Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

5 de fevereiro de 2014

A POP ART dos anos 60 e alguns de seus artistas



 
A POP ART DOS ANOS 60

É discutível qual foi a mais extraordinária inovação da arte do século XX, se o cubismo ou a Pop Art. Ambos surgiram de uma rebelião contra algum estilo já convencional: os cubistas achavam que os pós-impressionistas eram comportados e limitados demais, e os adeptos da pop art, que os expressionistas abstratos eram pretensiosos e veementes demais.
 
A Pop Art trouxe de volta à realidade materiais do dia-a-dia, a cultura popular, na qual as pessoas comuns extraíam da TV, das revistas ou das histórias em quadrinhos a maior parte de sua satisfação visual.

Surgiu na Inglaterra em meados dos anos 50, mas realizou todo o seu potencial na Nova York dos anos 60, quando dividiu com o minimalismo as atenções do mundo artístico. Nela, o épico foi substituído pelo cotidiano, e o que se produzia em massa recebeu a mesma importância do que era único e irreproduzível; a distinção entre “arte elevada” e “arte vulgar” foi assim desaparecendo.



Love - uma das imagens mais iconográficas da criatividade plástica da década de 60.
 
Sua presença, em Nova York, atua como um catalisador de emoções reprimidas para a agitada população da metrópole. Seu autor, o pintor e escultor americano Robert Indiana, foi um dos principais artistas da revolucionária Pop Art dos anos 60.

A mídia e a publicidade eram os temas favoritos da pop art, que muitas vezes celebrava espirituosamente a sociedade de consumo. Talvez o maior nome dessa estética tenha sido o americano Andy Warhol (Andrew Warhola, c. 1928 – 1987), cujas inovações exerceram influência sobre a arte posterior.

 


As Estampas de Warhol

No dia 28 de novembro o Museu de Arte de NY, o MOMA, inaugura uma nova ala. O papel de parede "Cow" de Andy Warhol é o símbolo do novo espaço.

No passado, as opiniões sobre Warhol variaram enormemente. Alguns o consideravam gênio, e outros o acusavam de ser um embusteiro fora do comum. Tendo começado como publicitário, mesclou fotos comerciais em sua obra, de início serigrafando-as ele mesmo e depois transferindo o processo para os funcionários de seu ateliê, conhecido como the Factory (“a Fábrica”): Warhol concebia um projeto, e os assistentes o executavam. No Marilyn diptych (Díptico Marilyn), a imagem foi propositalmente serigrafada sem nenhuma perícia ou exatidão, e a impressão colorida mostra-se, no melhor dos casos, imprecisa.



Ainda assim o Marilyn diptych é obra que atrai e impressiona, originando-se de algo bem no fundo da psique de Warhol. Ele era fã ardoroso das celebridades e entendia o caráter transitório da fama; estava, porém, mais interessado na idéia da devoção do público americano à celebridade como um símbolo cultural da época. Entregando-se à maquina da publicidade, Marilyn foi destruída como pessoa, e o estilo absolutamente neutro e documental de Warhol reproduz a impessoalidade e o isolamento que caracterizam essa fama. No díptico, um mar de rostos – todos parecidos e, ainda assim, sutilmente diferenciados – encara-nos com uma máscara icônica. É uma obra inesquecível.
 

 
Kiss V - Roy Lichtenstein 

Ironicamente, a primeira incursão de Andy Warhol na Pop Art baseava-se em imagens tomadas a histórias em quadrinhos, mas o marchand ao qual mostrou esse trabalho não se interessou, pois já fora conquistado pela arte do também americano Roy Lichtenstein (1913- ), outro dos grandes nomes do movimento.

Há, claro, um elemento de nostalgia em obras como a de Roy Lichtenstein: o mundo dos gibis, mundo da infância e da primeira adolescência, com todo o seu lado inocente e esperançoso. Roy Lichtenstein viu as dimensões icônicas dessas imagens e recriou-as na escala ampla que os expressionistas abstratos preferiam. Sua Whaam não é transcrição de uma história em quadrinhos, e sim uma imagem que ele reduziu ao essencial, a seu vigor aerodinâmico.
 

