Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

14 de agosto de 2012






PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO


São Paulo, um olhar de imigrantes.


A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição São Paulo, um olhar de imigrantes, com cerca de 30 trabalhos, realizados entre 1893 e 1980, que apresentam São Paulo sob o olhar dos artistas imigrantes que chegaram à cidade no começo do século XIX.


Entre os artistas presentes na mostra estão os japoneses Massao Okinaka e Tomoo Handa, os italianos Mick Carniceli e Ottone Zorlini, ou mesmo o fotógrafo húngaro Thomas Farkas e a desenhista alemã Hilde Webber.


Todas as obras integram o acervo da Pinacoteca do Estado e serão exibidas dentro do programa de exposições temporárias da mostra Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo.“A pinacoteca é um museu estritamente ligado a cidade de São Paulo. Esta é a primeira exposição que abre uma série de mostras temporárias relacionadas a iconografia de São Paulo a partir do acervo do museu.


Estão sendo consideradas mostras futuras envolvendo convidados, assim como historiadores para trabalharmos as configurações da cidade de São Paulo durante este período”, afirma Ivo Mesquita.


Quando: Até 30 de dezembro de 2012
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 - Centro - SP
Fone: 3324-1000
Terça a domingo, das 10h às 18h





MuBE S.P.






MuBE abre exposição de retratos históricos do fotógrafo Willy Rizzo



Desde sexta-feira (10/8), o MuBE de São Paulo abriga a exposição do fotógrafo italiano Willy Rizzo, de 84 anos.

Com idealização de Chico Lowndes e curadoria internacional de Danniel Rangel, a individual reúne cem imagens do famoso artista conhecido por retratar personalidades da cultura e da moda.

Entre as celebridades retratadas está o surrealista Salvador Dalí, Bridget Bardot, Jane Fonda, Pierre Cardin ao lado de Yves Saint Laurent, Coco Chanel e muitas outras. O fotografo também reune cliques fazendo uma retrospectiva como a última foto de Marilyn Monroe em vida.




Salvador Dalí





Brigitte Bardot, Saint-Tropez 1958





Pablo Picasso, Vallauris 1954





Marilyn Moroe, Hollywood 1962



Willy Rizzo começou sua carreira em Paris, onde fotografou os astros e estrelas de filme Ciné Mondial, Point de Vue, bem como da imagem du Monde.


Em 1959, tornou-se diretor artístico da Marie Claire e colaborou com revistas de moda, incluindo Vogue, Em 1968, casou-se com Elsa Martinelli se mudou para Roma onde começou seu trabalho como designer.



Talentoso, charmoso, rico, Willy Rizzo veste-se com os melhores costureiros, dirigi carros esportivos e envolve-se com belas mulheres. Para este "cavalheiro" sempre rodeado de "pessoas bonitas" são permitidas todas as extravagâncias.


Após a temporada no Brasil, a mostra segue para Los Angeles, nos Estados Unidos.




Onde: R. Alemanha, 221 - Jardim Europa 
Contato: fone: (11) 2594-2601.
Quando: terça a domingo: 10h às 19h.












13 de agosto de 2012







CHORO: Um estilo instrumental brasileiríssimo

 

O choro surgiu no século XIX em áreas tradicionais do Rio de Janeiro. É um estilo instrumental popular que deriva principalmente da música de Bach. Sofisticado e complexo é talvez um dos primeiros estilos musicais a se firmar nas Américas. Já foi dito que o choro é o jazz brasileiro, porém o choro é algumas décadas mais antigo do que o estilo instrumental americano. Não é um gênero tipicamente moderno como jazz, mas não estranha quando é trabalhado em novas formas.

Grandes músicos brasileiros surgiram deste estilo. Na primeira metade do século XX, Pixinguinha, João Pernambuco, Garoto, Dino 7 cordas, Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo e muitos outros marcaram época e levaram o estilo, já tradicional, para as novas gerações que cultuam o choro até hoje.

Muitos outros grandes músicos fizeram parte desta história. Desde Ernesto Nazareth e Joaquim Callado no século XIX até Raphael Rabello no final do século XX, considerado até hoje um violonista insuperável.

Atualmente o choro é um estilo propagado pelo mundo a fora. Há grupos de choro até no Japão, país que há algum tempo vem absorvendo a música brasileira.

