Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

9 de novembro de 2012

Martin Schongauer o Mestre das Gravuras



Três cabeças orientais, bustos - Martin Schongauer

Martin Schongauer (1448 - 1491) foi gravador e pintor alemão. Conhecido na Itália pelos nomes Bel Martino e Martim D'Anversa.  Foi o mais importante mestre da gravura antes de Albrecht Dürer. Suas obras circularam por toda Europa. 

Martin passou parte de sua vida em Colmar onde abriu uma escola de gravura, de onde alguns mestres da geração seguinte despontaram, além de um grande grupo de artistas de Nuremberg.

Como pintor, Schongauer foi um seguidor de Rogier van der Weyden, mas foram as suas gravuras que venderam em toda Europa. Sabe-se que Michelangelo pode ter copiado algumas de suas gravuras. Seu estilo não mostra nada da tradição italiana, e sim do gótico. Sua gravuras são, em sua maior parte, religiosas, mas incluem cenas cômicas também.

Sua coleção mais importante de gravuras é a série que retrata a Paixão de Cristo, a Morte e a Coroação da Virgem. São notáveis porque misturam elementos de iluminuras com uma grande força cromática. Schongauer desenvolveu várias técnicas que foram depois aperfeiçoadas por Dürer.

 

Virgem com o Menino no Jardim das Rosas - 1473 - têmpera s. madeira 201 x 112 cm. Martin Schongauer, igreja dominicana de Saint-Martin, Colmar.

A Virgem no Jardim das Rosas, mostra Maria pensativa e melancólica, com um majestoso vestido vermelho, sentada com o Menino ao colo em frente a um roseiral, que se inicia a seus pés. Dois anjos preparam-se para a coroar.

À Virgem são por vezes associados anjos músicos aqui esculpidos na moldura do retábulo, com instrumentos de percussão (tambor e pratos) e de corda (violino, alaúde, harpa e viola de gamba).


Detalhe Anjo músico - A Virgem no Jardim das Rosas

Também Matthias Grunewald (1470 - 1528), para o seu célebre Retábulo de Isenheim (1513-1515), pintou um painel algo enigmático, tendo à esquerda o Concerto dos Anjos e à direita uma Virgem com o Menino que se pensa inspirado na composição de Schongauer. Também a Virgem aparece associada à rosa e é acompanhada de anjos músicos.


Retábulo de Isenheim - (1513-1515) - Matthias Grunewald.



Detalhe
No lado esquerdo o Concerto dos Anjos, em que um anjo em primeiro plano toca violoncelo, outro mais afastado toca rebeca e ainda um terceiro anjo emplumado toca viola de gamba, ou seja todos instrumentos de corda.

No painel da direita, a Virgem sentada com o Menino nos braços, também vestida de vermelho, tem como fundo uma paisagem com a abadia de Issenheim. Tem à sua direita uma cama, um pote e um vaso onde cresce uma figueira. À sua esquerda uma roseira onde desabrocham três magníficas rosas vermelhas.

Sobre Colmar


Situada no extremo leste da França, na fronteira alemã, a região apresenta uma magnífica mistura de culturas francesa e germânica.  É uma comuna francesa, capital (préfecture) do departamento (département) do Haut-Rhin (Alto Reno), na região Alsácia, aos pés dos Vosges.
Colmar situa-se em uma paisagem relativamente plana, banhada pelo rio Lauch, a aproximadamente 20 km a leste do rio Reno, próximo da fronteira Alemanha-França.
O encanto da Alsácia está em grande parte ligado à riqueza do seu património cultural: castelos fortes, igrejas, museus, rivalizam com as belas casas a panos de madeira. Das aldeias pitorescas às ruínas românticas penduradas sobre as cristas vosgianas, das pistas que serpenteiam nos bairros antigos às colecções prestigiosas dos museus, a Alsácia  inteira ilustra-se como terra de cultura.


