Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

11 de abril de 2013

Pintura Italiana no Entreguerras



Giorgio Morandi

Pinturas italianas do período entre guerras são expostas em São Paulo

Além das 71 pinturas, a exposição apresenta dez obras de artistas brasileiros que mantinham relação com o ambiente artístico italiano entre guerras. A curadoria da exposição é de Ana Gonçalves Magalhães, do MAC-USP. "A exposição é o primeiro resultado de uma pesquisa acadêmica que venho desenvolvendo no acervo do MAC-USP desde 2008 com o núcleo inicial da coleção modernista do museu herdado do antigo MAM. A pesquisa enfoca, sobretudo, as coleções de Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado", disse.

A exposição mostra um panorama da arte moderna italiana entre os anos de 1920 e 1946, período no qual predominava a arte figurativa e a baseada no realismo. Entre as pinturas em exposição, há obras de Mario Sironi, Massimo Campligi, Fausto Pirandello e Giorgio De Chirico, entre outros. "Há um aspecto comum nessas obras. Quando se olha a coleção de pinturas, ela parece uma coleção mais convencional, de pinturas figurativas, com recorrência no gênero da paisagem e da natureza-morta e do retrato. Ela não parecia uma coleção vanguardista, de arte moderna. Ela reflete o debate artístico em torno do modernismo dos anos 1930, não só da Itália, mas da Europa de maneira geral e também do Brasil", explicou.


Mario Sironi



Giorgio De Chirico

Segundo Ana, a arte moderna na Itália entre guerras caracterizou um fenômeno conhecido na história da arte como retorno à ordem. "O retorno à ordem, significava o abandono dessa prática e do uso da linguagem vanguardista da arte - no caso o cubismo e o futurismo - e a retomada de uma pintura figurativa de caráter realista. Quando intitulo a mostra Classicismo, Realismo e Vanguarda é porque, junto a essa ideia de realismo, os artistas, assim como outros artistas na França, Alemanha, Inglaterra e Espanha, vão retomar o estudo do Renascimento e da tradição da pintura do renascimento para poder reinterpretar o modernismo. Essa pintura de caráter realista tem esse desdobramento que é o de tentar trabalhar e rever alguns artistas importantes, sobretudo do século 15 italiano, para pensar numa nova proposição da pintura", explicou.


Massimo Canpigli

A arte moderna italiana desse período acabou sendo promovida pelo regime fascista por meio da constituição de um sistema de arte, envolvendo galeristas, exposições, instituições e coleções privadas. "Muitas obras são procedentes de coleções privadas italianas que estiveram em exposições oficiais durante o fascismo. A partir da segunda metade da década de 1930, havia na Itália apoio à formação de coleções de arte moderna italiana em um espírito que, eu diria, parecer um modernismo mais convencional. Tem obras da nossa coleção que vem desse universo e que refletem a política pública italiana da segunda metade dos anos 1930 e que estava presente em mostras que o regime promoveu", disse a curadora. Mas essa promoção pelo regime fascista, acrescentou Ana, não significa dizer que as obras sejam políticas. "Não significa que você tem, no conjunto uma representação explícita da política fascista. Pelo contrário: tem representações que são muito abstratas e distantes dessa ideia", ressaltou.



Arturo Tosi

Serviço

Classicismo, Realismo, Vanguarda: Pintura Italiana no Entreguerras

Quando: Até 2014 - de terça e quinta das 10 às 20h; quarta, sexta, sábado, domingo e feriado das 10 às 18 horas. Segunda o museu é fechado.

Onde: MAC USP - Rua da Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária -  F:(11) 3091.3039

Entrada gratuita

www.mac.usp.br





9 de abril de 2013

Nova sede do MAC - USP no Parque Ibirapuera



MAC - USP APRESENTA CARLITO CARVALHOSA E MAURO RESTIFFE 

Segue em ritmo gradual a ocupação da nova sede do Museu de Arte Contemporânea da USP, no antigo prédio do Detran, em frente ao Parque do Ibirapuera. A mais recente novidade é a inauguração de um anexo de 1.800 metros quadrados do edifício, destinado a instalações de grande porte.

