Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

16 de maio de 2013

Grandes artistas leiloados na Sotheby's

 


Les Pommes - Paul Cézanne - arrematado em leilão por US$ 41,6 mi
 
Quadro de Cézanne é arrematado em leilão por US$ 41,6 milhões

O quadro Les Pommes do pintor francês Paul Cézanne, e o retrato L'Amazone, de Amedeo Modigliani, foram os principais destaques do primeiro dia do leilão de arte moderna e impressionista da Sotheby's, realizado no início do mês, em Nova York.



L'Amazone - Amedeo Modigliani - baronesa Marguerite de Hasse de Villers, foi leiloada por US$ 25,9 milhões.
 
Segundo o especialista da Sotheby's, a força desta peça reside no olhar encantador da amazona, que posa com as mãos sobre a cintura e com um semblante desafiador.
 
O principal destaque do leilão foi um quadro de Cézanne, que, após uma disputa entre dois compradores anônimos, foi arrematado por US$ 37 milhões, embora o preço final, incluindo impostos e comissões, tenha sido de US$ 41,6 milhões (R$ 83,6 mi).

O leilão, que marcava o início da temporada de primavera, também trazia obras de outros grandes artistas, como Auguste Rodin, Georges Braque, Pablo Picasso, Vincent Van Gogh e Claude Monet.
 

 
Claude Monet

"As diferentes perspectivas que esta pintura oferece faz com que você fique durante horas a contemplando", destacou o especialista de arte impressionista de Sotheby's, David Normal.

A obra de Cézanne fazia parte da mostra de Alex e Elisabeth Lewyt, que reuniram uma das melhores coleções de arte do século XIX em Nova York, muitas das quais não haviam saído ao mercado em várias décadas.

Outro destaque do leilão foi a escultura Sylvette, de Pablo Picasso. Tida como a interpretação mais importante e complexa sobre a face humana realizada pelo artista espanhol, a peça foi arrematada por uma colecionadora por US$ 13,6 milhões.
 

 
Escultura Sylvette, de Pablo Picasso, foi leiloada na Sotheby's, em Nova York, em maio de 2013

"É uma combinação de pintura e escultura muito criativa, já que, se caminharmos ao seu redor, teremos oportunidade ver duas interpretações do rosto da mulher ao mesmo tempo", destacou o especialista da Sotheby's.

O início da temporada de leilões de primavera na Grande Maça também teve sua dose de solidariedade, já que os US$ 7,16 milhões arrecadados com o quadro Três Mulheres na Mesa Vermelha, de Fernand Léger - uma doação da cantora Madonna -, serão destinados ao financiamento dos estudos de meninas no Afeganistão, Paquistão e outros países.
 

 
Três Mulheres na Mesa Vermelha, de Fernand Léger

Os 71 lotes leiloados fazem parte da primeira jornada de arte impressionista e moderna organizada pela Sotheby's, que está sendo concluída.
 
 
 
 
 
 
 


14 de maio de 2013

Museu Afro Brasil apresenta "Modernidade"



José Pancetti
 
Mostra no Afro Brasil exibe início do modernismo na Bahia

Na tela de José Pancetti, o escritor e colecionador Odorico Tavares aparece retratado com óculos de aros vermelhos e uma camisa dividida em campos de cor amarelos e alaranjados, demarcados com certa rigidez geométrica.

Num claro contraste, Tavares, que morreu em 1980, descreveu o artista como "romântico inveterado", de "alma chapliniana de desajustado e de amoroso, latino nos exacerbamentos, muitas vezes violento nos amores".

Violentas ou não, as relações de Tavares com artistas que conheceu --e aos quais chegou a dedicar um livro de poemas-- estão por trás da coleção que ele construiu.

Um grande recorte de obras de Pancetti, Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti e estrangeiros como Pablo Picasso e Joan Miró, todos na coleção de Tavares, está agora no Museu Afro Brasil.



Leda Tavares - Candido Portinari - 1948

Entre os anos 1940 e 1960, Tavares, pernambucano que foi a Salvador dirigir os Diários Associados a convite de Assis Chateaubriand, colecionou os maiores nomes da arte moderna que se firmava no Brasil, além de fomentar uma revolução plástica na Bahia.



Di Cavalcanti

Ele esteve por trás da formação do Museu de Arte Moderna em Salvador e lançou figuras como Pierre Verger, que fotografou suas reportagens na revista O Cruzeiro.

