Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

14 de novembro de 2013

Exposição Aldo Bonadei na Galeria Almeida e Dale



A galeria Almeida e Dale apresenta a exposição Aldo Bonadei
 
Inaugurada em 8 de novembro. A mostra, em homenagem aos 40 anos de sua morte, reúne cerca de 30 trabalhos do artista entre óleos, colagens e tecidos, reunindo obras produzidas nas diferentes épocas de sua vida. Com curadoria de Denise Mattar, a exposição inclui uma cronologia ilustrada, poemas e textos do artista, objetos do seu atelier e suas músicas preferidas.

Aldo Bonadei foi uma personalidade rara entre os artistas paulistas. Participou do Grupo Santa Helena, formado por artistas como Francisco Rebolo Gonsales, Manoel Martinse Alfredo Volpi. Mas, apesar da afinidade com o grupo, sua produção é mais complexa, e seu estilo é inconfundível.

 
Suas paisagens urbanas registram, com certa nostalgia, uma São Paulo que crescia assombrosamente engolindo as paisagens bucólicas das bordas da cidade. Suas naturezas-mortas são composições construídas à maneira de Cézanne. Quase nunca registra a figura humana e seu olhar lírico cria poesia em todos os detalhes.

Ao mesmo tempo, poucos artistas brasileiros tiveram tão grande envolvimento com a pesquisa plástica, e a busca da inovação foi uma constante em sua trajetória. Seus primeiros trabalhos são quase acadêmicos, aos poucos as lições do cubismo foram por ele assimiladas numa expressão inteiramente pessoal, e de forma pioneira trilhou os caminhos da abstração. Na década de 1940, quando, no Brasil, havia uma absoluta rejeição à abstração, pintou as suas impressões musicais, transmitindo plasticamente suas sensações. Uma dessas pinturas será apresentada na exposição juntamente com a música que inspirou o artista a produzi-la.
 

Bonadei exercitou sua criatividade em várias áreas. Criou quadros-objetos incorporando diversos materiais, como bordados e costuras sobre tela, projetando experiências profissionais próprias, oriundas de seu grupo familiar, dedicado à costura e ao bordado. Fez gravuras utilizando processos inéditos de gravação. Mudou o suporte da pintura de forma inovadora eliminando a moldura. Pintou tecidos e criou padrões para a indústria. Fez projetos gráficos, criou cenários e figurinos para a Cia Nydia Lícia e para Walther Hugo Khoury. Escreveu poesias e considerações sobre os processos de criação plenas de lirismo.
 

Aldo Bonadei foi um artista atuante e participante. Junto ao Sindicato dos Artistas Plásticos, defendeu arduamente o reconhecimento da profissão. Expôs em várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna recebendo os mais importantes prêmios do certame. Participou da Bienal de São Paulo, representou o Brasil na XXVI Bienal de Veneza, expôs no Japão, Chile, Cuba e Paris e realizou exposições individuais nas mais importantes galerias da época como Domus e Bonfiglioli.

Todas essas facetas serão relembradas pela exposição, que segue em cartaz até dia 6 de dezembro. Segundo a curadora Denise Mattar “Esta exposição pretende resgatar a plenitude de Aldo Bonadei um artista que sabia harmonizar contradições produzindo uma obra densa, lírica, nostálgica, e ao mesmo tempo vibrante e sem estridência. Um trabalho que surpreende pela inovação e pela naturalidade com que ela brota do seu fazer artístico”.
 
 


Serviço

Aldo Bonadei

Quando: 
até 6 de dezembro 2013, de segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10h às 13h

Onde: Galeria Almeida e Dale - R. Caconde, 152 - Jd Paulista, S. P. - Tel.: 11 3887-7130
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

13 de novembro de 2013

Coco Chanel na Oca


chanel
Famosos vestem a famosa jaqueta preta

Exposição The Little Black Jacket homenageia Coco Chanel 

A exposição “The Little Black Jacket Chanel’s classic revisited by Karl Lagerfeld and Carine Roitfeld” fica em cartaz na Oca, localizada no Parque Ibirapuera, até o dia 1º de dezembro, com entrada gratuita.

A mostra é baseada no livro de fotografias do estilista Karl Lagerfeld, atual designer da marca Chanel, e retrata diversas celebridades usando um dos ícones da marca, a jaqueta preta.

Nomes como Diane Kruger, Keira Knightley, a atriz brasileira Laura Neiva, a cantora Rita Ora e a produtora musical Caroline de Maigret, integram as mais de 100 fotografias expostas.