 
Whaam! diz respeito à violência e a como podemos ficar longe dela. É um díptico narrativo: de um lado, as forças do bem, o anjo vingador no avião; de outro, as forças do mal, o inimigo destruído no clarão estilizado que representa o poder punitivo.

Whaam! é uma resposta irreverente e espirituosa à popularidade do expressionismo abstrato nos Estados Unidos

O pintor usa formas e cores simples e copia a retícula dos materiais impressos para, assim, levar-nos de volta ao mundo simplificado do preto-e-branco moral e à nostálgica ingenuidade da infância.


Jasper Johns Dancers on plane

Merce Cunningham é a homenagem do americano Jasper Johns (1930 - ) ao trabalho de Merce Cunningham, o coreógrafo de vanguarda. Dancers on a plane (Bailarinos num plano) é uma pintura extremamente bela e, em termos conceituais, extremamente complexa. O talento supremo de Johns está em criar visualmente um conceito bastante difícil: o artista encanta o olhar de tal modo que nos leva a explorar esse conceito. Dancers on a plane exibe as complexidades da satisfação religiosa (o modo pelo qual o lado terreno da vida, o esquerdo, será divinamente transformado após a morte, o lado direito) e dos relacionamentos sexuais; mostra também o caráter quadridimensional do movimento de dança exibido num “plano único”, a tela em que os passos combinam-se como parceiros.

É um quadro gratificante, que recompensa o tempo dedicado a sua contemplação. Proporciona prazer mesmo quando lhe damos apenas uma olhadela, pois Johns satisfaz em todos os níveis.
 

 
Robert Rauschenberg

A influência do dadá e do surrealismo conduziu o americano Rauschenberg (1925 - ) a uma forma de arte inteiramente nova, na qual ele usa objetos prosaicos em justaposições incomuns. Essas pinturas, chamadas combines (“Combinações”), são a especialidade de Rauschenberg. Canyon é um exemplo.
 


O artista fez uma desconcertante mistura de imagens e técnicas: pintura a óleo combinada a fotos serigrafadas, a textos de jornal e a simples garatujas pitorescas. Mas, abaixo dessa algazarra vital e intensa, uma ave morta paira com as lúgubres asas abertas. Há uma vertiginosa sensação de planar nos ares, de levantar vôo para o canyon do desconhecido. Percebemos que o desfiladeiro localiza-se menos na pintura que abaixo dela: em vez de estar lá dentro, enquadrado onde não representa perigo, encontra-se em nosso próprio espaço pessoal. A saliência onde a ave se empoleira projeta-se em diagonal para o mundo do observador; dessa saliência, pende molemente uma almofada, disposta em duas bolsas que parecem estranhamente eróticas e patéticas. Todos os elementos da obra, bidimensionais ou tridimensionais, combinam-se numa impressão de clausura, como se de fato estivéssemos acuados entre as altas paredes nuas de um canyon rochoso.

Em Rauschenberg, há uma sandice inspirada que nem sempre tem o resultado esperado pelo artista; mas, quando ele consegue o efeito desejado, suas imagens são inesquecíveis.
 


David Hockney

Estritamente falando, é fato que o movimento Pop tenha começado na Inglaterra, com Richard Hamilton (1922 - ) e David Hockney (1937 - ). As primeiras obras de Hockney fazia esplêndido uso de imagens ao estilo daquelas revistas populares nas quais se baseia muita Pop Art. Mas nos anos 60, quando Hockney se mudou para a Califórnia, ele reagiu com enorme profundidade artística ao mar, ao sol, aos rapazes e ao luxo, tanto que sua arte assumiu uma dimensão inteiramente nova, cada vez mais naturalista. Embora se possa considerar A bigger splash (Um agito maior) uma visão do mundo mais simplista do que simplificada, ele ainda assim produz encantadora interação entre as impassíveis verticais rosadas de um canário em Los Angeles e a exuberância do borrifo de água quando o nadador oculto mergulha na piscina.

