Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

9 de outubro de 2012

Dia das crianças no Museu da Casa Brasileira



Fachada do Museu da Casa Brasileira 

No dia das crianças o MCB apresenta Brasileirinhos 2, com Paulo Bira.

Paulo Bira e as canções inéditas de “Brasileirinhos 2” na  segunda edição do projeto lançado em 2010 e indicado ao Grammy Latino.


Inspirado por poemas do escritor Lalau e pelas ilustrações de Laurabeatriz, o músico explora as sonoridades do Brasil, dedicando um som para cada bicho em um alerta sobre a extinção dos animais.

No mesmo dia, às 14h30, o Núcleo Educativo do MCB propõe a oficina “Bicho de fantoche, brincadeira de bicho”

Pais e filhos poderão criar e brincar com os bichos ameaçados de extinção que fazem parte do espetáculo “Brasileirinhos 2”.

Ouçam o trecho de uma das canções.



Sobre o Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira é o único do país especializado em design e arquitetura e se tornou uma referência nacional e internacional nesses temas. Sua iniciativa mais conhecida é o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, que vem sendo realizado desde 1986 e está em sua 20ª edição este ano.

Para o público em geral, o que vem à mente quando se fala nele é a sua sede, numa localização privilegiada, uma mansão da década de 40, quase no cruzamento das avenidas Faria Lima e Cidade Jardim, um verdadeiro oásis no meio dos prédios da região, com seu jardim de 6.600 metros quadrados.

Integrante da rede de museus mantidos pelo governo estadual e vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, o MCB foi criado em 1970, com a denominação de Museu do Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro. Recebeu o nome atual em 1971, por sugestão de Sérgio Buarque de Holanda, quando era dirigido pelo historiador Ernani da Silva Bruno.

Em 1972 o Museu ganhou sua sede, a mansão em estilo neoclássico construída entre 1942 e 1945 para abrigar a residência do ex-prefeito de São Paulo (1934 - 1938), Fábio da Silva Prado, e sua esposa Renata Crespi Prado.
O projeto, do arquiteto paraense Wladimir Alves de Souza, reproduz as linhas do Palácio Imperial de Petrópolis. Sua construção testemunha a expansão urbana da primeira metade do século XX em São Paulo, quando as elites paulistanas saíram do centro em direção aos bairros-jardins.

O casal viveu na residência durante 18 anos, e transformou-a num local de grandes recepções oficiais. Com a morte de Fábio Prado, sem herdeiros, Renata Crespi acabou por deixar a casa e em 1968 transferiu sua posse à Fundação Padre Anchieta. A Fundação, por sua vez, cedeu o prédio em comodato à Secretaria de Estado da Cultura.

A atual diretora, Adélia Borges, jornalista e curadora, assumiu o cargo em maio de 2003. Ela imprimiu um novo ritmo às atividades do museu, com a multiplicação das exposições temporárias, primorosas pela alta qualidade, trafegando entre o design erudito, o popular, e as diversas manifestações da arquitetura.

Para mais informações, acesse o site.

 
 
 
 

8 de outubro de 2012

Guernica de Picasso no Museu Rainha Sofia

 



Museu Rainha Sofia expõe Encontros com os anos 30 e celebra 75 anos do Guernica de Picasso propiciando um encontro entre o visitante e a história

O Museu Rainha Sofia está comemorando, com uma grande exposição, o aniversário da obra Guernica que há 75 anos foi pintada por Pablo Picasso para lembrar o bombardeio da cidade em 26 de abril de 1937.


 
Guernica (detalhe) - Pablo Picasso

Encontros com os anos 30 é o título da mostra que reune a produção dos artistas em uma década convulsa, essencial para entender os anos que vivemos.

Inaugurada pela Rainha Sofia, é uma das mais importantes exposições da temporada para o museu, A mostra ocupa mais de 2 mil metros quadrados, onde podem ser vistas mais de 400 peças, muitas das quais proceden das mais importantes instituições e coleções de todo o mundo.

Além disso, 75% delas nunca foram exibidas antes na Espanha, como a pintura de Antonio Berni New Chicago Athletic Bilbao (1937), e a peça Combat des Princes Saturniens II, de Wolfgang Paalen.
 


New-Chicago-Athletic-Club - Antono Berni - 1937
  


Combat des Princes Saturniens II,  Wolfgang Paalen.
 