"Seu olhar sempre foi a modernidade", diz Emanoel Araújo, diretor do Afro Brasil e curador da mostra. "A arte na Bahia ainda era acadêmica, e ele criou essa ruptura" figurativo e abstrato.

Telas como Endomingada e Menina com Flores, de Portinari, dividem espaço com paisagens de Alfredo Volpi e retratos de Pancetti. Mas também estão lá, marcando a travessia do figurativo para a abstração, trabalhos de Antônio Bandeira, Manabu Mabe e Flávio Shiró.




Endomingada - óleo s. madeira - década de 40 - Candido Portinari

Lado a lado, Cais, de Bandeira, em que Tavares enxergou as cores do Ceará misturadas às de Paris, e Tropical, de Shiró, causam certa reverberação no espaço, com traços e gestos que parecem ecoar de uma para a outra.

 

Cais - Antônio Bandeira - 1959 - obra que está na mostra

Também na escultura há certa ressonância entre as obras em ferro forjado de Mário Cravo Júnior e Francisco Stockinger, que junta metal e madeira na figura de uma mulher híbrida, seu corpo feito de texturas contrastantes.
 


S/T - mista - sd - Mário Cravo Júnior

Essa mesma aspereza metálica ressurge nas vistas baianas de Poty Lazarotto, que gravou em metal as paisagens de Salvador, como os veleiros atracados na enseada e a topografia acidentada dos telhados do casario.

Mais exuberantes, as gravuras de Miró renunciam à realidade e se ancoram numa iconografia única, a imaginação do artista a serviço da criação de um novo mundo mergulhado em azul e povoado por criaturas insólitas.




Miró

Sobre Odorico Tavares

Nascido em Timbaúba (PE), Odorico passou a juventude em Recife e, em 1942, mudou-se para Salvador por motivos políticos, quando atuava como secretário do jornal Diário de Pernambuco. Na trincheira jornalística, afinou-se com a oposição aos representantes locais da ditadura do Estado Novo, integrado à militância de esquerda e às ideias de Gilberto Freyre. Seu universo de amigos incluía Álvaro Lins, Aníbal Fernandes, Freyre, Joaquim Cardozo, Mauro Mota, Odilon Ribeiro Coutinho e João Cabral de Melo Neto, entre outros.

Em 1934, editou a revista literária Momento, aproximando-se de escritores como: Manuel Bandeira, Mario de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Gilberto Amado, José Lins do Rego, Jorge Amado e Lúcio Cardoso. Escrito em parceria com Jurema, 26 poemas marcou sua estreia na poesia. Em 1939, lançou A sombra do mundo, mas, a partir da segunda metade da década de 40, deu ênfase ao trabalho de jornalista, realizando históricas reportagens para a revista O Cruzeiro. À frente do Diário de Notícias, em Salvador, manteve a coluna Rosa dos Ventos e criou um suplemento cultural de vanguarda, no qual os jovens Glauber Rocha, Paulo Gil Soares e Caetano Veloso publicaram críticas.

Cúmplice das aventuras culturais de Assis Chateaubriand, o magnata dos Associados, Odorico Tavares assumiu um relevante papel na divulgação dos artistas nordestinos. Como estimulador e colaborador, contribuiu para a criação do Museu de Arte Moderna (MAM) da Bahia e dos museus regionais de Feira de Santana (BA) e Olinda (PE). Em artigos e reportagens deu respaldo aos artistas do Modernismo e das gerações dos anos 40, 50 e 60, realçando, em especial, o valor estético dos quadros de Pancetti. Fez históricos perfis do amigo Dorival Caymmi, do cordelista Cuíca de Santo Amaro e de outros personagens míticos da Bahia, sem se esquecer do maracatu, do frevo e da religiosidade de sua terra de origem.

Sobre a coleção

A qualidade da coleção de Odorico Tavares e a paixão a que a ela devotava fez com que ele encomendasse ao arquiteto Diógenes Rebouças o projeto de uma casa para abrigá-la. Esse belo projeto, implantado na escarpa do morro Ipiranga, num bairro litorâneo de Salvador, possuía uma galeria ao rés-do-chão da rua de entrada e um grande salão que se desenvolvia em um plano inferior, acompanhando a topografia do terreno. “Dessa forma, esses planos diferenciados criavam um cenário magnífico para abrigar a coleção de arte barroca, a imaginária brasileira e o mobiliário dos séculos XVIII e XIX, bem como a galeria do mezanino e a do salão de baixo, com a coleção de arte moderna, de onde se tinha uma visão panorâmica da casa", descreve Emanoel Araujo.