Aqui não há nenhuma presença humana visível, apenas a cadeira solitária e vazia e um mundo árido e quase paralisado. No entanto, a grande espadana branca só pode ter sido produzida por um ser humano, e muito da psique de Hockney está envolvido na mistura de lucidez e confusão que vemos nessa pintura.



Antropometria - técnica de mensuração do corpo humano ou de suas partes. - Yves Klein

Yves Klein
foi um artista francês e é considerado uma figura importante da arte européia após a Segunda Guerra Mundial.

Muitas de suas primeiras
pinturas eram monocromáticas, mas sem fixar-se em uma única cor. Ao final da década de 1950 seus trabalhos monocromáticos tornaram-se quase exclusivamente produzidos em um matiz azul intenso, que ele patenteou como Internacional Klein Blue (IKB, =PB29, =CI 77007), embora a cor jamais tenha sido produzida comercialmente.
 

 
IKB 191, 1962 (uma das pinturas monocromáticas em que Yves Klein usou o International Klein Blue)

Paralelamente às pinturas convencionais, em diversos trabalhos Klein utilizou-se de modelos nuas cobertas com tinta azul moviam-se ou imprimiam-se sobre telas para formar a imagem, utilizando as modelos como “pincéis vivos”. Este tipo de trabalho ele denominou de “Antropometria”.

Outras pinturas com este método de produção incluem “gravações” de chuva que Klein realizou dirigindo na chuva a mais de 100 km/h com uma tela atada no teto de seu carro, e telas com formas provocadas por sua queima com jatos de fogo.




 

3 de fevereiro de 2014



Detalhe da obra Girassóis de Van Gogh

Museu britânico expõe duas versões de girassóis de Van Gogh

A National Gallery, em Londres, abriu ao público uma exposição que reúne dois exemplares de um dos mais célebres quadros de Vincent Van Gogh (1853-1890), "Os Girassóis". As obras ficam expostas até o dia 27 de abril.

Esta é a primeira vez que dois d'"Os Girassóis" são expostos simultaneamente na cidade desde 1947, quando estiveram juntos no que agora é o museu Tate Britain.

Um dos quadros pertence à própria National Gallery, e o outro é do museu Van Gogh, de Amsterdã, e ambos estão entre os mais populares das instituições.

De acordo com o jornal "The Guardian", os visitantes encontrarão, à esquerda, os girassóis da National Gallery, uma das quatro pinturas que o pintor fez para decorar um quarto em sua casa em Arles, na França, para seu amigo Paul Gauguin, que o visitava. 

À direita está uma das três cópias que Van Gogh fez posteriormente.

O jornal afirma que as diferenças entre as pinturas são sutis, mas óbvias. A cópia é um pouco mais alta, porque o artista queria mais margem no topo, suas assinaturas estão em locais diferentes e as cores na versão de Amsterdam são mais estilizadas.

Das quatro pinturas originais de girassóis, apenas três ainda existem: a da National Gallery, uma em Munique (Alemanha) e a terceira integra uma coleção particular e não é vista desde 1948.

O museu britânico comprou seus girassóis direto da família do pintor em 1924. Uma das versões foi destruída em um bombardeio americano no Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

As três cópias estão expostas em Amsterdam, na Filadélfia, EUA, e em um prédio em Tóquio, Japão.

A série foi pintada durante o ano de 1888, o pior na vida de Van Gogh, quando ele teve sua crise nervosa, cortou parte da orelha e foi internado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

31 de janeiro de 2014

Vida e obra de Gian Lorenzo Bernini

Baldaquino da basílica de São Pedro em Roma - Gian Lorenzo Bernini 
 
Um dos pioneiros da arte barroca, juntamente com seu rival Francesco Borromini, Bernini é autor de inúmeras obras célebres, entre as quais se destaca o baldaquino da basílica de São Pedro em Roma.

