Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

5 de outubro de 2012

James Bond: o espião que amamos comemora 50 anos



 

O nome, as aventuras improváveis, (quase) tudo foi baseado na vida real.

Quando James Bond, o personagem, nasceu, um outro James Bond real já existia - e era bastante reconhecido em sua área de expertise: pássaros. Conforme contou o escritor Ian Fleming certa vez à revista The New Yorker, o personagem ganhou o nome mais maçante que existia, o de um ornitólogo americano, especialista em pássaros caribenhos e autor de um referencial guia de campo: Birds of the West Indies. Este era, a propósito, o livro preferido de sua mulher, Ann Charteris.

É provável que ao fazer a escolha Fleming jamais tenha imaginado que Sean Connery transformaria o nome em um dos maiores bordões que o cinema já produziu, Bond, James Bond, criado em 1953, depois de décadas de intenção de escrever um livro de espionagem baseado em suas experiências e observações. A saga rendeu bilhões. Cassino Royale, de 2006, por exemplo, é a 72.ª maior bilheteria da história e arrecadou US$ 594 milhões somente nos cinemas.
 

 
Já 007 - Quantum of Solace, de 2008, é a 76.ª e faturou US$ 586 milhões.
 


Todos os 12 livros foram escritos em Goldeneye, a lendária casa que Fleming comprou na Jamaica após ser dispensado da inteligência da Marinha inglesa. Para isso, tirava férias anuais de três meses, durante o inverno, garantidas por contrato pelo grupo Kemsley, que editava o jornal The Sunday Times, no qual coordenava a equipe de correspondentes internacionais.

Assim como o nome do protagonista, a grande maioria de suas características foi inspirada ou no próprio autor (como o apreço pelo golfe e a marca de produtos de perfumaria que Bond usava) e em seu irmão, Peter, que serviu na Grenadier Guards durante a guerra e, após o conflito, integrou operações na Grécia e Noruega.

A inspiração para criar as histórias também vinha de acontecimentos que o escritor presenciou ou dos quais tomou conhecimento enquanto estava na ativa. Em From Russia, With Love (Moscou Contra 007), por exemplo, a trama dos espiões viajando a bordo do Expresso do Oriente foi inspirada na aventura de Eugene Karp, adido da Marinha dos EUA e agente de inteligência baseado em Budapeste que, em fevereiro de 1950, embarcou no trem de Budapeste para Paris portando documentos obtidos por agentes americanos no Leste europeu.

Contrariando algumas opiniões que o desencorajaram a lançar suas histórias, as cinco primeiras aventuras de Bond foram grandes sucessos de público e crítica. O mesmo não se repetiu com as tramas seguintes, que sofreram duras críticas da imprensa. Mesmo assim, sua obra continuou sucesso de público e ainda hoje vende milhões.
 
A nova aventura. 007 - Operação Skyfall, que chega às telas de todo o mundo no dia 26 de outubro, será o primeiro filme da série a ser lançado no formato Imax. A trama estrelada por Daniel Craig traz, desta vez, o espião às voltas com uma operação malsucedida em Istambul.

Como também é tradição, o tema do novo longa foi gravado por um grande nome da música. Desta vez, a missão ficou a cargo da inglesa Adele e se chama Let the Sky Fall (Deixe o seu céu desabar) e a trilha sonora, gravada nos estúdios de Abbey Road, é de Thomas Newman.

A mais nova Bond Girl será a francesa Bérénice Marlohe, que interpreta a misteriosa Severine. Esta é a estreia da atriz no cinema, para conseguir o papel, ela não poupou esforços para contatar todos que tinham alguma ligação com o filme até encontrar a produtora de elenco, que a indicou para o diretor Sam Mendes e Craig.

Sobre o personagem James Bond

James Bond - 007. O espião mais famoso da ficção celebra este ano 50 anos de sua primeira aparição no cinema. Foi em 1962 que Sean Connery personificou a criação de Ian Fleming em 007 Contra o Satânico Dr. No. E uma lenda nasceu.
 