Colmar, comuna de Alsásia, França

Curiosidade:

Frédéric Auguste Bartholdi, escultor da Estátua da Liberdade de NY - oferecida pela França para o Estados Unidos e colocado na Ilha Bedloe, na entrada do porto de Nova York - nasceu em Colmar (1834 - 1904). Por vezes, assinou o seus trabalhos sob o pseudônimo de Amilcar Hasenfratz.




8 de novembro de 2012

Leilão do acervo de Anna Maria Niemeyer



Mulher no espelho - Di Cavalcanti

Desenhos de Oscar Niemeyer foram a leilão no Rio de Janeiro

Quatro meses depois da morte da galerista Anna Maria Niemeyer, filha única de Oscar Niemeyer, sua vasta coleção de obras de arte foi a leilão no Rio.

Foram 750 itens à venda, neles incluídos mais de cem desenhos originais do arquiteto, que também assinou móveis e imagens femininas de traços econômicos impregnadas de poesia.


 

A expectativa era de que os 557 lotes levantassem, no mínimo, R$ 5 milhões, a serem distribuídos pelos quatro filhos de Anna Maria.

Entre as peças assinadas por Niemeyer, raras em leilões, estavam serigrafias, esculturas e um relógio de uma edição especial em homenagem a Juscelino Kubitschek que ele deu de presente à filha em 2002.
 
Todas as obras juntas foram avaliadas em aproximadamente R$ 1.447.800,00

Alguns desenhos continham pequenos textos em que Niemeyer declarou suas intenções. Por exemplo, o monumento desenhado para a Petrobrás em 2003 por ocasião do cinquentenário da empresa.



Petrobrás - 2003 - Cinquentenário da empresa

Colecionadores particulares brasileiros e estrangeiros participaram do leilão do vasto acervo de arte brasileira reunido por mais de três décadas pela galerista e designer de interiores Anna Maria Niemeyer.

Todas as obras foram vendidas devido à decisão da família de encerrar as atividades da galeria de arte mantida durante 33 anos por Anna Maria.

Entre as obras colocadas à venda, em lotes distribuídos em quatro noites de leilão, estavam trabalhos de vários nomes hoje bem cotados no mercado nacional e internacional de arte, como Beatriz Milhazes, Jorge Guinle, Victor Arruda, Nelson Leirner, Iole de Freitas, Franz Weissmann e dezenas de artistas.



O Desfile - 2003 - Beatriz Milhazes

A segunda noite do leilão foi dedicada inteiramente à produção do arquiteto - 116 trabalhos -incluindo projetos de interior dos palácios de Brasília, litografias e desenhos da década de 1920.

Sobre Anna Maria Niemeyer


Filha única e colaboradora do arquiteto Oscar Niemeyer (hoje com 104 anos), Anna Maria abriu a galeria, no fim da década de 1970, com o propósito inicial de organizar e mostrar as obras de seu pai. Paralelamente aos seus projetos de arquitetura, Niemeyer também produziu desenhos, gravuras, esculturas e peças de mobiliário.

Instalada em dois espaços, no Shopping da Gávea e na Praça Santos Dumont, no bairro da Gávea, a galeria foi responsável por lançar e alavancar a chamada Geração 80 das artes plásticas brasileiras.

Anna Maria Niemeyer morreu em 6 de junho de 2011, aos 82 anos de idade.



7 de novembro de 2012

Cecília Meireles para crianças

 

LIVRO: OU ISTO OU AQUILO

Sinopse: Um dos mais belos clássicos da poesia brasileira, Ou isto ou aquilo aborda os sonhos e as fantasias do mundo infantil com efeitos estéticos bastante sugestivos, criativos e lúdicos. A casa da avó, os jogos e os brinquedos, os animais e as flores, tudo ganha vida nos poemas de Cecília Meireles que faz uso desses recursos brincando com as palavras, explora ritmo, as rimas, as repetições,a musicalidade.

"Não sei se brinco, não sei se estudo, / se saio correndo ou se fico tranquilo": Este clássico da poesia brasileira para crianças, publicado no ano de morte de Cecília Meireles (1901-64), ganha novas ilustrações, por Odilon Moraes











Sobre a escritora:

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (
1901 - 1964) carioca da Tijuca, foi  poetisa, pintora, professora e jornalista.  É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.