Ex-integrante do grupo Casa 7, ao lado de Nuno Ramos, Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade e Fábio Miguez, o paulistano Carlito Carvalhosa montou ali a obra Sala de Espera. São setenta postes de madeira posicionados horizontalmente ao longo do espaço. Além de estabelecerem um curioso contraste com as colunas verticais originais projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, eles criam caminhos tortuosos para o percurso do espectador. Também funcionam como um elemento de desequilíbrio para a pureza branca da construção.


Sala de Espera  - Carlito Carvalhosa

O Anexo Original do MAC, que faz parte do complexo arquitetônico modernista projetado na década de 1950 e está abrigado atrás do edifício principal é, como descreve Carlito, um "espaço impressionante, um pouco infinito", com sua horizontalidade branca, escala e colunatas. "É como dia nublado na praia, em que você não sabe onde as coisas terminam". A Sala de Espera, é uma intervenção artística violenta e ao mesmo tempo leve, criada com 70 postes de madeira.

Em um mezanino do pavilhão, o fotógrafo Mauro Restiffe, paulista de São José do Rio Pardo, apresenta doze imagens em preto e branco, feitas um processo que levou cerca de três anos, durante a reforma do MAC, por encomenda do diretor da instituição, Tadeu Chiarelli. Vestígios de sujeira, presenças humanas algo espectrais, atenção à geometria modernista e panoramas difusos do horizonte da cidade a partir dos andares ganham destaque nos registros.  "É uma fotografia quase como documento, mas atemporal, que acaba deixando uma ambiguidade", diz Restiffe.



Mauro Restiffe

Serviço

CARLITO CARVALHOSA E MAURO RESTIFFE

MAC - Museu de Arte Contemporânea - Parque do Ibirapuera

Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, s./n - Portão 3 - S.P. - tel. (11) 5573-9932

Quando: De 9/03 a 8/09/2013 - de terça a domingo das 10h às 18h

Entrada gratis




 

8 de abril de 2013

Marcel Duchamp e 100 anos de Armory Show



Mostra que introduziu Duchamp nos EUA e deslocou eixo das artes completa cem anos

Em 1913 a Exibição Internacional de Arte Moderna
eletrizou Manhattan e entrou para a história como Armory Show, por ter acontecido num depósito militar da rua 26 com a avenida Lexington.

Naquele fevereiro, fuzis e canhões deram lugar a armas estéticas, como Nu Descendo a Escada nº2 de Marcel Duchamp, o Nu Azul, de Henri Matisse, peças de Francis Picabia, esculturas de Constantin Brancusi e todo um arsenal de 1.400 obras de europeus e americanos.


Nu Descendo a Escada n°2, obra de Marcel Duchamp que esteve no Armory Show de Nova York há cem anos.

Numa Nova York ainda provinciana, onde mulheres marchavam pelo direito ao voto, a vanguarda europeia causou certa indigestão intelectual.

Quando a mostra foi a Chicago, estudantes de arte quiseram queimar uma efígie de Matisse e atearam fogo em réplicas de suas obras.


Nu Azul - Henri Matisse - 1907

Muitos tacharam de primitivo o artista, que teria errado ao pintar dedos a mais ou a menos nos pés da modelo que se exibia nua na tela.

Mudança de eixo


Duchamp, que quatro anos depois causaria novo escândalo com seu urinol em Nova York, fazia ali sua estreia na cidade que se tornou, com o Armory Show, o centro cultural do mundo, desbancando Paris, então farol das artes.

 

Urinol - Marcel Duchamp

Foi também o início das exposições-espetáculo, eventos do grand monde para ver e ser visto que hoje se multiplicam no circuito da arte.

"Isso tudo aconteceu no mesmo lugar, debaixo do mesmo teto", conta a historiadora americana Laurette McCarthy. "Embora a classe artística já conhecesse parte dessa produção, milhares de nova-iorquinos foram à exposição como a um evento social, curiosos pelo teor das críticas nos jornais."

Gail Stavitsky, outra historiadora que organiza com McCarthy uma mostra em homenagem ao centenário do Armory Show, sustenta, aliás, que a crítica de arte nos Estados Unidos surgiu com as reações acaloradas à mostra.

"Esse foi o nascimento da crítica de arte americana", diz Stavitsky. "Houve uma explosão do pensamento crítico, os jornais passaram a publicar resenhas de exposições quase todos os dias. Isso ajuda a derrubar o mito de que a América era um deserto intelectual até a o surgimento do expressionismo abstrato."