Dentro do país há várias instituições relacionadas ao assunto como os clubes de choro de Brasília e São Paulo. Com poucas, porém marcantes alterações de forma, continua sendo um dos mais autênticos estilos da música brasileira.

O músico, compositor ou instrumentista, ligado ao choro é chamado chorão. A característica bastante apreciada no choro é o virtuosismo dos instrumentistas, bem como a capacidade de improvisação dos executantes.

As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda.


Origem do nome

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra "choro".

Eis algumas das hipóteses levantadas por estudiosos: Segundo Lúcio Rangel e José Ramo Tinhorão, a expressão choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar.

Câmara Cascudo afirma que o termo pode também derivar de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como "xoro" e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com "ch".

Depois de já estabelecido o nome choro, o gênero foi apelidado de ‘’chorinho’’. Entretanto, muitos chorões e apreciadores do gênero não gostam dessa denominação.

Alguns dos chorões mais conhecidos são: Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.

Alguns dos choros mais famosos são: Brasileirinho, de Waldir Azevedo,  Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim, Carinhoso e Lamento de Pixinguinha, Odeon, de Ernesto Nazareth, entre outros.


Conversa informal

No CD, Choro das 3 - Meu Brasil Brasileiro, da Gravadora Som Livre, você vai poder se deliciar com o rítmo e as músicas, Tico-tico no Fubá, Carinhoso, Aquarela do Brasil, Brejeiro e muitas outras.
Ouça, é maravilhoso!


9 de agosto de 2012







R.U.A. Reflexo Urban Art. É uma plataforma independente de arte de rua e galeria de arte online.

As exposições são em grandes espaços, eventos de arte, workshops e debates sobre a importância da arte na vida cotidiana e o papel da arte no espaço público.

Os convidados são artistas de graffiti e street que contribuem com a sua arte. Dependendo do evento, eles pintam murais enormes, ministram palestras e ensinam em oficinas. Até o momento só foram convidados artistas brasileiros, mas a meta é globalizar.

RUA - Reflexo Urban Art oferece arte contemporânea de alta qualidade em espaços públicos, de livre acesso a qualquer um, em qualquer momento do dia.

RUA acredita que a arte é fundamental na criação de uma sociedade equilibrada em que as pessoas vivem em harmonia e respeito um pelo outro. A arte não deve apenas ser encontrada em museus ou galerias exclusivas, mas deve inspirar a todos na vida diária. Você sempre será surpreendido com grandes painéis e pequenos segredos em lugares inesperados.

Quem pinta uma superfície de 200m2 na exposição ao ar livre, é igualmente convidado a participar da exposição no interior e colocar seu trabalho em nosso arquivo online. Desta forma, é oferecido ao público a possibilidade de conhecer os artistas ligados à plataforma e possuir uma obra do seu favorito. A venda das obras de arte são a garantia da continuidade da plataforma nas próximas edições da RUA em outras cidades ao redor do mundo.



Um pouco sobre os artistas convidados e suas obras.


Diego Dedablio: (1987), artista brasileiro. Começou a pintar aos 15 anos nas ruas de sua cidade natal, Tatuí, interior de São Paulo.

Fortemente influenciado pela cultura popular brasileira, com estilo único, se expressa com cores fortes e personagens negros brasileiros.






Mural em Amsterdam, pode ser visto no Muiderpoortstation.


Rafael Highraff: (1977), natural de São Paulo. Sua marca é a mistura de graffiti, ilustração, a linguagem de quadrinhos, arte psicodélica, combinações de cores fortes e de formas orgânicas, geométricas com padrões vetoriais.





Highraff pintando o mural da Estação de Lelylaan  - Amsterdam


Derlon Almeida: (1985), nascido em Recife (PE), desenvolveu um estilo próprio, que combina a cultura popular brasileira com iconografia e arte pop. Os traços do trabalho de Derlon Almeida lembrar-nos de xilogravura tradicional, comum no Nordeste do Brasil, e a história local, contando histórias em quadrinhos chamado "cordel". Produz ilustrações para revistas, agências de publicidade e para a indústria da moda. Mais recentemente, passou a desenhar cenários para diversos institutos e realizou várias exposições em todo o Brasil.