 
Cinco décadas e vinte e dois filmes depois James Bond se tornou não só sinônimo de ação como também mudou o modo do mundo encarar uma série cinematográfica, introduzindo elementos icônicos e uma dezena de novidades (as Bondgirls, os gadgets, as locações internacionais) que fizeram da marca 007 uma das mais valiosas e duradouras da história. Sem falar nos seis atores que tiveram a chance de dar vida ao espião e que se tornaram celebridades internacionais.
 


A receita do sucesso

O sucesso nas telas veio com uma receita simples, adaptada dos livros de Ian Fleming que já faziam sucesso, principalmente após o presidente americano John Kennedy, em 1961, ter listado Moscou Contra 007 dentre os melhores livros: um agente secreto com licença para matar, que se envolve com belas mulheres, as bondgirls, em lugares paradisíacos e combate vilões exóticos como Scaramanga, que tem três mamilos, em O Homem da Pistola de Ouro, ou Blofeld, o grande inimigo, que cuida de um gato enquanto planeja conquistar o mundo. Tudo isso embalado por canções de artistas como Tom Jones, Shirley Bassey, Louis Armstrong, Paul McCartney, Madonna e Tina Turner.

O espião também conta com aparelhos de última geração para completar as missões. Alguns reais, como a mochila voadora usada em Chantagem Atômica, outras criadas para o cinema, a exemplo do respirador aquático do tamanho de uma caneta do mesmo filme, que encantou os militares americanos ávidos para comprar o fictício apetrecho.

Aposta arriscada

O então desconhecido e rude Sean Connery não era a primeira escolha para interpretar o personagem. Roger Moore, que fazia sucesso com a série O Santo, e David Niven - o preferido de Fleming - eram os favoritos. Com a impossibilidade de ambos, Connery foi apresentado aos produtores, que enxergaram nele a essência de James Bond.

O diretor Terence Young, conhecido bon vivant e um dos responsáveis por moldar o personagem cinematográfico, ajudou o ator a se tornar mais refinado. Um dos desafios era fazer com que Connery se sentisse à vontade com os trajes típicos de 007. O ator então foi obrigado a dormir vestindo terno por alguns dias.

O esforço valeu a pena. Após a primeira aventura, Fleming se rendeu às qualidades do ator e o homenageou no livro Só Se Vive Duas Vezes (1964), dando ao 007 literário a naturalidade escocesa. Não é à toa que, após outros cinco atores interpretarem Bond, o mundo ainda o associa ao personagem.

Com Goldfinger (1964), o terceiro filme da franquia, a popularidade de James Bond foi às alturas. Nos Estados Unidos, a estreia do longa aconteceu na madrugada, com salas lotadas, algo inédito para a época.

Sempre atual

Depois de 22 filmes - com o 23º em vias de estrear, e seis atores interpretando o personagem no período, a longevidade da franquia se deve às constantes adaptações necessárias para cada época. Nos anos 60, a Guerra Fria estava no auge e 007 enfrentava comunistas e orientais. No final dos 70, Guerra nas Estrelas fazia sucesso no mundo. Bond então foi combater o mal no espaço em 007 Contra o Foguete da Morte - um dos filmes mais odiados pelos fãs.

Na década de 80, os terroristas começaram a aparecer nas tramas - os afegãos ainda eram amigos -, e a ideologia foi deixada de lado para dar lugar à busca pelo poder e dinheiro. A partir os anos 90, empresários megalomaníacos eram os vilões. Nos anos 2000, financiadores do terrorismo passam a ser os inimigos nº 1 do mundo. "A série não tem medo de mudar, de absorver novas influências e de se reinventar. Via de regra, isso funciona maravilhosamente".

Politicamente correto

Uma das transformações ao longo do tempo foi em relação ao cigarro. O vício foi abandonado aos poucos e, a partir ainda da era Roger Moore, que durou de 73 a 85, já era raro vê-lo fumando.

As bebidas alcoólicas também ficaram mais raras. A ponto dos atuais filmes, com Daniel Craig interpretando o personagem, terem o patrocínio da Coca-Cola Zero. Não basta salvar o mundo, 007 ainda deve se preocupar com açucar no sangue.
 
Vejam um pequeno trecho do filme Goldfinger com a trilha sonora de Shirley Bassey.
 