A exposição pretende redefinir os parâmetros conceituais e históricos de um período fundamental do século XX, essencial para entender os anos em que vivemos; um período de conflito, ainda não suficientemente estudado, momento em que a arte e o poder se enfrentam e se apoiam.

Para Manuel Borja-Villela, diretor do museu, foi uma década de enorme intensidade e de grande criatividade.

Para mais informações sobre a mostra, acesse o site. 
 

Sobre o Museu Rainha Sofia

O Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia é um dos museus de arte moderna mais importante do mundo e no mês de setembro completou vinte anos.

O museu que compõe o Triângulo de Arte de Madri - o museu do Prado e o Thyssen-Bormemisza são os outros dois - leva em seu nome uma homenagem à Rainha Sofia, rainha consorte de Espanha e possui dois edifícios; um do século XVIII conhecido como Sabatini e o Nouvel que foi inaugurado em 2005. Os nomes de ambos estão relacionados com os sobrenomes dos arquitetos que os projetaram, embora o neo-clássico tenha sido desenhado inicialmente por José de Hermosilla.

Cronologicamente, a coleção é uma extenção do Museu do Prado e alberga mais de 16.200 obras que são do final do século XIX até a atualidade com peças de artistas do mundo inteiro. A obra Guernica, uma das obras mais conhecidas de Pablo Picasso, é sem dúvida a obra estrela do museu.

O extenso acervo conta com obras de inúmeros artistas, entre eles, Salvador Dalí, Joan Miró, Marc Chagall e Roberto Matta, entre outros.

 

 El Gran Masturbador - Salvador Dali - 1929

 


Snail, woman, flower, star (mulher, caracol, flor, estrela) - Joan Miró - 1934

 


O Galo - Marc Chagall - 1928



Where Madness Dwells B. From the Cicle:The Blinding Exile - 1966
(Onde Mora Loucura B. A partir do Ciclo: The Blinding Exile)






6 de outubro de 2012

Acontece com Marilyn Monroe

 



A Sedução de Marilyn Monroe

Expoentes da arte contemporânea recebem destaque no Museu Afro Brasil

Na exposição, artistas contemporâneos recriam a imagem de Marilyn inspirados na sedução da estrela.
 
Compõem a mostra obras inéditas de artistas plásticos brasileiros como Nelson Leirner, Claudio Tozzi, e Helena Sardenberg, além de um trabalho do artista pernambucano Maurício Nogueira Lima (1930-1999) e serigrafias de Andy Warhol. Fotografias históricas, cartazes e objetos relacionados à diva também estão expostos sob a curadoria de Emanuel Araújo.

Um dos destaques do evento é o vestido-instalação Entre o amor e o pânico, da artista espanhola Maribel Domènech, que apresenta a gravação da música "Happy Birthday, Mr. President", cantada por Marilyn em 1962, durante a comemoração do aniversário do presidente americano John F. Kennedy.







Amor e o Pânico - Maribel Domènech
 
Sobre Marilyn Moroe

Marilyn Monroe atuou nos filmes: Como agarrar um milionário, Os homens preferem as loiras, O pecado mora ao lado e Quanto mais quente melhor, interpretação considerada como a melhor atuação da atriz americana, morta em agosto de 1962, vítima de overdose.
 


Cena do filme Quanto mais quente melhor
 
Em 2012, completa-se 50 anos da morte da atriz.




 
Informações:
 
Até 31/10
Museu Afro Brasil - Av. Pedro Álvares Cabral - portão 10 - Parque Ibirapuera - Sul

 
 
 
 
 

5 de outubro de 2012

James Bond: o espião que amamos comemora 50 anos



 

O nome, as aventuras improváveis, (quase) tudo foi baseado na vida real.

Quando James Bond, o personagem, nasceu, um outro James Bond real já existia - e era bastante reconhecido em sua área de expertise: pássaros. Conforme contou o escritor Ian Fleming certa vez à revista The New Yorker, o personagem ganhou o nome mais maçante que existia, o de um ornitólogo americano, especialista em pássaros caribenhos e autor de um referencial guia de campo: Birds of the West Indies. Este era, a propósito, o livro preferido de sua mulher, Ann Charteris.

É provável que ao fazer a escolha Fleming jamais tenha imaginado que Sean Connery transformaria o nome em um dos maiores bordões que o cinema já produziu, Bond, James Bond, criado em 1953, depois de décadas de intenção de escrever um livro de espionagem baseado em suas experiências e observações. A saga rendeu bilhões. Cassino Royale, de 2006, por exemplo, é a 72.ª maior bilheteria da história e arrecadou US$ 594 milhões somente nos cinemas.
 