Depois de ter passado por 14 cidades, incluindo Tókio, Nova Iorque, Paris, Londres, Milão e Pequim, São Paulo é a primeira cidade da América Latina a receber a exposição.


 
A exposição conta com imagens de 113 celebridades fotografadas pelo kaiser Karl Lagerfeld usando o famoso casaqueto preto Chanel. A celebração da icônica peça rendeu, além da expo, um vídeo e um livro. Durante o período da mostra no Brasil, as lojas Chanel do Shopping JK Iguatemi, Cidade Jardim e Iguatemi apresentarão nas vitrines uma seleção dos casaquetos das últimas coleções.
 
 


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Serviço:


The Little Black Jacket Chanel’s classic revisited by Karl Lagerfeld and Carine Roitfeld

Quando: até 1º de dezembro. diariamente, das 10h às 19h.

Onde: Oca – Parque Ibirapuera. Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – acesso pelo portão 3 – Vila Nova Conceição – zona Sul – São Paulo.

Entrada gratuita
 





12 de novembro de 2013

Obra de Andy Warhol será leiloada em Londres


 
Marilyn Monroe por Andy Warhol
 
 
Serigrafia de Lênin feita por Andy Warhol será leiloada em Londres

Uma serigrafia do retrato do primeiro dirigente da União Soviética, Vladimir Lênin (1870-1924), produzida por Andy Warhol (1928-1987) que foi impressa em uma série única, será leiloada em Londres em 19 de novembro.

Esta reprodução do "Lênin" de Warhol, de 1987, impressa pelo artista Rupert Jasen Smith, tem um metro de comprimento e valor estimado entre R$ 182 mil e R$ 255 mil.

A obra mostra o líder da revolução bolchevique de 1917 com rosto em tons quentes, aparência triste e olhar perdido sobre um fundo vermelho, ressaltando a camisa branca, um bracelete e o livro em que apoia o braço.

Esta serigrafia será a estrela de um leilão de obras que percorrem a trajetória do artista ícone pop que a Bonhams realizará em Londres.

 


Serigrafia de Lênin, líder soviético, feita por Andy Warhol, que irá a leilão em Londres.

Outras serigrafias de Andy Warhol

  


Campbell's Soup Series 1 por Andy Warhol

 
 


 
Ingrid Bergman por Andy Warhol


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24 de outubro de 2013

Você já pode ter um Picasso, veja como.


Obra de Picasso poderá ser adquirida por R$ 300 em sorteio

Uma obra de Picasso com preço estimado em R$ 2,2 milhões poderá ser obtida por apenas R$ 300 em um sorteio que será realizado na Europa.

O sorteio da obra "L'homme au Gibus" ("O Homem com Chapéu de Ópera", em tradução livre) será realizado na casa de leilões Sotheby's em Paris no dia 18 de dezembro e será transmitido on-line. São 50 mil tíquetes, cada um a R$ 300, que farão parte do sorteio.


O quadro 'L'homme au Gibus', de Picasso

Os organizadores, a Associação Internacional para Salvar Tire e a Sotheby's, esperam levantar cerca de R$ 14 milhões para a caridade com a venda dos tíquetes.

É a primeira vez que uma obra de Picasso é sorteada em um formato de rifa, cujo processo será feito exclusivamente on-line.

Os fundos serão destinados ao desenvolvimento da cidade de Tiro, no Líbano, considerada pela Unesco como um lugar de herança cultural da humanidade por seu valor histórico.

"É um quadro muito importante porque reflete o período cubista de meu avô", disse Olivier Picasso, neto do pintor cubista, ao "Daily Mail".

O quadro, que mede 30.5 cm por 24 cm, foi comprado pela organização de uma galeria de Nova York.

Os tíquetes podem ser adquiridos no site criado para o sorteio .




22 de outubro de 2013

Daniel Azulay e cursos online para crianças




Daniel Azulay foi o criador da "Turma Lambe-Lambe" e apresentador de um programa de TV dos anos 80 que ensinava crianças a desenhar e pintar.





Daniel Azulay ressurge em curso de desenho online para crianças

Famoso na década de 1980, o desenhista Daniel Azulay, voltou com suas aulas para crianças. Mas, em vez de estampar seu rosto na TV, ele agora ensina seus traços na internet.

Ele é um dos idealizadores do Diboo, curso online de desenho voltado para o público infantil.