Escultor, arquiteto e pintor italiano, Gian Lorenzo Bernini nasceu em Nápoles em 1598. Estudou em Roma com o pai, também escultor, e em 1616 já dava mostras de seu talento no grupo "Enéias, Anquises e Ascânio fugindo de Tróia". 
 
 
Enéas, Anquise e Ascânio" - Gian Lorenzo Bernini - 1619 - está exposta na Galleria Borghese, museu em Roma, Itália.

As primeiras esculturas de Bernini já eram altamente revolucionárias pelo movimento, os valores tácteis e a expressão dos rostos.

Por encomenda do cardeal Borghese, realizou várias obras num estilo independente que representava uma reação contra os conceitos da estatuária renascentista então em voga.

Entre esses trabalhos destacam-se "David lançando a pedra" (1619), "O rapto de Prosérpina" (1621) e "Apolo e Dafne" (1623), hoje na Galleria Borghese, em Roma.
 
"David lançando a pedra" -  auto-retrato - 1619

O "David", retratado no ato de lançar a pedra, tem o mérito de envolver o espectador na ação, característica que marcou outras obras de Bernini.

Matteo Barberini, eleito papa em 1623 com o nome de Urbano VIII, foi o maior patrono de Bernini. Durante seu pontificado, o artista criou o baldaquino de São Pedro (1624), as fachadas da igreja de Santa Bibiana e do palácio Propaganda Fide (1627), o projeto dos campanários da basílica de São Pedro.
 
Fachada da Igreja Santa Bibiana 

Da mesma época datam inúmeros túmulos e fontes, como a da Barcaccia, na Piazza di Spagna, em Roma. Além disso, pintou, fez gravuras e escreveu para o teatro.

Em 1644 morreu Urbano VIII, que foi sucedido por Inocêncio X. Bernini perdeu seu privilegiado lugar no Vaticano para o rival Borromini. Estava então trabalhando no grupo "A verdade descoberta pelo tempo", em alusão à injustiça das perseguições que lhe foram movidas, mas que ficou inacabado.

Em 1647 Bernini completou, na capela Cornaro da igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma, o "Êxtase de Santa Teresa", um dos pontos altos da escultura barroca.
 
"Êxtase de Santa Teresa".
 
Pouco depois reconciliou-se com o novo papa, que lhe encomendou a "Fonte dos quatro rios" (1648-1651), peça central da Piazza Navona, também em Roma. Em 1656, já no pontificado de Alexandre VII, projetou a colunata da praça de San Pietro, a igreja de Sant'Andrea al Quirinale e a escada régia do Vaticano.
 
"Fonte dos quatro rios" - Piazza Navona

Na basílica de São Pedro há outras obras notáveis de sua autoria, como o túmulo de Urbano VIII (1628-1647), que mostra o papa sentado, o braço alçado em gesto de comando. Abaixo, ladeando o sarcófago de bronze, encontram-se duas virtudes em mármore branco, a Caridade e a Justiça. Por cima do sarcófago a figura da Morte parece escrever o nome de Urbano numa folha.
 
"O túmulo de Urbano VIII" - Basílica de São Pedro

Outro famoso túmulo é o de Alexandre VII (1671-1678), executado porém, em grande parte, por seus discípulos.

A fama do escultor e arquiteto ultrapassou as fronteiras da Itália. A convite de Luís XIV, Bernini passou algum tempo em Paris. Seus projetos para a fachada do Louvre não chegaram, no entanto, a ser executados. De sua estada na França só ficaram um busto de Luís XIV, vários desenhos e a estátua eqüestre do rei francês.

Em seus últimos anos Bernini restaurou a ponte do Castelo de Sant'Angelo (1667-1669), para a qual criou uma série de anjos amargos e dolentes.
 
"Ponte do Castelo de Sant'Angelo"
 
Bernini foi durante mais de dois séculos desprezado pelos acadêmicos e classicistas e considerado o melhor exemplo do mau gosto e da monstruosidade artística. Com a reabilitação do estilo barroco no século XX, voltou a ser reconhecido como um dos maiores escultores e arquitetos de todos os tempos.