Aos nove anos começou a escrever poesia. Frequentou a
Escola Normal no Rio de Janeiro, de 1913 e 1916, estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Em
1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro de poesias, Espectros, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Romantismo, entre outros, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

Teve ainda importante atuação como
jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil

Seus poemas infantis não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.

Após sua morte, recebeu como homenagem a impressão de uma cédula de 100 Cruzados Novos lançada pelo Banco Central do Brasil no Rio de Janeiro. Em 1989, foram mudadas para 100 Cruzeiros, quando da troca da moeda pelo governo de Fernando Collor.




Cecília Meireles em Lisboa. Desenho de seu primeiro marido, Fernando Correia Dias


Serviço

Ou isto ou aquilo - Cecília Meireles

Ilustração: Odilon Moraes
 
Direção: Nova Fronteira

66 págs. - R$ 42,00

Ídioma: Português




6 de novembro de 2012

Claudia Andujar e os índios Yanomami



  
Instalação de Claudia Andujar colore fachada de prédio histórico em SP 

Um painel gigante da artista plástica Claudia Andujar está dando uma nova cara ao prédio dos Correios, na região central de São Paulo.

Instalada na empena de um prédio vizinho, que dá para o Vale do Anhangabaú, a imagem faz parte da instalação Sonho Verde Azulado, do projeto Cidade Galeria.

Com 270 metros quadrados, ela mostra um índio Yanomami -- a tribo permeia o trabalho da artista há 40 anos -- e usa uma técnica chamada de refotografia.

A instalação, que tem curadoria de Eduardo Brandão, conta ainda com quatro imagens inéditas que, juntas, somam 1.200 metros quadrados e que serão expostas no mezanino do edifício.

As imagens originais foram feitas entre 1974 a 1976 em preto e branco.

Sobre Claudia Andujar

Claudia Andujar (
Neuchâtel, Suíça, 1931) é uma fotógrafa brasileira.

Viveu na
Hungria e nos Estados Unidos no início dos anos 50, transferindo-se para São Paulo em 1957, naturalizando-se brasileira.

Atuou como repórter fotográfica de
1960 a 1975, desenvolveu o Workshop de Fotografia no Museu de Arte de São Paulo, trabalho que acabou por influenciar dezenas de fotógrafos paulistas em atividade nestas duas últimas décadas. No final da década de 70 passou a se dedicar exclusivamente à luta pela preservação do povo Yanomami, tendo sido uma das fundadoras da Comissão pela Criação do Parque Yanomami.

Em meio a uma carreira em fotojornalismo, especialmente no período histórico da revista Realidade, estabeleceu contato com os índios Yanomami do estado de Roraima. Com bolsas de estudos brasileiras e internacionais, passou períodos extensos na companhia desses índios, realizando ensaios fotográficos que constituem, por si, um capítulo na história da fotografia brasileira. Após seu retorno ao sul do país, engajou-se nas lutas da nação Yanomami pela demarcação de sua reserva, que aconteceu finalmente em 1992.

Tem dois livros publicados sobre os Yanomami (DBA, 1998; Olivetti, 1979). Trabalhos seus integram acervos de instituições museológicas como o MoMA. Reelabora continuamente, em novas séries, seus registros na Amazônia e com frequência é convidada a compor mostras coletivas nas principais capitais do mundo.

Algumas de suas obras







Livros editados 

Yanomami (Práxis, 1988)

Marcados (Cosac Naify, 2009)





5 de novembro de 2012

A infância de Picasso em Málaga


Exposição revela infância de Picasso em Málaga

O Museu Casa Natal, situado na casa onde Pablo Picasso nasceu em Málaga, renovou os seus conteúdos expositivos com documentos e objetos que revelam como foi a infância do artista até que, com nove anos, sua família se mudou para La Coruña (noroeste) por conta do trabalho de seu pai.

Uma das novidades é o documento original de batismo, cedido pelo Bispado de Málaga, e que conta que no dia 10 de novembro de 1881, na Igreja de Santiago, foi batizado o "filho legítimo de José Ruiz Blasco e María Picasso", que nasceu no dia 25 de outubro daquele ano às 23h15.