"A ideia é que o curso ajude crianças que, assim como eu, não têm formação acadêmica, mas querem aperfeiçoar o desenho. Quem sabe até fazer disso uma profissão", diz Azulay.

Na sua opinião, porém, a internet deve ser usada com moderação. "Com a internet, as crianças nunca tiveram tantas alternativas que ajudam a desenvolver a inteligência. Mas, sem supervisão, elas podem ficar o dia inteiro sem fazer nada de útil."


Daniel e seus personagens


O desenhista carioca criou a Turma do Lambe-Lambe e nas décadas de 1970 e 1980 apresentou, ao lado de seus personagens, um programa de TV que ensinava técnicas de ilustração e dava dicas de como construir brinquedos com o lixo doméstico.

Azulay conta que sua paixão pelo desenho começou cedo: "Minha mãe dizia que eu ficava lambuzando a chupeta e passando pelas paredes". Aos 13 anos, ele aprendeu o básico em um curso de desenho por correspondência e nunca mais parou.


Uma das capas do gibi "Turma do Lambe-Lambe"


As aulas do curso online são divididas em 20 fases, incluindo temas como fundo do mar, corpo humano, caricaturas e dinossauros. As opções de assinatura vão de R$ 29,99 a R$ 39,99 por mês.

No ano que vem, a Turma do Lambe-Lambe completa 40 anos e, entre os planos de Azulay, estão a produção de um documentário, um livro e um musical sobre os personagens.

Assista a um trecho do programa de televisão de Daniel Azulay








21 de outubro de 2013

Retrospectiva das obras de Yayoi Kusama


 
Retrospectiva reúne obras da visionária Yayoi Kusama
 
Louca obsessão

Aos 84 anos, a artista japonesa Yayoi Kusama mantém um invejável índice de popularidade, mesmo reclusa, desde que decidiu por vontade própria se internar numa clínica psiquiátrica quando retornou ao Japão, em 1977, depois de viver a vida louca na Nova York dos tumultuados anos 1960. Sucesso até entre usuários de jogos eletrônicos, suas bolinhas, imitadas por Damien Hirst, atraíram um público imenso para a exposição Yayoi Kusama: Obsessão Infinita, no Malba de Buenos Aires.
 
A mostra foi aberta no CCBB do Rio no último dia 11, para convidados e deve chegar a São Paulo em maio de 2014, depois de passar por Brasília em abril.



A artista japonesa Yayoi Kusama

Já no fim dos anos 1950, quando o espírito da arte pop começava a se espalhar pela América, Yayoi Kusama, então parte da turma dos performáticos nova-iorquinos, declarava que sua vida era um ponto, "uma partícula entre milhões de outras partículas". Sua "obsessão infinita" era cobrir o mundo com esses pontos, ou melhor, com suas bolinhas, disposta a não deixar espaço sem sua marca registrada.
 
Esse transe narcísico tem algo de patológico, o que é compreensível para uma filha de comerciantes obrigada pela mãe, que a castigava, a seguir o pai em suas escapadas extraconjugais.

Vítima de alucinações, ela descobriu uma forma engenhosa de lidar com suas fobias: trocou a rigidez de sua formação japonesa pela efervescente cena contracultural nova-iorquina dos anos 1960.
 
Yayoi desembarcou em Seattle em 1958 e logo adotou Nova York, relacionando-se com expressionistas abstratos e o grupo pop que começava a se formar em torno da figura de Andy Warhol. Foi por essa época que nasceu sua série Redes Infinitas, pinturas com até 10 metros de largura que registravam a obsessiva repetição de arcos de pigmento branco.


Enquanto Warhol atraía a atenção do poderoso marchand Leo Castelli, Yayoi, militante pelos direitos da mulher, ignorava o mercado de arte e marchava pelos direitos civis, participando de happenings e performances (quase sempre sem roupa). Frances Morris, curadora da Tate Modern de Londres e da retrospectiva da artista japonesa, em entrevista, revelou que, ao contrário do esperto Warhol, a japonesa não conseguiu nem o apoio de Castelli nem de outros marchands. "Isso a obrigou a buscar novos meios de se expressar fora das galerias, trocando o espaço privado pelo público, o que explica tantas performances e happenings".
 