De suas pinturas, conservam-se o "Martírio de são Maurício" (c. 1630), no Studio del Musaico, do Vaticano, e o auto-retrato na Galleria degli Uffizi em Florença.

Vitimado por uma apoplexia, Bernini morreu em Roma em 28 de novembro de 1680.
 
 
 
 
 
 

29 de janeiro de 2014

Esculturas curiosas pelo mundo



Quatro estranhas esculturas seguram os pilares de um hotel em Osaka, Japão
 
 
CURIOSAS ESTATUAS E ESCULTURAS PELO MUNDO
 

A curiosa escultura "Eyeless Head" (Cabeça sem olhos) fica na Praça Principal de Cracóvia, na Polônia.

 

Esta é considerada uma das piores estátuas de Cristo do mundo; fica na cidade de Eureka Springs, Estados Unidos.
 


Homem careca lança água pelos olhos em direção às vistas de uma ovelha. Amsterdã, Holanda.
 


"Planet' é uma escultura gigante de um bebê dormindo feita pelo artista britânico Marc Quinn. A obra está instalada no 'Gardens by the Bay', em Cingapura.



A versão desconfigurada da Estátua da Liberdade fica no Parque das Esculturas em Moscou, Rússia.



Estátua em homenagem ao escritor Franz Kafka, que fica no bairro judeu de Praga, República Tcheca.



"Le Pouce', uma estranha escultura de dedo polegar gigante. Paris, França



Curiosa estátua representado Buda, localizada no Monastério dos Dez Mil Budas em Hong Kong. 
 
 
Procurando a Utopia', escultura itinerante que mostra o próprio criador da obra, Jen Fabre, montado em cima de uma tartaruga gigante.
 


Assistam ao vídeo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 

18 de janeiro de 2014

Osho, em "Corpo e Mente em Equilíbrio"




"Fico doente com muita facilidade e acho que isso tem relação com o fato de me esforçar demais. Quando isso acontece, não me sinto mais conectado ao meu centro e o corpo adoece."


Todo mundo tem de entender o funcionamento do próprio corpo. Se está tentando fazer algo
além do que o seu corpo pode tolerar, mais cedo ou mais tarde ficará doente.

Existe um limite para o que você pode impingir ao corpo, então chega o momento em que ele não aguenta mais. Pode estar trabalhando demais. Para as outras pessoas, pode não parecer que você está trabalhando tanto, mas isso não interessa. O seu corpo não aguenta tanto esforço, você
tem de descansar.

E o resultado final será o mesmo. Em vez de trabalhar por duas ou três semanas e depois descansar durante um período equivalente, trabalhe por seis semanas seguidas, mas reduza o esforço pela metade... É
simples aritmética.

E é muito perigoso trabalhar demais porque pode prejudicar muitas coisas frágeis no corpo - você se sobrecarrega de trabalho e depois
fica exausto, deprimido, se joga na cama e se sente mal com relação a todas as coisas.

Reduza o ritmo,
vá mais devagar em tudo o que fizer. Por exemplo, pare de andar do jeito que anda. Ande devagar, respire devagar, fale devagar. Coma devagar: se você costuma levar 30 minutos para fazer uma refeição, leve 40 minutos. Tome banho devagar: se está acostumado a tomar banho em 10 minutos, prolongue o banho por 30 minutos.

Não estou falando apenas de seu lado profissional. Nas 24 horas do dia,
tudo tem de ser reduzido, o ritmo tem de voltar para o mínimo, para a metade. Tem de ser uma mudança em todo o padrão e estilo de vida.

Fale mais devagar, leia mais devagar, pois a mente tende a fazer tudo de uma determinada maneira. A pessoa que trabalha muito lê rápido, fala rápido, come rápido - é uma obsessão. Seja lá o que estiver fazendo, ela o fará rapidamente,
mesmo quando não houver necessidade. É o seu mecanismo automático e passa a ser uma característica quase inerente.