Nesse ponto, o movimento artístico que pôs Nova York no mapa algumas décadas mais tarde, com os arroubos agressivos de Jackson Pollock, também teve seu embrião no choque causado pela avalanche das vanguardas europeias do Armory Show.

"Até então, as cores na arte americana eram quase mortas", analisa Marilyn Kushner, da Sociedade Histórica de Nova York. "Aquele azul do Matisse e as cores vibrantes dos fovistas foram um assalto aos sentidos."

Kushner lembra também que, além das cores, as proporções distorcidas das figuras nas telas e a economia formal das obras de Brancusi causaram grande espanto.

Colecionismo

Foi um espanto rentável. Organizada pela extinta Associação de Pintores e Escultores Americanos, a mostra, caríssima para os padrões da época, com o transporte transatlântico de obras e artistas, teria de se bancar com a venda das peças em Nova York.

No afã por entrar na moda, a aristocracia americana arrematou grande parte das peças. Único dos grandes museus da cidade que já existia em 1913, o Metropolitan comprou o seu primeiro Cézanne.

Edward Hopper, então longe da fama que conquistaria mais tarde, vendeu sua primeira pintura, Sailing, em que retratou um veleiro.



Sailing - Edward Hopper - 1911

Do total de 250 peças vendidas, grande parte ajudou a formar coleções de peso, como a de Lillie Bliss, herdeira de um magnata têxtil que doou anos mais tarde centenas de peças de Matisse, Cézanne e Picasso para criar o MoMA, em Nova York.

"Grandes coleções de arte começaram com o Armory Show", conta Stavitsky. Tanto que uma feira de arte que ocorre até hoje na metrópole americana leva o nome da mostra. "Foi o ponto de partida para o levante das galeriasde arte."






5 de abril de 2013

Pintura doada ao National Truste é reconhecida como autorretrato de Rembrandt



Autorretrato - Rembrandt


Quadro doado em 2010 ao National Truste - organização britânica responsável pela preservação de castelos e casas históricas do Reino Unido - foi identificado como um autorretrato do pintor holandês Rembrandt.

Um especialista na obra de Rembrandt assegurou que a pintura, que estava nas paredes da Abadia de Buckland e era atribuída a um pupilo do mestre holandês, na verdade foi pintado pelo próprio artista.

A obra foi doada à fundação há três anos como uma peça dos herdeiros da falecida Lady Samuel de Wych Cross, cujo marido, o filantropo Lorde Samuel de Wych Cross, colecionou várias pinturas durante sua vida.

Horst Gerson, um especialista na obra do holandês, e o chamado Rembrandt Research Project (RPP), um projeto de pesquisa sobre Rembrandt, concluíram há quatro décadas que esse retrato tinha sido feito por um dos pupilos do artista.

No entanto, após analisar a evolução do estilo do pintor e após desenvolver uma nova investigação sobre a pintura a cargo do especialista mais renomado na obra de Rembrandt, Ernst Van de Wetering, o quadro passou a ser atribuído ao gênio holandês.

Na obra, datada de 1635, o artista teria aproximadamente 29 anos. Avaliado em US$ 30,1 milhões, o autorretrato não poderá ser vendido, já que a fundação tem a missão de zelar pela arte nacional em benefício público.







4 de abril de 2013

Galeria White Cube destaca nova pintura abstrata




Mostra na White Cube destaca nova pintura abstrata

Segunda mostra da filial paulistana da White Cube, O Gesto e o Signo faz um compêndio da pintura abstrata atual, reunindo nomes como os norte-americanos Mark Bradford e Julie Mehretu, o britânico Damien Hirst e o brasileiro Daniel Senise.

Bradford, numa grande série de pinturas-colagem que ocupa uma parede inteira do galpão da galeria na Vila Mariana, usa fragmentos de outdoors e lambe-lambes para criar o que a curadora britânica Susan May chama de arqueologia da imagem.

"Ele consegue juntar o social com o abstrato nesses trabalhos, já que a origem desses fragmentos são anúncios da periferia de Los Angeles", diz May. "É a publicidade reduzida a grossas camadas de resquícios de imagem."
 
 


Mark Bradford
 
Uma das pintoras mais fortes da cena americana atual, Julie Mehretu, que esteve na última Documenta, em Kassel, na Alemanha, tem na mostra uma pintura que também segue preceitos arqueológicos, a meio caminho entre o figurativo e a abstração.