Uma delas, registrada no Black Gate Theatre, que a curadora define como a base para seu seminal e revolucionário filme Self Obliteration (1968), está na retrospectiva brasileira, composta por uma centena de obras que cobrem o período de 1949 a 2012. Há também trabalhos em papel, pinturas, esculturas e instalações, entre as quais se destaca Dots Obsession (The Mattress Factory, Pittsburgh, 1996), sala amarela coberta por bolinhas pretas de diferentes tamanhos com uma forma fálica dominando o ambiente. A artista gosta de esculturas pantagruélicas com explícitas referências ao sexo "constituem uma deliberada reação contra os valores burgueses e ultraconservadores" - no caso, do Japão do pós-guerra.
 


Yayoi já trazia uma bagagem artística do Japão, mas foi nos EUA que sua arte se desenvolveu, embora lá tenha passado fome e frio, explorada por redes como a Bloomingdale's, que chegou a vender objetos desenhados por ela. De volta ao Japão em 1973, ela só retornou ao cenário americano com uma retrospectiva de sua obra em Nova York, em 1989. Em 1993, representou o Japão na Bienal de Veneza, onde antes (1966) mergulhou numa piscina de bolas espelhadas, depois reproduzida no Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim (Minas).












18 de outubro de 2013

Em Viena Lucian Freud por David Dawson

“Ele sempre soube o que queria. Era essencialmente um artista.” David Dawson

Viena terá primeira mostra de obras de Lucian Freud

Lucian Freud (1922-2011) não viveu para ver a primeira exposição de suas obras em Viena, a cidade da qual seu avô Sigmund fugiu em 1938, mas o artista ajudou a planejar a retrospectiva que será inaugurada esta semana.

Freud, considerado o maior pintor britânico de sua geração, se mudou com a família de Berlim para Londres em 1933 para escapar da ascensão do nazismo. Quatro de suas tias-avós foram mortas em campos de concentração durante o Holocausto.

"Viena nunca foi a terra dele e nunca poderia ser a terra dele", disse o curador Jasper Sharp. "Não quero ir tão longe a ponto de dizer que [a mostra] era uma cura ou o fechamento de um ciclo para ele, mas de alguma maneira um fantasma foi enterrado."

Depois de recusar inúmeros convites de galerias alemãs e austríacas por décadas, o artista figurativo germano-britânico concordou com a exposição e ajudou a selecionar 43 trabalhos para a mostra por causa do seu amor pelo local no qual eles seriam exibidos.

"Em primeiro lugar, e acima de tudo, ele fez esta exposição pelas coleções do Kunsthistorisches Museum", afirmou Sharp, amigo e vizinho de infância do artista judaico, que morreu em 2011 aos 88 anos.

O museu abriga a enorme coleção de artistas da família real Habsburgo, incluindo quadros de Ticiano, Velázque e Rembrandt que inspiraram Freud, um visitante contumaz de museus. Ele dizia que a visita a galerias de arte era para ele um curativo igual a ir ao médico.

 
'NÃO OLHE PARA O RELÓGIO' 

A mostra abrange 70 anos de carreira, indo de um autorretrato de 1943, período da guerra, à sua última obra, o inacabado "Retrato do Galgo", no qual aparecem seu assistente David Dawson e seu cão Eli, da raça whippet, quadro no qual ele trabalhou até duas semanas antes de morrer. 


"Uma coisa que você tem de aprender sobre posar é não olhar para o relógio", disse Dawson, que trabalhou com Freud por mais de 20 anos e cujas fotos tiradas do estúdio e da casa do artista estão sendo exibidas ao mesmo tempo no museu Sigmund Freud, em Viena, onde o fundador da psicanálise viveu e trabalhou por muitos anos.

A única exceção no intenso método de trabalho de Freud --seus modelos algumas vezes ficavam sentados por milhares de horas, já que o pintor produzia nos sete dias da semana, 13 horas por dia-- foi a rainha britânica, Elizabeth, cujo retrato ele pintou em 2001.

 

A monarca pôde posar por duas horas de cada vez. "Ela disse: 'bem, eu realmente tenho outras coisas para fazer'", contou Dawson em entrevista.

A mostra inclui alguns nus de tamanho fora do padrão, pelos quais Freud ganhou renome.
 
A maioria dos retratos é dele mesmo, membros da família e amantes, ou de pessoas que conheceu por acaso, como Susan Tilley, uma supervisora de benefícios da assistência social, que era gorda e ele pintou nua.
 

Freud evitava chamá-los de "nus", dizendo que isso poderia evocar uma ideia de perfeição à qual ele não aspirava. "Não quero pintar as pessoas do jeito que elas parecem. Quero pintar as pessoas do jeito que elas são", dizia o artista, segundo recorda Sharp.
 
 
O artista Lucian Freud (1922-2011) em fotografia de David Dawson