Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

14 de junho de 2013

Museu Anchieta




MUSEU ANCHIETA

Parte do complexo histórico do Pateo do Collegio, marco do nascimento de São Paulo, foi transformada em centro cultural com museu e acervo de 500 itens, como peças de arte sacra, quadros, fotografias, aquarelas, artefatos indígenas contemporâneos e mapas de São Paulo antigo.

Um elo com o passado dos Jesuítas



Fundação de São Paulo - Oscar Pereira da Silva, acervo do Museu Paulista.

Em 1954, entre as comemorações do IV Centenário da Cidade, foi organizada a Campanha de Gratidão aos Fundadores de São Paulo, com a finalidade de recuperar o espaço jesuítico no Pateo do Collegio e devolve-lo à Cia. de Jesus.

Desde a segunda expulsão, em 1759, embora tenham conseguido reassumir as funções de caráter religioso, os jesuítas não haviam recuperado o sítio onde fundaram, em 1554, o colégio que deu origem à cidade. O mesmo se deu com os objetos de culto, que constituíam um precioso acervo acumulado ao longo do tempo.



Baldaquino, espécie de dossel, sustentado por 4 colunas, atualmente usado para oferecer proteção ao ostensório portando o Santíssimo ou um relicário. Simboliza a relação entre o terreno e o celeste, tendo Cristo como peça fundamental desta ligação.

O retorno da Cia. de Jesus ao Pateo do Collegio só foi efetivado em 1979, ocasião em que foram inaugurados no sítio histórico o Museu e Capela Padre Anchieta. Constituído a partir de doações e da devolução de alguns dos objetos que pertenceram originalmente à Igreja e Colégio dos Jesuítas, o atual acervo do Museu encontrava-se exposto em sua quase totalidade, sem a observância dos critérios essenciais à sua real caracterização e consequente valorização. Os objetos que constituem o acervo foram identificados, classificados, organizados em coleções e restaurados, de forma a revelar o valor e a credibilidade de que eram portadores. 
 
 
A antiga cripta da Igreja do Pateo do Collegio constitui hoje mais um espaço do Museu. Neste local encontram-se reminiscências de paredes construídas no século XVII. Hoje esse espaço abriga exposições relacionadas ao Pateo do Collegio e à história da cidade de São Paulo.
 
Cerca de 700 objetos integram as coleções, hoje expostas em seis salas e no espaço da cripta. Indicadores de memória, uma vez que muitos dos objetos que integram o acervo tornaram-se referência única para a história da cidade de São Paulo, não são menos interessantes para o visitante em geral, que neles poderá encontrar a oportunidade de estabelecer um confronto com os seus referenciais. 



José de Anchieta na areia de Iperoig

Só, entre os índios tamoios, em meio às conversações de paz, o então futuro padre
José de Anchieta escreveu na areia um grande poema em latim clássico, homenageando a Virgem Maria.
 
Trecho do Poema da Bem Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus - Padre José Anchieta
 
"Eis os versos que outrora, ó Mãe Santíssima,
te prometi em voto,
Enquanto entre tamoios conjurados,
pobre refém, tratava as suspiradas pazes,
tua graça me acolheu
em teu materno manto
e teu poder me protege intatos corpo e alma."
 
Mais tarde, em São Vicente, transpôs da memória para o papel os quase 6.000 versos desse poema escrito com seu bordão na praia de Iperoig (atual Ubatuba). A cena foi assim imaginada pelo pintor Benedito Calixto.

 
Serviço

Onde: Praça Pateo do Collegio, 2 - Centro - tel. 3105-6899.

Quando: de terça a sexta das 9h às 16h45 - sábado e domingo das 9h às 16h30.

Quanto: R$ 6,00 para estudantes de escola particular - universitários e professores pagam R$ 3,00; estudantes de escola pública pagam R$ 2,00 e aposentados, idosos e menores de 7 anos têm entrada franca.

 

Um comentário:

  1. Mostre toda parte de acervo do museu anchieta, preciso para a faculdade. Obrigado

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