São estruturas arquitetônicas e detalhes anatômicos submersos num volume estonteante de formas geométricas, tarjas e campos cromáticos.
 
 
Julie Mehretu
 
Na linha mais minimalista, Jacob Kassay, jovem artista que ficou conhecido por sua série de pinturas-espelho, em que uma mancha prateada domina quase toda a tela, está na mostra com um pequeno quadro. Seus tons de prata são resultado de um processo químico em que tinta branca é queimada e se revela, tal qual um negativo fotográfico, virando uma superfície homogênea e reflexiva.
 
 

Jacob Kassay
 
Daniel Senise, único brasileiro na mostra, também revisita os monocromos de minimalistas como Robert Ryman em duas obras. Ele pintou retângulos brancos em tampos de mesa marcados por anos de uso que estavam em seu ateliê.
 
 
Daniel Senise
 
No campo da mostra dedicado à gestualidade, Damien Hirst domina com sua famosa série de "Spin Paintings", em que joga tinta sobre a tela e espalha as cores girando o quadro em alta velocidade, criando um turbilhão de cores.
 
 
Damien Hirst
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


3 de abril de 2013

SP-Arte 2013 terá Picasso e Calder diretamente de NY

 
SP-Arte acontece entre 4 e 7 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, e vai reunir em 2013 mais de 120 galerias do Brasil e exterior. O mais importante evento do segmento na América Latina é um marco no calendário de artes do país e reúne na capital paulista todo o ecossistema da indústria, composta de colecionadores, artistas, galeristas, entusiastas, pesquisadores e curadores.

Os valores das obras que virão para a SP-Arte variam entre 500 mil e 8 milhões de dólares. Dentre elas: três Picassos: Tête d'homme (1965), Tête d'homme (1970) e Nu couché (1969). Alexander Calder terá um de seus tão famosos móbiles: Rouge et Blanc (1967) e do artista norte-americano Ross Bleckner virão dois de seus óleos: My Sister's Brain (2013) e Untitled (2012). Para completar a lista de obras inéditas no país, a Van de Weghe Fine Art tará ainda uma obra de grande formato do pintor alemão Gerhard Richter: Abstraktes Bild (1984) e duas obras de Andy Warhol.
 
Algumas galerias participantes

A galeria de artes norte-americana Van de Weghe Fine Art faz sua primeira incursão ao Brasil para participar da edição 2013 da SP-Arte. Diretamente de Nova York virão obras de grandes artistas como Pablo Picasso, Alexander Calder, Ross Bleckner e Gerhard Richter.
 


Pablo Picasso

 
Alexander Calder

Fundada em 1999, a galeria de Christophe Van De Weghe é especializada em mercado secundário de obras de artistas europeus e americanos, modernos, pós-guerra e contemporâneos. A galeria é renomada por exposições com foco histórico que repercutem tanto na crítica quanto no mercado. Em seu acervo estão obras de grandes nomes como Andy Warhol, Francis Bacon, Jean-Michel Basquiat, Alberto Giacometti, Rene Magritte, Henri Matisse, Joan Miró, Mark Rothko, dentre muitos outros.

A Fortes Vilaça, uma das galerias brasileiras confirmadas para a SP-Arte, promoverá no dia 6, sábado, a abertura da exposição Oceano Branco, do artista Carlos Bevilacqua.

A abertura acontecerá durante um brunch em celebração à SP Arte, nas dependências da galeria.

A mostra reúne oito esculturas do artista carioca. Os trabalhos foram estruturados no uso de três forças que o meio líquido torna visível: gravidade, flutuação e tensão.

As obras serão apresentadas em uma estante vazada, cujo objetivo é evidenciar a transparência dos trabalhos e as narrativas que se desenvolvem entre as esculturas.

  
 
Oceano Branco - Carlos Bevilacqua

A galeria francesa Thaddaeus Ropac, cujas sedes ficam em Paris e Salzburg, na Áustria, comemora seu 30º aniversário na SP-Arte.

O espaço, que mantém uma ótima relação com museus e colecionadores brasileiros, participará da feira paulista e apresentará em seu estande obras dos artistas Georg Baselitz (“Negative Paintings”), James Rosenquist (“Embrace”), Robert Longo, Alex Katz, Antony Gormley e Tony Cragg.

