praças Charles Miller, Roosevelt e Memorial 17 de julho, e ainda no largo de Pinheiros e avenida Paulista. Os Arcos na avenida 23 de Maio, a passarela Miguel Reale (Estaiadinha) e a ponte Orestes Quércia (Estaiada) também receberam decorações especiais.


Turismetrô especial de Natal

O Natal Iluminado, oferece aos turistas e moradores da metrópole visitas guiadas utilizando o Turismetrô, um programa de roteiros turísticos populares que usa o metrô como meio de transporte. O passeio acontece aos sábados e domingos, de 8 a 23 de dezembro, com três saídas por dia, sempre às 16h, utilizando três bilhetes de metrô (R$ 9). A venda dos ingressos acontece no balcão da atração localizado na estação Sé, de onde partem os roteiros.

O Turismetrô conta regularmente com outros cinco programas regulares: República, Luz, Sé, Paulista e Liberdade.

Avenida Paulista

A Avenida Paulista recebeu a Praça de Natal. Com uma estrutura de mais de 1 mil m², que também será usada para o Ano-Novo na Paulista, fica entre as ruas Padre João Manuel e Ministro Rocha Azevedo. O tema deste ano é "Banda de Noéis", com um trio de Papais-Noéis gigantes com dez metros de altura cada um. Não haverá visitação interna para o público.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que vai intensificar o monitoramento da avenida Paulista, no trecho entre a rua da Consolação e a Praça Osvaldo Cruz e recomenda aos visitantes que evitem se dirigir ao local de carro e priorizem o transporte coletivo, metrô e ônibus.


Conversa informal.

Falando em Avenida Paulista... Aqui vai uma dica imperdível.

Acrescente ao seu passeio uma visita a Livraria Cultura no Conjunto Nacional para ver a exposição "Minha Cidade" da artista plástica Rita Agueira.

"É uma série com 18 obras de pintura e desenho sobre tela, em dimensões que variam de 30x20 a 60x60cm. O assunto traz a arquitetura urbana, em desenhos espontâneos traçados com tinta preta sobre fundo colorido e as paisagens desprovidas de figuras humanas, como uma pausa para a conturbada rotina urbana", diz Rita.

Algumas telas de Rita Agueira fotografadas por Lu Bassan






"Minha cidade

Metrópole caótica.
Trânsito!
Mar imenso de pessoas que vão e vêm num ritmo frenético.
Correm do quê? Para quê? Por quê?

No meio de tudo isso, penso:
_É a minha cidade.
Linda, cinza, colorida, feia, cheia de paradoxos na sua cultura fervilhante.
Se ergue e se desconstrói continuamente.

São Paulo não pode parar?
Para mim, ela se aquieta, descansa, respira.
Lânguida e calma em sua arquitetura urbana, miscigenada e imponente.
Dá um tempo, Sampa.
Dá um tempo."

Rita Agueira



Serviço

Quando: Até 30 de dezembro.

Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional - A. Paulista 2073 - Bela Vista - S.P.

Entrada Gratuita