Edifício de 34 mts de altura em Amsterdam pintado por Derlon Almeida


“Para que serve a arte?” Seria uma pergunta razoável das crianças que vivem dentro ou ao redor do edifício pintado por Derlon. “Por que ter arte no nosso prédio?”, ” Isso é grafite?!”, “E grafite nao é ilegal?” E “quando é permitido?” Essas e muitas outras perguntas serão respondidas durante uma oficina ao redor do prédio de Derlon, desenvolvida pelo R.U.A. em cooperação com Tropenmuseum Júnior.




Derlon oficina para crianças de Amsterdam Sudeste



Rimon Guimarães: (1988), é um artista autodidata de Curitiba (PA), rapidamente inserido no mundo internacional da arte contemporânea. Rimon Guimarães acabou de terminar seu mural gigante em Amsterdam, para o projeto R.U.A. - Reflexo on Urban Art.








Walter Nomura: Também conhecido como Tinho (1973) é um dos pioneiros do graffiti no Brasil. Formado em Artes Plásticas pela FAAP. Tinho Nomura contribuiu para o reconhecimento do graffiti como arte no Brasil e para o reconhecimento do Brasil como um dos principais países na produção de Arte Urbana. Realizou uma série de exposições ao redor do mundo. Em seus trabalhos, ele procura entender e expressar a relação do homem com o ambiente artificial das grandes metrópoles, onde pessoas convivem, mas escondem suas individualidades, vivendo em mundos simultâneos.


Tinho faz graffiti desde 86 e atualmente trabalha com outras mídias, como projetos de instalação e colagens, além de dar aulas de arte contemporânea em meu atelier.





Jan Celestraat & Van Suchtelen van de Haarestraat, Osdorp



Fefe Talavera: (1979) nascida de pais mexicanos e brasileiros. Acredita que as fortes emoções que habitam o subconsciente humano, como a raiva, o medo, os sonhos e desejos são as principais inspirações para o seu trabalho. 

Estudou artes na FAAP em São Paulo. Seu estilo foi desenvolvido, enquanto trabalhava nas ruas, criando uma energia crua vindo à vida como monstros.

Expôs em galerias em Moscou, Nova Iorque, Sevilha, Berlim, Los Angeles, Viena, Madrid, Washington, Lisboa e Amesterdam.





Mural de 15m x 15m em Amsterdam com dois personagens, os índios brasileiros vestindo máscaras de animais.


Esses são apenas alguns dos artistas que participaram do projeto.

Na próxima postagem falaremos um pouco mais sobre o projeto, seu criador, o lado social e  sobre outros artistas brasileiros que estão divulgando a nossa arte pelo mundo.

Enquanto isso, acessem o site www.reflexonurbanart.org/ e conheçam um pouco mais sobre esse interessante projeto.








Tate Modern revela Munch em diferentes épocas


É inevitável: ao visitar a exposição "Edvard Munch: The Modern Eye", em cartaz na Tate Modern, em Londres, sala após sala, os olhos percorrem as paredes em busca de sua icônica pintura "O Grito" - um dos quadros mais caros da história da arte - vendido neste ano por US$ 120 milhões, o máximo valor alcançado por uma pintura em leilão.

Mas, a não ser por uma reprodução em pôster, à venda na loja do museu, "O Grito" não está entre as mais de 60 peças de Edvard Munch (1863-1944) reunidas no último andar do prédio.

Na mostra, no entanto, sobram trabalhos surpreendentes que revelam diversas fases e interesses do artista norueguês.

Há quadros que exemplificam a maneira como ele revisitava suas pinturas em diferentes épocas, Exemplo disso são as
duas versões feitas para "Vampira" da qual aparecem, frente a frente, duas das dez versões feitas.

 
 

Vampira, Edvard Munch de 1893, o cabelo da mulher envolve um homem num ambiente lúgubre.




Vampira, Edvard Munch de 1916, os personagens estão num cenário tropical, cercado por árvores, em fundo claros.