Outros nomes representados pela galeria foram confirmados para a edição deste ano da SP-Arte. São eles: Sylvie Fleury, Antony Gormley, Lori Hersberger, Ilya & Emilia Kabakov, Anselm Kiefer, Imi Knoebel, Jason Martin, Marc Quinn e Daniel Richter, entre outros.

Ao todo, quatro representantes da Thaddaeus Ropac estarão em São Paulo para o evento: Arne Ehmann, Xaver von Mentzingen, Hella Pohl e Victoire de Pourtalès.
 
 
Nach vorn die Arbeiterstudenten - Georg Baselitz
 
A 1500 Gallery, de Nova York, preparou uma programação especial para quem visitar seu estande.

A galeria nova-iorquina reunirá em seu espaço obras dos fotógrafos brasileiros Bruno Cals, Hirosuke Kitamura e Julio Bittencourt, além de trabalhos da dupla alemã Bernd e Hilla Becher, cujas fotografias se alternam num display a cada dia da feira.

Nos trabalhos expostos no evento, Cals explora possibilidades irreais de horizonte. Já Kitamura traz uma visão particular do clima do meretrício em Salvador. Bittencourt, por sua vez, traz à SP-Arte um grande políptico do edifício Prestes Maia. O objetivo da obra é registrar através de uma pequena alegoria a vida nas grandes metrópoles.

A dupla alemã que estará na feira brasileira por meio da 1500 apresentará trabalhos em preto e branco de instalações industriais.

A 1500 Gallery vai aproveitar o evento para divulgar uma grande novidade. A galeria vai abrir, ainda neste ano, uma sede no Brasil na cidade do Rio de Janeiro.
 


Sem título 18 - Bruno Cals 

Serviço

SP-Arte 2013

Quando:
De 4 a 7 de abril de 2013 - Quinta e sexta, das 14h às 22h; Sábado e domingo, das 12h às 20h.

Onde: Parque do Ibirapuera - Pavilhão Ciccillo Matarazzo. São Paulo

Quanto: Inteira R$ 30,00 ou meia-entrada R$ 15,00
 
 
 
 
 



 

2 de abril de 2013

Obra do século XV é doada ao Masp


 A Deposição de Cristo - Hans Memling - óleo s. madeira. Obra doada ao Masp

 
O museu ganha e exibe quadro de Hans Memling que completa um díptico com obra que já pertencia à instituição.

O casal de colecionadores Lais e Telmo Porto decidiram celebrar os 30 anos de união com um gesto de desapego e doaram um quadro do final do século XV ao Masp. O óleo sobre madeira A Deposição de Cristo, atribuído ao pintor Hans Memling (1430-1494), alemão radicado na Bélgica, é a metade direita que faltava de um díptico (obra com duas peças) cujo painel esquerdo já pertencia ao museu.

Na obra que o Masp já tinha, Lamentação da Virgem, José, Maria e outras três mulheres parecem chorar por algo. O motivo está na tela que faltava: A Deposição de Jesus, morto na cruz. De acordo com o professor e curador Teixeira Coelho, autor do texto do material de incorporação da obra ao museu, são raros os episódios na história em que uma obra subdvidida pelo acaso volta a ser recomposta.  

 
Lamentação da Virgem - Hans Memling - parte do díptico que já pertencia ao Masp

Segundo o professor, o tema da deposição/lamentação, clássico na literatura cristã, foi tratado por diferentes artistas, como o flamengo Hugo van der Goes, em cuja obra Memling teria se inspirado para a realização da obra dupla. "Os dois painéis apresentam a unidade temática e de figuração requerida por um díptico: a narrativa iniciada em um completa-se formalmente no outro", acrescenta.

O díptico passa a carregar o nome da obra que acaba de chegar, A Deposição de Cristo. Segundo a assessoria dos colecionadores, eles não sabem estimar o valor monetário do painel doado, já que a obra estava na família há muitos anos.
 
O díptico completo já está em exposição no MASP.
 
Sobre Hans Memling
 
Nascido na Alemanha (1411-1494) foi um pintor que mudou-se para Flandres e trabalhou na tradição da pintura de Netherlandish. Da década de 1460 até o final de sua vida, tornou-se um dos principais artistas pintando vários retratos e grandes obras religiosas, dando continuidade ao estilo que aprendeu com seu mestre Rogier van der Weyden.
 
 
 
Serviço
 
Onde: MASP - Av. Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo, 01310-200 - F: (11) 3251-5644