Pare com isso. De hoje em diante, reduza tudo pela metade. Levante-se devagar, ande devagar. E isso também
lhe dará uma consciência maior, pois, quando fizer alguma coisa mais lentamente, ficará alerta ao que está fazendo. Quando move a mão depressa, faz o movimento de forma mecânica.

Se quiser ir mais devagar, terá de fazer isso conscientemente. Não é uma questão de falta de capacidade, é uma questão de ritmo. Cada pessoa possui
seu próprio ritmo e tem de se movimentar de acordo com ele. Você pode trabalhar o suficiente obedecendo a esse ritmo, e acho até que poderá trabalhar mais. Depois que chegar ao seu ritmo certo, conseguirá fazer muito mais.

Seu trabalho não será febril, transcorrerá de um jeito muito mais suave e você será capaz de produzir mais. Existem pessoas que trabalham devagar, mas
essa lentidão tem suas qualidades. E, na verdade, são as melhores qualidades. A pessoa que trabalha rápido pode ser quantitativamente melhor. Consegue produzir mais, mas, qualitativamente, nunca será muito eficiente.

A pessoa que trabalha devagar faz as coisas com mais qualidade. Toda a energia dela flui numa dimensão qualitativa. A quantidade pode não ser grande, mas não é o importante. Se você puder fazer poucas coisas, mas bemfeitas, quase perfeitas, se sentirá muito feliz e realizado.
Não há necessidade de fazer muitas. Se conseguir até mesmo fazer uma única coisa que cause extremo contentamento, isso basta; sua vida estará preenchida.

Não existe o que as pessoas chamam de natureza humana. Existem tantas naturezas humanas quanto existem seres humanos, por isso não há critério. Uma pessoa corre velozmente, a outra anda devagar. Não se pode comparar as duas, porque estão separadas,
ambas são totalmente únicas e individuais. Portanto, não se preocupe com isso.

Essa preocupação
vem da comparação. Você vê que alguém está trabalhando duro e não precisa dormir, enquanto você faz uma só coisa e precisa ir para a cama. Por isso se sente mal, acha que não tem a capacidade que deveria.

Mas quem é essa outra pessoa e como é possível comparar-se a ela?
Você é você e ela é ela. Se ela for obrigada a diminuir o ritmo, pode ficar doente. Ela estará indo contra a natureza dela. O que você está fazendo é ir contra a sua natureza - portanto, fique atento à sua essência.

Sempre ouça seu corpo. Ele sussurra, nunca grita, porque não pode gritar. Ele transmite suas mensagens sussurrando. Se você ficar alerta, será capaz de entendê-lo. E o corpo tem uma
sabedoria só dele, muito mais profunda que a da mente.

O corpo ainda detém o controle de todas as coisas básicas. Só as
coisas inúteis foram atribuídas à mente: pensar. Pensar sobre filosofia, sobre Deus, sobre o inferno e sobre a política.

As funções
mais básicas - respiração, digestão, circulação do sangue - estão sob o controle do corpo, enquanto apenas os luxos foram dados à mente.

Ouça seu corpo e
nunca faça comparações. Nunca antes existiu alguém como você e nunca existirá. Você é absolutamente único - no passado, no presente e no futuro. Não é possível comparar-se com alguém e também não é possível imitar outra pessoa.

Osho, em "Corpo e Mente em Equilíbrio"

Imagem por stuartpilbrow

Publicado no blog palavras de Osho
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13 de janeiro de 2014

Museu Victoria & Albert planeja construir filial na Escócia



Museu Victoria & Albert planeja construir filial desenhada por Kengo Kuma na Escócia

Um dos maiores museus de design no mundo, o Victoria & Albert, em Londres, planeja abrir sua primeira filial fora da capital britânica e já encomendou um projeto ao arquiteto japonês Kengo Kuma para o novo edifício, que será construído em Dundee, na Escócia.