 
Já 007 - Quantum of Solace, de 2008, é a 76.ª e faturou US$ 586 milhões.
 


Todos os 12 livros foram escritos em Goldeneye, a lendária casa que Fleming comprou na Jamaica após ser dispensado da inteligência da Marinha inglesa. Para isso, tirava férias anuais de três meses, durante o inverno, garantidas por contrato pelo grupo Kemsley, que editava o jornal The Sunday Times, no qual coordenava a equipe de correspondentes internacionais.

Assim como o nome do protagonista, a grande maioria de suas características foi inspirada ou no próprio autor (como o apreço pelo golfe e a marca de produtos de perfumaria que Bond usava) e em seu irmão, Peter, que serviu na Grenadier Guards durante a guerra e, após o conflito, integrou operações na Grécia e Noruega.

A inspiração para criar as histórias também vinha de acontecimentos que o escritor presenciou ou dos quais tomou conhecimento enquanto estava na ativa. Em From Russia, With Love (Moscou Contra 007), por exemplo, a trama dos espiões viajando a bordo do Expresso do Oriente foi inspirada na aventura de Eugene Karp, adido da Marinha dos EUA e agente de inteligência baseado em Budapeste que, em fevereiro de 1950, embarcou no trem de Budapeste para Paris portando documentos obtidos por agentes americanos no Leste europeu.

Contrariando algumas opiniões que o desencorajaram a lançar suas histórias, as cinco primeiras aventuras de Bond foram grandes sucessos de público e crítica. O mesmo não se repetiu com as tramas seguintes, que sofreram duras críticas da imprensa. Mesmo assim, sua obra continuou sucesso de público e ainda hoje vende milhões.
 
A nova aventura. 007 - Operação Skyfall, que chega às telas de todo o mundo no dia 26 de outubro, será o primeiro filme da série a ser lançado no formato Imax. A trama estrelada por Daniel Craig traz, desta vez, o espião às voltas com uma operação malsucedida em Istambul.

Como também é tradição, o tema do novo longa foi gravado por um grande nome da música. Desta vez, a missão ficou a cargo da inglesa Adele e se chama Let the Sky Fall (Deixe o seu céu desabar) e a trilha sonora, gravada nos estúdios de Abbey Road, é de Thomas Newman.

A mais nova Bond Girl será a francesa Bérénice Marlohe, que interpreta a misteriosa Severine. Esta é a estreia da atriz no cinema, para conseguir o papel, ela não poupou esforços para contatar todos que tinham alguma ligação com o filme até encontrar a produtora de elenco, que a indicou para o diretor Sam Mendes e Craig.

Sobre o personagem James Bond

James Bond - 007. O espião mais famoso da ficção celebra este ano 50 anos de sua primeira aparição no cinema. Foi em 1962 que Sean Connery personificou a criação de Ian Fleming em 007 Contra o Satânico Dr. No. E uma lenda nasceu.
 
 
Cinco décadas e vinte e dois filmes depois James Bond se tornou não só sinônimo de ação como também mudou o modo do mundo encarar uma série cinematográfica, introduzindo elementos icônicos e uma dezena de novidades (as Bondgirls, os gadgets, as locações internacionais) que fizeram da marca 007 uma das mais valiosas e duradouras da história. Sem falar nos seis atores que tiveram a chance de dar vida ao espião e que se tornaram celebridades internacionais.
 


A receita do sucesso

O sucesso nas telas veio com uma receita simples, adaptada dos livros de Ian Fleming que já faziam sucesso, principalmente após o presidente americano John Kennedy, em 1961, ter listado Moscou Contra 007 dentre os melhores livros: um agente secreto com licença para matar, que se envolve com belas mulheres, as bondgirls, em lugares paradisíacos e combate vilões exóticos como Scaramanga, que tem três mamilos, em O Homem da Pistola de Ouro, ou Blofeld, o grande inimigo, que cuida de um gato enquanto planeja conquistar o mundo. Tudo isso embalado por canções de artistas como Tom Jones, Shirley Bassey, Louis Armstrong, Paul McCartney, Madonna e Tina Turner.

O espião também conta com aparelhos de última geração para completar as missões. Alguns reais, como a mochila voadora usada em Chantagem Atômica, outras criadas para o cinema, a exemplo do respirador aquático do tamanho de uma caneta do mesmo filme, que encantou os militares americanos ávidos para comprar o fictício apetrecho.