 




 

3 de outubro de 2012

 



Em reforma, Museu Van Gogh transfere suas obras ao Hermitage

O museu Van Gogh de Amsterdã fechou suas portas ao público para realizar uma reforma em suas instalações, a qual se estenderá até o início de maio de 2013. As obras mais conhecidas do famoso pintor holandês, entretanto, seguirão expostas no Hermitage da capital holandesa.



"Trata-se de uma pequena reforma de caráter técnico para atendermos a lei de segurança do edifício. A retirada de toda a coleção é porque também renovaremos toda a instalação climática que mantém os quadros na temperatura adequada", explicou à Agência Efe a porta-voz do museu, Ingrid Looijmans.

Os quadros mais conhecidos do pintor Vincent Van Gogh (1853-1890) foram, então, transferidos para outra pinacoteca de Amsterdã, o Hermitage - uma filial do famoso Hermitage de São Petersburgo, na Rússia.
 
 

 
 
"Selecionamos um total de 75 obras, entre elas os quadros mais conhecidos de Van Gogh e os mais queridos pelo público, assim como alguns trabalhos em papel e cartas", explicou Ingrid.
"Não é que organizamos uma exposição no 'Hermitage'. Nos mudamos temporariamente para uma de suas asas para que o público possa seguir desfrutando da obra de Van Gogh", assinalou a porta-voz.

Ingrid também afirmou que a mudança temporária do Van Gogh dará uma "oportunidade única aos amantes da arte", já que as obras do conhecido artista holandês "serão mostradas paralelas a uma exposição dedicada aos impressionistas".

As obras estão administradas pela instância responsável da manutenção dos edifícios públicos, Rijksgebouwendienst, cuja porta-voz, Caroline Acherbos, preferiu não especificar os custos totais dessa reforma para não atrapalhar os processos de licitação que ainda estão abertos.

A reabertura oficial do museu Van Gogh está prevista para ocorrer no início de maio de 2013.

Sobre o Van Gogh Museu

O Museu van Gogh é uma das melhores, senão a melhor, atração de Amesterdã. Fica numa linda casa no Museumplein, (no bairro de museus de Amesterdã, entre o Museu Rijks e o Museu Stedelijk), que foi desenhada originalmente pelo arquitecto holandês Gemi Rietweld e guarda 200 quadros do pintor, a maior colecção de trabalhos de Van Gogh do mundo.

O museu foi aberto em 1973 e foi expandido com o Exhibition Wing, desenhado pelo arquiteto japonês Kisho Kurosawa, e foi concluído em 1999. Ao lado da maior coleção de trabalhos do pintor holandês, o museu acolhe trabalhos de vários artistas que são seus contemporâneos. No museu encontram-se obras de pintores impressionistas e pós-impressionistas, amigos e contemporâneos do pintor, que inspiraram van Gogh e também aqueles que das suas obras tiraram inspiração para a realização dos seus trabalhos.

A sessão é divida por ordem cronológica segundo a vida do pintor e podemos acompanhar todas as fases da sua vida, inicialmente na Holanda (1882-1885), em Paris (1886-1887), em Arlés (1888-1889), em Saint-Rémy (1889-1890), e por último em Auvers-sur-Oise (1890), lugares onde o pintor viveu.
Os quadros mais famosos do pintor são os seus vários auto retratos, cada um com uma expressão diferente, destacando-se como mais famoso, o Auto-Retrato com Chapéu de Feltro e sua obra mais famosa, O Quarto. O museu tem ainda mostras temporárias, como a de arte japonesa, na qual o pintor se inspirou, mesmo sem ter ido ao Japão.
 
 


À maneira de Hiroshige 
 
 

 
O Quarto
 
 


Auto-Retrato com chapéu de feltro


 
 
 
 

2 de outubro de 2012




Três obras inéditas de Modigliani e uma de Picasso são descobertas na França.

Uma mulher francesa revelou à imprensa da França que três pinturas inéditas do pintor italiano Amedeo Modigliani e uma do espanhol Pablo Picasso tinham sido guardadas pelos descendentes de um marchand que viveu no início do século passado.