Cerca de R$ 36 milhões de um orçamento total de R$ 176 milhões já estão garantidos para a obra. De acordo com o diretor do museu, Philip Long, a filial do V&A em Dundee deve ser inaugurada no fim de 2016 ou em 2017.

Croquis do projeto já circulam na internet e mostram que o novo museu terá o formato da proa de um barco que se projeta sobre o rio Tay, que corta a cidade escocesa, e será estruturado em camadas de pedra e vidro.

Além de uma das maiores coleções de design do mundo, o V&A tem realizado em Londres uma série de mostras campeãs de bilheteria, como a exposição dedicada à obra do músico David Bowie, que virá ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo no fim deste mês.


Sobre o Museu Victoria & Albert



O Victoria and Albert Museum ou V&A, em Londres, é o maior museu do mundo das artes decorativas e design, que abriga uma coleção permanente de mais de 4,5 milhões de objetos. Foi fundado em 1852, a origem de seu nome se deve à rainha Victoria e ao príncipe Albert. Localizado no distrito de Brompton do Royal Borough of Kensington e Chelsea, em uma área que se tornou conhecida como "Albertopolis" devido a sua associação com o príncipe Albert, o Albert Memorial e as principais instituições culturais com as quais ele foi associado, incluem o Museu de História Natural , o Museu da Ciência e do Royal Albert Hall. O museu é um orgão público patrocinado pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte. À semelhança de outros museus britânicos nacionais, entrada para o museu é livre desde 2001.






10 de janeiro de 2014

"Passagem por Paris" obras modernistas em exposição no Masp


Banco de pedras do Asilo Saint Remy - Van Gogh

Pinturas de Paul Cézanne, Cândido Portinari, Van Gogh e Renoir levam público aos séculos 19 e 20

Fazer uma viagem à capital francesa dos séculos 19 e 20. Isso é o que propõe a exposição “Passagens por Paris“, que leva 51 obras-primas dos mais importantes artistas modernistas da época ao
Masp.


Retrato de Lunia Czechowska - Amedeo Modigliani

As obras foram produzidas entre 1866 e 1948 e todos os renomados pintores que fazem parte da mostra, como Paul Cézanne, Cândido Portinari, Van Gogh e Renoir, entre outros, viveram, produziram e passaram por Paris, cidade criativa antes mesmo que o termo existisse.



Duas mulheres em camisola - Toulouse Lautrec

Nos anos 1920, a expressão Escola de Paris veio a designar a arte imediatamente anterior e aquela logo posterior feita nessa cidade, farol do mundo cultural até que se impusesse outra “Escola”, a de Nova York, com uma arte abstrata em tudo oposta à de Paris que, porém, continuou a fascinar.

Àquela época Paris era considerada a capital do mundo e sua força criativa e inspiradora atraía (e ainda hoje atrai) artistas de todas as partes.


Madame Cézanne de vermelho - Paul Cézanne

O título da mostra inspira-se em uma citação de Walter Benjamin em seu ensaio “Paris, capital do século XIX”. Nele aparece a célebre menção às passagens e galerias comerciais levando de uma rua a outra, cheias de lojas atraentes, cenário singular da vida moderna, parte do mito da Cidade Luz.

A exposição traz em seu repertório o nascimento do moderno com o abandono do academicismo dominante, além da chegada do contemporâneo e do abstrato.


Rosa e Azul - Pierre Auguste Renoir  

Serviço

"Passagens por Paris"
no Masp

Quando: Em cartaz por tempo indeterminado. Às terças, quartas, sextas, sábados e domingos das 10:00h às 18:00h, às quintas das 10:00h às 20:00h.


Quanto: R$ 15,00 (inteira), R$ 7,00 (meia-entrada) às quartas, quintas, sextas, sábados e domingos

Onde:
Masp - Museu de Arte de São Paulo - Av. Paulista, 1578 - Cerqueira César - Centro
S. P. - (11) 3251-5644 - Estação Trianon-Masp (Metrô - Linha 2 Verde).

http://www.masp.art.