Aposta arriscada

O então desconhecido e rude Sean Connery não era a primeira escolha para interpretar o personagem. Roger Moore, que fazia sucesso com a série O Santo, e David Niven - o preferido de Fleming - eram os favoritos. Com a impossibilidade de ambos, Connery foi apresentado aos produtores, que enxergaram nele a essência de James Bond.

O diretor Terence Young, conhecido bon vivant e um dos responsáveis por moldar o personagem cinematográfico, ajudou o ator a se tornar mais refinado. Um dos desafios era fazer com que Connery se sentisse à vontade com os trajes típicos de 007. O ator então foi obrigado a dormir vestindo terno por alguns dias.

O esforço valeu a pena. Após a primeira aventura, Fleming se rendeu às qualidades do ator e o homenageou no livro Só Se Vive Duas Vezes (1964), dando ao 007 literário a naturalidade escocesa. Não é à toa que, após outros cinco atores interpretarem Bond, o mundo ainda o associa ao personagem.

Com Goldfinger (1964), o terceiro filme da franquia, a popularidade de James Bond foi às alturas. Nos Estados Unidos, a estreia do longa aconteceu na madrugada, com salas lotadas, algo inédito para a época.

Sempre atual

Depois de 22 filmes - com o 23º em vias de estrear, e seis atores interpretando o personagem no período, a longevidade da franquia se deve às constantes adaptações necessárias para cada época. Nos anos 60, a Guerra Fria estava no auge e 007 enfrentava comunistas e orientais. No final dos 70, Guerra nas Estrelas fazia sucesso no mundo. Bond então foi combater o mal no espaço em 007 Contra o Foguete da Morte - um dos filmes mais odiados pelos fãs.

Na década de 80, os terroristas começaram a aparecer nas tramas - os afegãos ainda eram amigos -, e a ideologia foi deixada de lado para dar lugar à busca pelo poder e dinheiro. A partir os anos 90, empresários megalomaníacos eram os vilões. Nos anos 2000, financiadores do terrorismo passam a ser os inimigos nº 1 do mundo. "A série não tem medo de mudar, de absorver novas influências e de se reinventar. Via de regra, isso funciona maravilhosamente".

Politicamente correto

Uma das transformações ao longo do tempo foi em relação ao cigarro. O vício foi abandonado aos poucos e, a partir ainda da era Roger Moore, que durou de 73 a 85, já era raro vê-lo fumando.

As bebidas alcoólicas também ficaram mais raras. A ponto dos atuais filmes, com Daniel Craig interpretando o personagem, terem o patrocínio da Coca-Cola Zero. Não basta salvar o mundo, 007 ainda deve se preocupar com açucar no sangue.
 
Vejam um pequeno trecho do filme Goldfinger com a trilha sonora de Shirley Bassey.
 
 




 

3 de outubro de 2012

 



Em reforma, Museu Van Gogh transfere suas obras ao Hermitage

O museu Van Gogh de Amsterdã fechou suas portas ao público para realizar uma reforma em suas instalações, a qual se estenderá até o início de maio de 2013. As obras mais conhecidas do famoso pintor holandês, entretanto, seguirão expostas no Hermitage da capital holandesa.



"Trata-se de uma pequena reforma de caráter técnico para atendermos a lei de segurança do edifício. A retirada de toda a coleção é porque também renovaremos toda a instalação climática que mantém os quadros na temperatura adequada", explicou à Agência Efe a porta-voz do museu, Ingrid Looijmans.

Os quadros mais conhecidos do pintor Vincent Van Gogh (1853-1890) foram, então, transferidos para outra pinacoteca de Amsterdã, o Hermitage - uma filial do famoso Hermitage de São Petersburgo, na Rússia.
 
 

 
 
"Selecionamos um total de 75 obras, entre elas os quadros mais conhecidos de Van Gogh e os mais queridos pelo público, assim como alguns trabalhos em papel e cartas", explicou Ingrid.
"Não é que organizamos uma exposição no 'Hermitage'. Nos mudamos temporariamente para uma de suas asas para que o público possa seguir desfrutando da obra de Van Gogh", assinalou a porta-voz.

Ingrid também afirmou que a mudança temporária do Van Gogh dará uma "oportunidade única aos amantes da arte", já que as obras do conhecido artista holandês "serão mostradas paralelas a uma exposição dedicada aos impressionistas".