Museu Casa Natal

Também foi incorporada à Casa Natal a última prova que Picasso fez em Málaga antes de se mudar para a cidade galega, e na qual consta que já tinha completado os dez anos de idade, embora na realidade ainda tivesse nove.

Além disso, entre as lembranças figura a inscrição da família Ruiz Picasso, inclusive da empregada doméstica Mariana Montañez, no censo da cidade de 1885, em que, por conta de um erro, foi atribuído um irmão menor ao pequeno Pablo, de nome José e com um ano de idade, que na realidade nunca existiu.

 


O autor Antony Penrose, ainda criança, brinca com Pablo Picasso na casa do pintor em Cannes, França, em 1956

Além disso, tanto neste documento -- no qual se modifica o sobrenome da mãe e aparece como "Picazo"-- como no de batismo, o pai de Picasso é chamado de catedrático, apesar de, naquele momento, ser somente professor.

Picasso visitou Málaga pela última vez em 1901 e viu junto ao porto os destroços da fragata alemã Gneisenau, cena que eternizou em um desenho em carvão que está no Museu Picasso de Barcelona e do qual consta uma reprodução na Casa Natal.

O museu também inclui a sala Picasso e Espanha, que dá uma ideia dos vínculos do pintor com seu país e com a Andaluzia. Na sala pode ser contemplado um violão assinado pelo pintor para o guitarrista Manuel Morao no dia 30 de outubro de 1961.

Nessa sala também esta exposta uma réplica da capa espanhola que foi um presente do toureiro Luis Miguel Dominguín e com a qual o artista foi fotografado em inúmeras ocasiões e com a qual seu caixão foi envolvido durante o seu funeral.









2 de novembro de 2012

Pinacoteca apresenta a exposição Aberto Fechado: caixa e livro na arte brasileira



Aberto fechado / Livro e Caixa

Setenta obras de artistas brasileiros de destaque na segunda metade do século 20 e no início do século 21, como Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Jac Leirner e Mira Schendel, compõem Aberto Fechado. A curadoria é do britânico Guy Brett, que, em seu primeiro trabalho para um museu brasileiro, propõe uma análise sobre o uso das formas do livro e da caixa na arte contemporânea brasileira.

Caixas encerram universos inteiros, céus e nuvens mais ou menos abstratos. Em alguns casos, guardam resquícios das contradições de um país. Em outros, viram microcosmos cheios de cor.

A mostra agora em cartaz na Pinacoteca do Estado volta aos anos 50 e recolhe, até os dias de hoje, obras que abrem e fecham, trabalhos em forma de caixa, que vão desde abstrações geométricas a comentários críticos sobre o contexto político da época em que foram criadas.


Solitário - 1979 - Antonio Dias que faz parte da exposição Aberto Fechado: a caixa e livro na arte brasileira.

Brett afirma "Todos esses trabalhos têm uma relação. Mas há um paradoxo. Enquanto muitos desses artistas tentavam levar arte às ruas, eles se isolam nessas peças introspectivas, calmas, criando uma biblioteca de formas."

Nessa biblioteca, além das caixas, há livros de desenhos de Mira Schendel, em que a artista cria quase uma animação página a página, ou mesmo exercícios geométricos de Lygia Pape e Ferreira Gullar, desdobrando o pensamento da poesia concreta que surgia nos anos 50.

No alto de uma sala, estão caixas brancas que Lygia Pape equipara a nuvens no céu, objetos ortogonais que imprimem lógica matemática à visão de devaneio.

Waltercio Caldas reproduz constelações e galáxias em branco no interior de uma caixa preta, como se tentasse fazer caber entre as faces de um cubo toda a percepção, uma possível alusão à tentativa de enquadrar na alvura das galerias de arte a potência do pensamento estético.

Nos caixotes e vasilhames de Hélio Oiticica, pigmento cru e paredes coloridas se articulam na expressão de um estado de cor em potencial, a tensão de uma obra que parece se conservar em estado perpétuo de gênese, uma espécie de embrião de formas.