A intenção dos curadores, Angela Lampe e Clément Chéroux, foi divulgar a relevância de Munch para o século 20. No catálogo da exibição, eles destacam que é comum o artista ser apresentado como um simbolista ou pré-expressionista do século 19.
Por isso, Lampe e Chéroux escolheram principalmente obras feitas a partir de 1900, que demonstram as experimentações de Munch com fotografia e vídeo, seu interesse pelo teatro e a maneira como os registros fotográficos influenciaram suas pinturas.
The Modern Eye - nome dado à exposição - refere-se a um problema ocular que Munch teve em 1930, e o levou a pintar como estava enxergando, ou seja, reproduzindo efeitos provocados por sua degeneração visual.
A exibição passou pelo Centro Pompidou, em 2011, onde foi vista por cerca de 500 mil pessoas, maior número de visitantes da história do museu parisiense.

EDVARD MUNCH: THE MODERN EYE
Quando: Até 14/10
Onde: Tate Modern www.tate.org.uk/
 








Cem anos de Jorge Amado na Bienal do Livro



Bienal do Livro, exposição e festival assinalam centenário de Jorge Amado


Na semana em que completaria o seu centenário de nascimento, o escritor brasileiro Jorge Amado será homenageado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, num festival e numa exposição na Bahía.

Jorge Amado, nasceu em Itaibuna, em agosto de 1912.
Foi um dos mais famosos  e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. 

É o autor das obras mais adaptadas da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra.


O centenário de Amado será celebrado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa nesta quinta-feira (9/8), com leituras de textos seus, conferências sobre as suas histórias que foram adaptadas ao cinema e uma  apresentação sobre a cozinha baiana que o escritor retratou tão ricamente em suas obras.

Na cidade em que Amado passou a infância, Ilhéus, na Bahía, um festival já começou e vai até domingo. Saraus, conferências, peças teatrais, projeção de filmes e concertos de música brasileira compõem a programação para a população local.

Entre os cantores e músicos que vão se apresentar no festival chamado "Amar Amado", destacam-se Caetano Veloso, que cantará na sexta-feira, Moraes Moreira e a Família Caymmi, no sábado.

Jorge Amado é a inspiração para muitos outros escritores, roteiristas, diretores de peças de teatro e filmes, jornalistas, músicos e artistas plásticos.

As homenagens não se restringem apenas à Bienal Internacional do Livro e sim a várias regiões do Brasil como, na sua cidade natal com uma exposição de telas pintadas no linho "Amada Bahia de Jorge" do artista plástico, também baiano, Henrique Passos.  




Vadiagem - Festa Popular


Em São Paulo a artista plástica, escultora e professora, Dalila Nascimento, participou da exposição "Uma Homenagem a Jorge Amado". Como escultora, tem como forte a expressão na Cerâmica em suas obras.

Dalila Nascimento estudou Artes Plásticas na Fundação Escola Guignard em BH/MG. Atualmente reside e trabalha em São Paulo.

Duas das obras apresentadas na exposição "Uma Homenagem a Jorge Amado

 

Jorge Amado, Amado Jorge I - Dalila Nascimento



Jorge Amado, Amado Jorge II - Dalila Nascimento


Mais informações acessem o site.www.dalilanascimento.com






7 de agosto de 2012


AQUARELANDO



Hoje vamos contar um pouco sobre a  História da Aquarela


Aquarela é uma técnica antiga cujo aparecimento se supõe esteja relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pêlo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos.

No ocidente, o uso da técnica começou na
Idade Média, com Taddeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até 1366, e teria produzido uma série de desenhos aquarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho.


Afresco de Taddeo Gatti

gaddi

O encontro de Joaquim e Ana por Taddeo Gaddi, 1338.


Foi com Albert Dürer (Nuremberg, Alemanha, 1471-1528), que a aquarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras.




Albert Dürer. A Virgem e o Menino entre os animais. 1503.
Pena, nanquim e aquarela; 32,1 x 23,4cm.
Viena, Graphische Sammlung Albertina.



Somente no século XVIII é que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, entre outros. 

A aquarela se tornara um hábito nas cortes européias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade, de feminilidade espontânea e, embora surgissem novos pintores aquarelista, esta técnica começou a ser vista com preconceito.

William Turner foi sem dúvida quem melhor soube explorar as possibilidades da aquarela; e o que muitos desconhecem é que Turner produziu 19.000 aquarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos.