As obras estão administradas pela instância responsável da manutenção dos edifícios públicos, Rijksgebouwendienst, cuja porta-voz, Caroline Acherbos, preferiu não especificar os custos totais dessa reforma para não atrapalhar os processos de licitação que ainda estão abertos.

A reabertura oficial do museu Van Gogh está prevista para ocorrer no início de maio de 2013.

Sobre o Van Gogh Museu

O Museu van Gogh é uma das melhores, senão a melhor, atração de Amesterdã. Fica numa linda casa no Museumplein, (no bairro de museus de Amesterdã, entre o Museu Rijks e o Museu Stedelijk), que foi desenhada originalmente pelo arquitecto holandês Gemi Rietweld e guarda 200 quadros do pintor, a maior colecção de trabalhos de Van Gogh do mundo.

O museu foi aberto em 1973 e foi expandido com o Exhibition Wing, desenhado pelo arquiteto japonês Kisho Kurosawa, e foi concluído em 1999. Ao lado da maior coleção de trabalhos do pintor holandês, o museu acolhe trabalhos de vários artistas que são seus contemporâneos. No museu encontram-se obras de pintores impressionistas e pós-impressionistas, amigos e contemporâneos do pintor, que inspiraram van Gogh e também aqueles que das suas obras tiraram inspiração para a realização dos seus trabalhos.

A sessão é divida por ordem cronológica segundo a vida do pintor e podemos acompanhar todas as fases da sua vida, inicialmente na Holanda (1882-1885), em Paris (1886-1887), em Arlés (1888-1889), em Saint-Rémy (1889-1890), e por último em Auvers-sur-Oise (1890), lugares onde o pintor viveu.
Os quadros mais famosos do pintor são os seus vários auto retratos, cada um com uma expressão diferente, destacando-se como mais famoso, o Auto-Retrato com Chapéu de Feltro e sua obra mais famosa, O Quarto. O museu tem ainda mostras temporárias, como a de arte japonesa, na qual o pintor se inspirou, mesmo sem ter ido ao Japão.
 
 


À maneira de Hiroshige 
 
 

 
O Quarto
 
 


Auto-Retrato com chapéu de feltro


 
 
 
 

2 de outubro de 2012




Três obras inéditas de Modigliani e uma de Picasso são descobertas na França.

Uma mulher francesa revelou à imprensa da França que três pinturas inéditas do pintor italiano Amedeo Modigliani e uma do espanhol Pablo Picasso tinham sido guardadas pelos descendentes de um marchand que viveu no início do século passado.

As obras de Modigliani representam sua companheira Jeanne Hebuterne, que apesar de estar no nono mês de gestação do segundo filho do casal, matou-se poucas horas depois da morte do artista; uma paisagem de Cagnes-sur-Mer, no litoral mediterrâneo francês, e de Anna Zborowska, esposa do marchand que ajudou o pintor a fazer sucesso, Leo Zborowska.

Foi a família de Anna Zborowska que conservou as pinturas agora descobertas. Além das obras de Modigliani, a mulher revelou um esboço de natureza morta de Picasso pintada em um chapéu que pertenceu a seu amigo, o poeta Max Jacob, além de alguns manuscritos de Modigliani.

Para Patrick de Bayser, especialista no pintor italiano, as obras são originais e não se sabia de sua existência, embora essa família já tenha vendido outros trabalhos assinados por Modigliani.

"Até agora, não se conhecia nenhuma dessas obras. Cada uma é uma pequena joia", declarou Bayser ao jornal "Le Figaro".


1 de outubro de 2012

 


A História da Tinta

É muito difícil estabelecer uma data para o surgimento da tinta. O homem não estava procurando criar ou inventar algo que embelezasse ou protegesse sua casa quando a tinta surgiu, naquela época, ele ainda morava em cavernas.

Foi graças à necessidade do homem expressar os seus pensamentos, emoções e a cultura de seu povo que ela foi descoberta.

No início, as tintas tiveram um papel puramente estético. Somente mais tarde, quando introduzidas em países do norte da América e da Europa, onde as condições climáticas eram mais severas, o aspecto proteção ganharia maior importância.



Pré-História: Função Decorativa

Os povos pré-históricos fabricavam tintas moendo materiais coloridos como plantas e argila em pó, adicionando água. A técnica empregada era simples, pois as cores eram preparadas com os próprios dedos e algumas vezes prensadas entre pedras. Usavam-na para a decoração de suas cavernas e tumbas, e sobre seus corpos.