As obras de Modigliani representam sua companheira Jeanne Hebuterne, que apesar de estar no nono mês de gestação do segundo filho do casal, matou-se poucas horas depois da morte do artista; uma paisagem de Cagnes-sur-Mer, no litoral mediterrâneo francês, e de Anna Zborowska, esposa do marchand que ajudou o pintor a fazer sucesso, Leo Zborowska.

Foi a família de Anna Zborowska que conservou as pinturas agora descobertas. Além das obras de Modigliani, a mulher revelou um esboço de natureza morta de Picasso pintada em um chapéu que pertenceu a seu amigo, o poeta Max Jacob, além de alguns manuscritos de Modigliani.

Para Patrick de Bayser, especialista no pintor italiano, as obras são originais e não se sabia de sua existência, embora essa família já tenha vendido outros trabalhos assinados por Modigliani.

"Até agora, não se conhecia nenhuma dessas obras. Cada uma é uma pequena joia", declarou Bayser ao jornal "Le Figaro".


1 de outubro de 2012

 


A História da Tinta

É muito difícil estabelecer uma data para o surgimento da tinta. O homem não estava procurando criar ou inventar algo que embelezasse ou protegesse sua casa quando a tinta surgiu, naquela época, ele ainda morava em cavernas.

Foi graças à necessidade do homem expressar os seus pensamentos, emoções e a cultura de seu povo que ela foi descoberta.

No início, as tintas tiveram um papel puramente estético. Somente mais tarde, quando introduzidas em países do norte da América e da Europa, onde as condições climáticas eram mais severas, o aspecto proteção ganharia maior importância.



Pré-História: Função Decorativa

Os povos pré-históricos fabricavam tintas moendo materiais coloridos como plantas e argila em pó, adicionando água. A técnica empregada era simples, pois as cores eram preparadas com os próprios dedos e algumas vezes prensadas entre pedras. Usavam-na para a decoração de suas cavernas e tumbas, e sobre seus corpos.

 



Egito: Adicionando Cores



Os primeiros a pintar com grande variedade de cores foram os egípcios. Inicialmente, fabricavam as tintas a partir de materiais encontrados na terra de seu próprio país e das regiões próximas. Somente entre 8.000 a 5.800 a. C. é que surgiram os primeiros pigmentos. Para obter cores adicionais, os egípcios importavam anileira e garança da Índia. Com a anileira, podia-se obter um azul profundo e com a garança, nuances de vermelho, violeta e marrom. Os egípcios também aprenderam a fabricar brochas brutas, com as quais aplicavam a tinta.

 


China: Inventando a Tinta de Escrever



As primeiras tintas de escrever foram provavelmente inventadas pelos antigos egípcios e chineses. As datas exatas dessa invenção são desconhecidas. Manuscritos de cerca de 2.000 a. C. comprovam que os chineses já conheciam e utilizavam nanquim.

 




Roma: ascensão e queda
 
Os romanos aprenderam a técnica de fabricar tinta com os egípcios. Exemplares de tintas e pinturas romanas podem ser vistos nas ruínas de Pompéia. Por volta do século V a. C., os romanos utilizaram pela primeira vez na história o alvaiade como pigmento. Após a queda do Império Romano, a arte de fabricar tintas perdeu-se, sendo retomada pelos ingleses somente no final da Idade Média.
 

Idade Média: Redescoberta
 
Na Idade Média, o aspecto proteção começa a ganhar importância. Os ingleses usavam as tintas, principalmente, em igrejas e, depois, em prédios públicos e residências de pessoas importantes. Durante os século XV e XVI, artistas italianos fabricavam seus próprios pigmentos. Nessa época, a produção de tinta era particularizada e altamente sigilosa. Cada artista ou artesão desenvolvia seu próprio processo de fabricação de tinta. Tratadas como se fossem um segredo de Estado, as fórmulas de tintas eram enterradas com seu inventor.
 


Revolução Industrial: Expansão e Produção em Larga Escala
 
No ápice da Revolução Industrial, final do século XVIII e início do XIX, os fabricantes de tintas começaram a usar equipamentos mecânicos. Os primeiros fabricantes, entretanto, apenas preparavam os materiais para tinta, fornecendo-os para os pintores, que compunham suas próprias misturas. Em 1867, os fabricantes introduziram as primeiras tintas preparadas no mercado. O desenvolvimento de novos equipamentos de moer e misturar tintas no final do século XIX também facilitou a produção em larga escala.