Serviço

Exposição "Modernidade - Coleção de Arte Brasileira Odorico Tavares".

Onde:
Museu Afro Brasil - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera - Portão 10
Tel. 3320-8900

Quando: de terça a domingo, das 10h às 17h

Quanto: Gratis




 

8 de maio de 2013

Instituto Moreira Salles apresenta Raphael Domingues e Emygdio de Barros


Raphael Domingues

Mostra no Instituto Moreira Salles vê modernidade de esquizofrênicos

Lá fora a arte moderna rugia, e também lá dentro. Na virada dos anos 1940 para os 1950, enquanto o movimento concreto se firmava e o abstracionismo ganhava terreno, dois internos do Centro Psiquiátrico Nacional, no Engenho de Dentro, no Rio, sofriam os ecos da revolução.

Raphael Domingues e Emygdio de Barros, que agora têm uma mostra no Instituto Moreira Salles, já tinham inclinação para as artes visuais antes de serem diagnosticados como esquizofrênicos e levados ao hospital comandado por Nise da Silveira.

No lugar do choque elétrico, a psiquiatra desenvolveu terapias alternativas, como um ateliê de arte. Era sua tentativa de encontrar nos desenhos e pinturas dos internos chaves para entender um estado psíquico conturbado.

"Ela buscava a projeção de imagens do inconsciente", diz Rodrigo Naves, um dos curadores da mostra. "É como se o inconsciente, com todos os seus arquétipos, fosse projetado para fora nessas telas."

Mais do que isso. Almir Mavignier, artista que trabalhou no ateliê como assistente de Silveira, identificou já nos anos 1940 a modernidade do traço nos desenhos de Domingues e a intensidade da cor nos trabalhos de Barros.

Raphael Domingues

Enquanto o primeiro se expressava com desenhos de traço simples, sempre em preto e branco, o segundo carregava nas tintas reagindo ao que Naves chama de "relação estridente com o mundo".

Emygdios de Barros

Quase autista, Domingues, que morreu em 1979, não falava e passava o tempo todo fazendo risquinhos indecifráveis em folhas de papel. Quando Mavignier começou a levar pessoas e objetos para que ele retratasse, acabou desencadeando todo um universo visual em sua obra.

"Ele tem essa sinuosidade da linha e uma continuidade do traço muito forte", diz Heloísa Espada, também curadora da mostra, sobre o trabalho de Domingues. "São desenhos feitos de um só fôlego, com grande equilíbrio e domínio do espaço. Têm uma memória das formas."


No caso, essa memória instantânea dos contornos permitia ao autor estabelecer um "vínculo com o mundo real", nas palavras de Espada. Pintura de Emygdio de Barros que está exposta no Instituto Moreira Salles, em São Paulo

Mundo estilhaçado


Tanto Raphael Domingues quanto Emygdio de Barros, foram comparados a Matisse pela maleabilidade do traço e pela intensidade das cores. Mas, no caso de Barros, morto em 1986, há uma espécie de obsessão em retratar muito de perto os objetos, anulando a distância entre mundo e observador.

Emygdio de Barros

Muitas vezes, some o espaço ao redor e a tela retrata só seu objeto principal, que ocupa todo o quadro, quase transbordando dele.


Emygdio de Barros

"Em Matisse, há um estilhaçamento do mundo, um confronto que tenta reestruturar o espaço", diz Naves. "Aqui a questão é outra, é uma abordagem do mundo sem perspectiva, sem claro-escuro. Barros é moderno por prescindir disso de uma maneira radical." 

Serviço

RAPHAEL E EMYGDIO

ONDE:
Instituto Moreira Salles, R. Piauí, 844, tel. 3825-2560

QUANDO: de terça a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 13h às 18h; até 7 de julho

QUANTO: grátis

7 de maio de 2013

Exposição plástica de "aquarelas" pintadas com vinho tannat



O artista plástico uruguaio Urbano Pérez apresentou em Americando Ramos Generales uma exposição de quadros onde utilizou vinho tannat aplicando a técnica da aquarela. A exposição conta com o patrocínio do Instituto Nacional de Vitivinicultura.

"É aquavinho não aquarela, porque a aquarela é água" diz Urbano Pérez, que tem inovado na técnica da pintura com o desenvolvimento da aplicação do tannat como elemento líquido para seus retratos.