 



Egito: Adicionando Cores



Os primeiros a pintar com grande variedade de cores foram os egípcios. Inicialmente, fabricavam as tintas a partir de materiais encontrados na terra de seu próprio país e das regiões próximas. Somente entre 8.000 a 5.800 a. C. é que surgiram os primeiros pigmentos. Para obter cores adicionais, os egípcios importavam anileira e garança da Índia. Com a anileira, podia-se obter um azul profundo e com a garança, nuances de vermelho, violeta e marrom. Os egípcios também aprenderam a fabricar brochas brutas, com as quais aplicavam a tinta.

 


China: Inventando a Tinta de Escrever



As primeiras tintas de escrever foram provavelmente inventadas pelos antigos egípcios e chineses. As datas exatas dessa invenção são desconhecidas. Manuscritos de cerca de 2.000 a. C. comprovam que os chineses já conheciam e utilizavam nanquim.

 




Roma: ascensão e queda
 
Os romanos aprenderam a técnica de fabricar tinta com os egípcios. Exemplares de tintas e pinturas romanas podem ser vistos nas ruínas de Pompéia. Por volta do século V a. C., os romanos utilizaram pela primeira vez na história o alvaiade como pigmento. Após a queda do Império Romano, a arte de fabricar tintas perdeu-se, sendo retomada pelos ingleses somente no final da Idade Média.
 

Idade Média: Redescoberta
 
Na Idade Média, o aspecto proteção começa a ganhar importância. Os ingleses usavam as tintas, principalmente, em igrejas e, depois, em prédios públicos e residências de pessoas importantes. Durante os século XV e XVI, artistas italianos fabricavam seus próprios pigmentos. Nessa época, a produção de tinta era particularizada e altamente sigilosa. Cada artista ou artesão desenvolvia seu próprio processo de fabricação de tinta. Tratadas como se fossem um segredo de Estado, as fórmulas de tintas eram enterradas com seu inventor.
 


Revolução Industrial: Expansão e Produção em Larga Escala
 
No ápice da Revolução Industrial, final do século XVIII e início do XIX, os fabricantes de tintas começaram a usar equipamentos mecânicos. Os primeiros fabricantes, entretanto, apenas preparavam os materiais para tinta, fornecendo-os para os pintores, que compunham suas próprias misturas. Em 1867, os fabricantes introduziram as primeiras tintas preparadas no mercado. O desenvolvimento de novos equipamentos de moer e misturar tintas no final do século XIX também facilitou a produção em larga escala.

 

Século XX: a Tecnologia a Serviço das Tintas
 

Durante Primeira e Segunda Guerras Mundiais, período considerado pelos historiadores bastante fértil para ciência, químicos desenvolveram novos pigmentos e resinas sintéticas. Esses pigmentos substituíram ingredientes das tintas, como óleo de linhaça, necessário para fins militares. Pesquisas desenvolvidas por químicos e engenheiros tornaram-se atividade importante na fabricação de tinta.
 

No final da década de 50, químicos criaram tintas especiais para pintura de exteriores, novos tipos de esmaltes para acabamento de automóveis e tintas à prova de gotejamento para superfícies externas e internas. Nos anos 60, a pesquisa continuada com resinas sintéticas conferiu às tintas maior resistência contra substâncias químicas e gases. Foi nessa época, que as tintas fluorecentes se popularizaram. Devido à descoberta de envenenamento, por chumbo alguns países impuseram restrições ao conteúdo de chumbo nas tintas de uso doméstico, limitando-o a cerca de 0,5%.

Sobre Pompéia

Pompeia foi uma cidade do Império Romano próxima a cidade de Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.c., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser reencontrada em 1749. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga. Considerada patrimônio mundial pela UNESCO, atualmente Pompeia é uma das atrações turísticas mais populares da Itália, com aproximadamente 2.500.000 visitantes por ano.

Conversa Informal
 
Uma visita a Pompéia é sempre surpreendente. Recentemente tive a oportunidade de conhecê-la e fiquei maravilhada. Um tour pelas ruínas com guia local é indispensável para o melhor entendimento da sua história. Os desenhos estampados nas paredes de pedra são os testemunhos de uma civilização bastante adiantada para a época. Como todo turista, fiz meus próprios registros e coloco a disposição dos leitores do Blog.

 A escrita





Mosaico

 

Desenho



Ruínas