 

Século XX: a Tecnologia a Serviço das Tintas
 

Durante Primeira e Segunda Guerras Mundiais, período considerado pelos historiadores bastante fértil para ciência, químicos desenvolveram novos pigmentos e resinas sintéticas. Esses pigmentos substituíram ingredientes das tintas, como óleo de linhaça, necessário para fins militares. Pesquisas desenvolvidas por químicos e engenheiros tornaram-se atividade importante na fabricação de tinta.
 

No final da década de 50, químicos criaram tintas especiais para pintura de exteriores, novos tipos de esmaltes para acabamento de automóveis e tintas à prova de gotejamento para superfícies externas e internas. Nos anos 60, a pesquisa continuada com resinas sintéticas conferiu às tintas maior resistência contra substâncias químicas e gases. Foi nessa época, que as tintas fluorecentes se popularizaram. Devido à descoberta de envenenamento, por chumbo alguns países impuseram restrições ao conteúdo de chumbo nas tintas de uso doméstico, limitando-o a cerca de 0,5%.

Sobre Pompéia

Pompeia foi uma cidade do Império Romano próxima a cidade de Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.c., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser reencontrada em 1749. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga. Considerada patrimônio mundial pela UNESCO, atualmente Pompeia é uma das atrações turísticas mais populares da Itália, com aproximadamente 2.500.000 visitantes por ano.

Conversa Informal
 
Uma visita a Pompéia é sempre surpreendente. Recentemente tive a oportunidade de conhecê-la e fiquei maravilhada. Um tour pelas ruínas com guia local é indispensável para o melhor entendimento da sua história. Os desenhos estampados nas paredes de pedra são os testemunhos de uma civilização bastante adiantada para a época. Como todo turista, fiz meus próprios registros e coloco a disposição dos leitores do Blog.

 A escrita





Mosaico

 

Desenho



Ruínas
 
 
 
 

 




30 de setembro de 2012

  
 
 
Flores de Connecticut
 
Hoje postei no Blog duas telas que criei nessa última viagem a Westport Connecticut.
 
Passei o final do verão e começo de outono. É incrível como a natureza é precisa no hemisfério norte. A mudança de estação é visível ao mesmo tempo que poética e inspiradora. A vegetação em New England - Nova Inglaterra - (ou Connecticut), é bem diferente da nossa, é selvagem e devido a luminosidade transmitida através da posição geográfica predominam os tons avermelhados e azulados, compondo um visual harmonioso de um colorido intenso.
 

 
Por do Sol em Connecticut (foto)

 

Jardim Greenwich - (foto)
 
Como artista plástica, não pude deixar de registrar essa poética maravilhosa que faz tão bem aos nossos olhos.
 

 
Flores de Connecticut 1 - Mista - 1,10 X 0,90 cm - Aline Hannun
 


Flores de Connecticut  2 - mista - 0,80 X 1,00 cm - Aline Hannun



 
 
 

29 de setembro de 2012




 
Apresenta a exposição: Horizonte Aparente da artista plástica Francisca B. Ashforth
 

Ashforth cresceu em uma família de gravadores, escultores e pintores. Seu amor pela paisagem - que vem desde seus primeiros anos em New Hampshire e do Vale do Connecticut - a levou a uma paixão pela linha do horizonte e suas relações entre o céu, a terra e a água. Ashforth afirma: "Estou perfeitamente consciente da tensão inata e do equilíbrio que reside dentro dessa linha. Formações de nuvens, padrões de tempo, vento, luz, este equilíbrio entre a paisagem e a criação a partir da memória".
 
As obras de Ashforth são sobre a descoberta da beleza natural do espaço aberto. Tanto em suas gravuras como em seus quadros, ela procura a pura essência da paisagem, quase abstratas. Ela é mestra na manipulação da luz e suas composições, apresentando uma nova perspectiva sobre o eterno equilíbrio da linha do horizonte. Os 50 trabalhos apresentados na Galeria Bendheim demonstram uma essência especial que tem o poder de manter-se na memória por muito tempo após a visualização real da paisagem.
 