Barrio alude às mortes do período num livro com páginas feitas de carne, Dias ataca o fim do voto democrático na ditadura com sua série de urnas lacradas, caixas que guardam objetos secretos e nunca podem ser abertas.



Livro de carne - 1978-1979 - Artur Barrio

Sobre o curador

Guy Brett escreve sobre arte desde os anos 1960. Foi um dos primeiros críticos a lidar com o trabalho de artistas brasileiros e um dos responsáveis pela projeção da produção nacional na Europa e de lá para o mundo, introduzindo na cena internacional os trabalhos de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape.

Durante as décadas de 1960 e 1970, foi articulista nos jornais londrinos The Guardian e The Times. Nos anos 1980, tornou-se o editor de arte da publicação City Limits. Escreveu, também, para várias revistas como Art in America, Artforum, Art&text, Third Text, entre outras.

É autor de livros como Brasil experimental, Through our own eyes, e Carnival of perception. Foi também o curador da exposição Georges Vantongerloo no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, e um dos organizadores da exposição de Cildo Meireles, em 2008, na Tate Modern, Londres.

Serviço:

Aberto Fechado: caixa e livro na arte brasileira

Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, nº 2 - Tel. 3324-1000

até 13.01.2013
http://www.pinacoteca.org.




1 de novembro de 2012

Romero Britto lança livro para crianças


Em Cores Divertidas! e Onde está o urso da Amizade? crianças completam desenhos de Romero Britto em livro lançado pelo artista

Romero Britto nasceu no Recife, em 1963, e desenha desde garoto. Suas obras hoje podem ser apreciadas em importantes museus internacionais, como o Museu de Arte da Califórnia, o Museu da Criança, em Washington, e o Museu de Arte de São Paulo. É hoje considerado um ícone da cultura pop no mundo todo, pintando obras contemporâneas sempre muito vibrantes. Seus quadros e esculturas são apreciados em diversos países e o artista figura entre os criadores contemporâneos mais valorizados. Quando Romero Britto retrata seus inconfundíveis gatos e ursos, é difícil não identificar nas obras um forte apelo infantil.
  
Vídeo de algumas de suas obras


Essa vocação ganhou forma nos livros do artista, Cores Divertidas! e Onde está o Urso da Amizade?, publicado no Brasil pela Editora Globo. A obra surpreende ao apresentar um feliz casamento entre as imagens coloridas e vibrantes e uma história divertida e singela.


Em Cores Divertidas! o traço vibrante de Romero Britto a serviço de uma história que convida as crianças a pôr mãozinhas à obra. Em Cores divertidas! personagens de uma fazenda pedem ajuda ao pequeno leitor para dar conta de tarefas como colorir um cenário, decorar a cauda de um galo ou encontrar as manchas da porquinha.

Tudo isso acontece de forma dinâmica: basta destacar as abas coloridas encaixadas no livro para que a missão se complete e o cenário mude.

Todas as atividades envolvem um lúdico jogo com as cores, outra característica peculiar das obras de Britto e que, em grande parte, determina a identificação de sua obra com o imaginário estético infantil.

Para completar a diversão, o texto em rima destaca os nomes engraçados dos personagens e estimula o leitor a mergulhar na brincadeira.



Em Onde está o Urso da Amizade? o personagem criado por Britto convida os pequenos leitores para uma deliciosa busca. Com uma clara aposta na interatividade, a leitura oferece oportunidades para diversas experiências sensoriais, como apreciar a maciez das patinhas ou a textura de uma gravata.

Ao abrir as abas, desvendar mistérios e explorar as possibilidades do livro, o leitor descobre um universo luminoso e de muita animação – como o das obras que fizeram de Britto um nome reconhecido em todo o planeta.



Serviço:

Cores divertidas! - Romero Britto


Gênero: Literatura infantil

Páginas: 12

 
Onde está o Urso da Amizade? - Romero Britto

Genero: Literatura infantil

Páginas: 16

www.romerobritto.com.br