Um pouco sobre Turner


John Mallord William Turner (1775-1851). Nasceu em Londres, Inglaterra, em 23 de abril de 1775. Reconhecido como um dos melhores artistas de paisagem, teve trabalho exibido quando ainda era um adolescente. Sua vida inteira foi dedicada à sua arte. Ao contrário de muitos artistas de sua época, ele foi bem sucedido ao longo de sua carreira.

Com 13 anos de idade fazia desenhos em casa e os exibia na janela da barbearia do seu pai. Aos 15 anos recebeu uma honra rara, um de seus quadros foi exibido na Royal Academy. Aos 18 anos já trabalhava em seu próprio estúdio e antes dos 20 anos já vendia desenhos para reproduções em série.

Veneza foi a inspiração de alguns dos melhores trabalhos de Turner e foi onde desenvolveu uma técnica particular de pintura traduzindo o que via em cenas de muita expressão cheia de luz de seus próprios sentimentos românticos.
A aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, a ponto de fazê-lo experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através da aplicação de camadas bastante delgadas e sobrepostas, com muita luminosidade.

Na velhice, Turner tornou-se excêntrico, não tinha amigos íntimos e não permitiu que ninguém o observasse enquanto pintava. Turner realizou algumas exposições, mas sempre se recusou a vender seus quadros.

Turner é considerado um dos fundadores da pintura da aguarela da paisagem inglesa, embora também seja conhecido por seus óleos. Algumas de suas obras mais famosas são: Dido Edifício Cartago, Burial at Sea, O Grande Canal, Veneza, Rain, Steam and Speed.




Dido Edifício Cartago, ou a Ascensão do império cartaginês, 1815;
Óleo sobre tela, 155,5  x  232 cm; National Gallery, Londres




Burial at Sea, 1842; Óleo sobre tela, 86,9 x 86,6 cm;
Galeria Clore para a coleção de Turner, de Londres




O Grande Canal, Veneza 1835;
Óleo sobre tela, 91,4  x  122,2 cm;
Metropolitan Museum of Art, New York



Conversa informal


A obra Rain, Steam and Speed (Vapor, chuva e velocidade) de Willian Turner, também faz parte da minha série Girassol. Dessa vez os girassóis estão nos arcos abaixo da ponte e ao lado, representando a locomotiva. Para criar um efeito de movimento no céu, apliquei papel de seda e colori com tinta acrílica.



Rain, Steam and Speed 1844; Willian Turner.
Oil on canvas, 90.8 x 121.9 cm; National Gallery, London.




Chuva, vapor e velocidade com Girassóis - Mista
0,55 X 0,65 cm - Aline Hannun


Saindo do Ateliê para o Universo da Aquarela

Essa é uma boa oportunidade para os artistas aquarelistas mostrarem seus trabalhos e para o público que quiser observar a técnica de perto.





Participem!!!




O UNIVERSO DA AQUARELA em sua sétima edição nos traz o que há de melhor e mais atual no campo da pintura em aquarela.


Dedicação com Qualidade é o tema da Jornada 2012, cujo objetivo principal é divulgar a aquarela e passar conhecimentos a todos os que se interessam pela arte, artistas, iniciantes, educadores e público em geral.

Salão do Universo da Aquarela com inscrições de 20 a 24/08/2012

A Jornada 2012 nos seus 11 dias de atividades constará de:

Exposição de aquarelas, 14 workshops, demonstrações, consultorias, palestras e laboratório experimental de aquarela.

Para informações, ver o regulamento do Salão e a programação completa do UNIVERSO DA AQUARELA “Dedicação com Qualidade”, 2012
acesse o site: www.universodaaquarela.com.br
Informações: (11) 98557-1400 ou (11) 5585-3689

ENTRADA FRANCA

Local: Espaço ECCO Associação Comercial de São Paulo - Distrital Centro

Rua Galvão Bueno, 83 – Liberdade (metrô), SP.

Data: 22/11 a 02/12/2012 das 10 às 17h - (inclusive sábados e domingos)

Comissão Organizadora do Universo da Aquarela: Coordenadora geral do projeto - Regina Y. Komatsu; Deli Ribeiro - Relações Públicas; Marilu Queiroz - Curadora e planejamento visual