De 13/09 a 4/112012
 
Conversa informal

Recentemente tive o prazer de visitar essa exposição e posso garantir que os trabalhos são maravilhosos. A artista utiliza uma técnica muito boa, suas cores são harmoniosas e o resultado é surpreendente. O casarão da exposição é lindo e a cidade de Greenwich é muito charmosa.





28 de setembro de 2012


Museu d'Orsay tem exposição sobre impressionismo e moda

O parisiense Museu d'Orsay, templo da pintura impressionista, apresenta uma exposição de 70 quadros de Manet, Monet, Renoir, Degas e Caillebote, entre outros, acompanhada de 40 vestidos utilizados por mulheres durante a época em que floresceu este movimento artístico, na segunda metade do século 19. 





A exposição, aberta até 20 de janeiro de 2013, é organizada de maneira conjunta pelo Museu d'Orsay, pelo Metropolitan Museum of Art de New York e pelo Art Institute de Chicago.

"Os impressionistas, apaixonados pela modernidade, se interessam pela moda, fenômeno que estava em pleno auge naquela época, com o desenvolvimento das revistas especializadas e das grandes lojas", diz Gloria Groom, curadora da exposição.

"Ao estudar seus grandes retratos de mulheres, me dei conta que pintavam roupas contemporâneas que podiam ser encontradas nos desenhos de moda", explica Groom, do Art Institute de Chicago.
 
A partir daí veio a ideia de utilizar, do acervo do Museu Galliera, os vestidos que se aproximavam desses desenhos, revivendo as silhuetas de quem os usava.

Os impressionistas faziam posar as mulheres que os rodeavam, suas companheiras e amantes. O verdadeiro herói do quadro, no entanto, é o vestido, sua maneira de captar a luz, seus reflexos. Os pintores desse movimento eram especialistas em reproduzir a transparência da luz, seu resplendor fugidio.

Em Mulher com Papagaio (1866), de Manet, a camisola rosa pálido de Victorine Meurent, modelo do pintor, provocou muitos comentários ao ser apresentada no salão de 1868. "Um rosado falso e raro", segundo o escritor Théophile Gautier, uma roupa "suave" para Emile Zola.



Mulher com papagaio - Manet

Manet conhecia bem a moda. Sua parisiense veste uma roupa preta com anquinhas, ajustada na cintura e adornada com um chapéu alto. Ela arrasta a cauda do vestido com segurança, deixando entrever suas botas.

 

Silhueta em S - Manet

Os impressionistas se interessam pela mulher em movimento, diz Groom. Nos anos 1870, as crinoligas (anáguas usadas para armar os vestidos) eram rebaixadas na frente, enquanto na parte traseira eram infladas com almofadas. É o triunfo da silhueta em S, que se aprecia de perfil. O corpete ainda está lá para emprestar uma cinturinha de vespa às mais elegantes.


Albert Bartholomé pinta em Invernar sua esposa vestida com um traje de verão de algodão branco estampado com círculos e detalhes lilás. A roupa da senhora Bartholomé, exposta ao lado da tela na exposição, ostenta uma cintura de 32 centímetros.


 



Quadro de Albert Bartholome em exposição com vestidos no Museu d'Orsay

A cor preta já estava na moda. No grande quadro Senhora Charpentier e seus Filhos, de Renoir, a esposa do célebre editor usa um traje amplo de muita elegância.



Senhora Charpentier e seus Filhos - Renoir

Com Naná, Manet explora o que está por baixo. O corpete de cetim azul-céu da atriz que serviu de modelo, suas anáguas, seu salto alto, exibidos sob a atenção de um homem vestido, ofenderam a moral da época: o quadro foi rejeitado no salão de 1877.
 

 
Naná - Manet
 
Os trajes brancos florescem nos quadros ao ar livre. Para Mulheres no Jardim (1866), de Claude Monet, a companheira do pintor, Camille, veste quatro roupas diferentes para encarnar quatro mulheres em diversas poses.