Bodegas del Uruguay esteve na inauguração da exposição Aquarelas ao Tannat que, com o patrocínio do INAVI, no Espaço Cultural da Galería Americando. Com a presença de diversos colaboradores do Instituto, e qualificados representantes da mídia e imprensa especializada, foi aberta ao público, a exposição dos primeiros quadros pintados com a variedade característica da vitivinicultura uruguaia, o tannat.



Urbano Pérez trabalha essa técnica desde sua infância, indagado como havia chegado ao mix do vinho e a pintura, ele em sua resposta lembrou que "foi fruto de uma inspiração que me foi transmitida por Estela de Frutos, junto com Ricardo Calvo, gostei da idéia e a levei como um desafio para renovar a plástica descobrindo como reagia o vinho utilizando-o para pintar. A verdade é que adorei o tom sépia e as variações que lhe dá".

"O vinho não se mistura, se usa puro" - agrega o artista. "As tonalidades são conseguidas com a superposição de distintas camadas, aplicação sobre aplicação é como vai se conseguindo a intensidade, e também com a idade do vinho que define a gradação da cor do mesmo."



Estela de Frutos nos ilustra que no tannat jovem a coloração é próxima ao preto, máxima dessaturação e luminosidade e a evolução no tipo de envelhecimento se manifesta pelos tons afastados do azul até chegar ao cobre. Quanto a tons, o tannat abrange uma paleta ampla de vermelhos: violáceo, púrpura, grená, cereja, rubi, telha, até vermelho castanho e marrom. E com sua característica veta poética Estela assegura: "a cor do tannat deste modo nos deixa ver sua alma e uma vez plasmado sobre o papel nos aproxima à alma do artista".


Pensando nos turistas estrangeiros que provam o tannat em sua visita ao Uruguai, mas que por diversas razões tenham alguma dificuldade em levar como lembrança umas garrafas do vinho, agora podem comprar uma pintura feita com tannat. Para isso nos refere Ricardo Tornesi, colaborador do INAVI, "estamos fazendo um carimbo no qual INAVI autentica o nome do pintor e que a aquarela está feita com tannat, ou seja, lhe dá um certificado de garantia de que é o que está adquirindo".




Os temas pintados com tannat versam sobre a videira e o vinho, explorando principalmente o homem de nosso campo trabalhando no vinhedo, a colheita manual da uva e outros aspectos tradicionais como o envasamento do vinho em garrafões (damajuanas), inspirando-se no que eram as primeiras vinícolas do Uruguai.

Americando Ramos Generales é uma requintada casa boutique com várias salas situada no coração de Punta Carretas, na frente da qual está Mario Correa, quem nos refere que esta exposição "surge no âmbito de um programa que vem sendo desenvolvido por Americando para vincular o que é o fomento da arte e a cultura com a produção. Estamos relacionando as duas partes, por um lado tudo o que tem a ver com a arte e a tradição uruguaia e por outro um tema da produção como é o tannat, um vinho típico uruguaio. Através desta magnífica interpretação que é feita por Urbano Pérez chegamos a juntar a produção com a arte".

Os pintores que expõem em Americando têm não só a oportunidade de exibir, mas também de vender sua produção. As pinturas do tannat estão à venda desde a abertura da exposição.

E como nos expressou Estela de Frutos, o convite é para degustar e gostar do tannat e das aquarelas, para ver e sentir.







6 de maio de 2013

O Brasil registrado em fotos e livros




Cinco livros para ver um Brasil diferente 

Fotogênico por natureza, o Brasil costuma protagonizar imagens espetaculares tanto pelas lentes de viajantes comuns quanto de ótimos fotógrafos. Panoramas tão lindos que parecem – e podem virar – pintura. Desde um incrível cânion ao mais espontâneo sorriso de uma criança jogando bola, o País oferece um sem-fim de cenas de cair o queixo.



Imagens Posteriores - 2013, R$ 50, Editora Réptil


Sabe quando a paisagem da janela do carro é tão incrível que dá vontade de clicar, mesmo sabendo que é muito difícil uma foto em movimento ficar realmente boa? Pois durante dez anos a artista plástica Patrícia Gouvêa experimentou em fotos a relação do tempo e do deslocamento em destinos nacionais como os Lençóis Maranhenses, a Chapada dos Veadeiros e a área da Baía de Guanabara. Surpreenda-se.




Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí - 2013, R$ 90, Editora Grão

É como se, num jogo, aquele chute forte para fora mandasse a bola não para a casa do vizinho, mas a viajar pelo Brasil. Assim, Caio Vilela flagrou partidas em campinhos, praias, ruas e até cemitérios, revelando a essência do futebol. O prefácio sincero de Zico faz tabelinha com os cliques precisos.




Jalapão, História e Cultura - 2012, R$ 150, FM Editorial

Deserto que se mistura ao cerrado, recortado por rios caudalosos e lar de animais. Essas são algumas das credenciais do Jalapão, área de proteção no Tocantins retratada com esmero por Ricardo Martins, que conseguiu congelar araras e tucanos em voo, além de uma jaguatirica caçando.




Jeitos de Ser Brasil - 2012, R$ 89,90, Editora Belas-Letras

Aquarelando paisagens e imortalizando situações mais que brasileiras, o artista gaúcho Antonio Giacomin e o jornalista baiano Nivaldo Pereira embarcaram numa jornada de um ano pelo País. Uma narrativa ritmada que une momentos, diálogos e pessoas em cenários que não costumam aparecer nos guias de viagem ou cartões-postais.




Velho Chico – O Rio - 2012, R$ 80, Editora Cultura Sub

Apaixonado pelo Rio São Francisco desde os anos 1980, quando era um jovem mochileiro, Adriano Gambarini refez com cuidado o trajeto da nascente, em Minas Gerais, até a foz, em Alagoas. Espere por sensíveis fotos da água em seus vários humores e, principalmente, dos povos que fazem do rio um mito nacional.

Preços sugeridos pelo www.estadão.com.br
 
 
 
 

4 de maio de 2013

Minha Obra "Carta a Li Zi'an"



Carta a Li Zi'an - mista s. lona reciclada de caminhão - Aline Hannun

Carta a Li Zi'an,
olhando a distância desde Jiangling

Folhas de bordo, milhares, ramo após ramo
no rio, às pontes. Poente, e os barcos não chegam.
Flui dia e noite, Senhor, o rio: meu desejo
oeste a leste não para, nem um descanso.

Poesia completa de Yu Xuanji




3 de maio de 2013

Ernesto Neto no MoMA NY


Desenho digital para a revista Serafina: em barco na poesia - 2013

Canvas: com obras no MoMA de NY, artista carioca faz desenho para Serafina

Ernesto Neto é um artista plástico carioca nascido em 1964. Com obras no MoMA de Nova York, participou da Bienal de Veneza e expôs no Pompidou, em Paris. A Fortes Vilaça realiza uma mostra do artista em maio.

Retrato do artista carioca Ernesto Neto 

Sobre o artista

No início da carreira, sua trajetória é marcada pelas obras dos artistas José Resende (1945) e Tunga (1952), na exploração da articulação formal e simbólica entre matérias diversas. Ele aprendeu muito com o artista plástico Roberto Moriconi que o ajudou a progredir em sua carreira. Suas esculturas que são compostas por elementos em tecido de lycra, algodão e poliamida e recheados com bolinhas de chumbo, polipropileno, especiarias, miçangas, espuma e ervas, entre outros. Muitas vezes a união entre esses elementos cria grandes redes que já foram chamadas de colônias pelo artista. A mistura de materiais inusitados com a utilização de tensão, força, resistência e equilíbrio é o que aguça a curiosidade do espectador da obra.

sacos de balas, ervas etc... redes preenchidas com várias coisas ...

No final dos anos 1980, Neto produziu a série dos sacos de meia de seda, recheados de bolinhas de chumbo, que introduziram de maneira mais marcante no trabalho o caráter da sensualidade. Com passagens acadêmicas pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e pela Escola de Artes Visuais Parque Lage, Ernesto Neto tornou-se um dos mais conceituados artistas plásticos da atualidade. Já teve trabalhos exibidos na Basiléia, em Helsinque e em Londres. Suas instalações na Bienal de Veneza de 2001, por exemplo, foram expostas no Pavilhão Nacional do Brasil e no Grupo Internacional do Arsenale.

Atualmente o artista cria em suas obras espaços de intercâmbio, que solicitam do espectador a superação da experiência meramente visual, aguçando seus sentidos. O corpo prevalece como eixo de sua proposta. Emprega constantemente formas que se tocam no espaço, estabelecendo sugestões de sensualidade e de união física, presentes em grande parte de sua produção.


Na parede do ambiente doméstico montado por Ernesto Neto na Galeria Artur Fidalgo, em Copacabana, há uma frase escrita à esferográfica: "idéia é isso que cabe dentro".