Sobre as Sombras na Aquarela

Tudo começou com as nuvens.

A ideia surgiu da necessidade de mostrar a evolução de uma pesquisa feita sobre monocromia através da técnica da aquarela e colagem.

Foi à partir do meu olhar nas nuvens que surgiu o "momento sombras na aquarela". Após a escolha do suporte, as imagens começaram a brotar em minha mente de forma aleatória, de modo claro e objetivo, facilitando o desenvolvimento do trabalho. O fundo branco do papel, muitas vezes em destaque, realça as nuances e sobreposições das camadas, contrastando tons claros e escuros, assim como a luminosidade, algumas vezes oscilante, mais ou menos intensa, que brinca, sugerindo formas, movimentos e até mesmo sensações, destacando as características da aquarela aliada à colagem.

As inúmeras possibilidades que o tema oferece, associadas à técnica, tráz como resultado a simplicidade da proposta que, destacando a cor pura, em contraste com o papel, evidencia um grande prazer em criar.

Aline Hannun

8 de abril de 2015

Samson Flexor –"Traçados e Abstrações" no MAC - USP




Samson Flexor - "Traçados e Abstrações'

O MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) abre a exposição Samson Flexor – "Traçados e Abstrações", apresentando 35 trabalhos do artista, entre desenhos e pinturas, que pertencem ao acervo da instituição, enfatizando a abstração geométrica com obras de 1948 a 1960. A seleção apresenta aspectos da trajetória de Flexor (1907-1971), tornando possível observar a investigação e a transformação plástica que essa produção sofreu entre os anos de 1948 (quando o artista fixou residência em São Paulo) a 1960.




Cristo na Cruz - 1949
 
Na mostra Samson Flexor: "Traçados e Abstrações", a interação entre a curadora e a designer possibilitou uma discussão profícua desvelada em uma compreensão do estilo da exposição e dos imbricamentos do texto curatorial com a proposta de construção espacial. E as obras, os atores? Como se situam? O conjunto de obras selecionadas para a exposição reúne parte da coleção de desenhos e pinturas de Samson Flexor pertencentes ao Acervo do MAC USP. A seleção apresenta aspectos de sua trajetória, o que torna possível a visualidade de sua investigação e da transformação plástica que essa produção sofreu.
 
 
Geometria grande -1954

Cinco pinturas são os pontos de suporte para as correlações que os desenhos do artista procuram situar. E os agrupamentos dos desenhos buscam obedecer a uma movimentação na qual o desenho constrói e espacializa a estrutura do pensamento artístico de Flexor. Para Carmen Aranha, curadora da exposição e docente do MAC USP, “os desenhos indicam relações evidenciadas no próprio percurso de Flexor e, como decorrência, o título da mostra nasceu da observação desse segmento que, por meio de muitas aparências do seu pensamento, multiplicaram formas, planos e espaços em diagramas que se projetaram em muitos outros.”
 

 
Grafite sobre papel - 15x28cm - 1954

Os traçados e as decorrentes abstrações constituem a própria essência da estética do artista, entre abstrata, construtiva e expressiva, principalmente quando conduziu o “Ateliê Abstração” a partir de 1951. Os desenhos a lápis grafite e tinta nanquim mostram um recorte do trabalho de ateliê, permitindo o contato com aquilo que, normalmente, fica à sombra do público. “Ao observá-los, somos levados a perceber que a arte é resultado de trabalho meticuloso, dedicação ao exercício do fazer e, especialmente uma busca constante por uma linguagem que se desenvolve ao longo do tempo”, diz a curadora.
 

 
Óleo s. tela - 40x50cm - 1956
 
Por fim, ressalta-se que Samson Flexor: "Traçados e Abstrações" pode compor, para o visitante da mostra, um panorama da obra do artista. Walter Zanini definiu-a como “uma pesquisa da ordenação calculada de formas e cores, com incessante atenção para o movimento que atinge um clímax nas telas com múltiplos pólos de fuga, com espaços que afloram e recuam e que, mais tarde, aproxima-se de uma pintura gestual para desenvolver uma figuração rigorosa e sistemática de sua plástica”.

SERVIÇO:
 
Samson Flexor - "Traçados e Abstrações"

Quando: A partir de 23/1 - às t
erças-feiras das 10h às 21h, de quarta-feira a domingo das 10h às 18h - Fechado às segundas-feiras.

Quanto: Gratuito

Onde: MAC - USP - Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, São Paulo-SP - Fone: (11) 2648-0258 
 


 
 
 
 

 

1 de abril de 2015

Curiosidades e obras de Paul Gauguin



"Duas Mulheres Taitianas" - 1899 - Paul Gauguin - Museu Metropolitano de Nova York

Pintura do francês Paul Gauguin é atacada em Washington

No ano de 2011, uma mulher, aos gritos, tentou arrancar a obra da parede da National Gallery of Art, mas a obra não foi danificada.

Uma pintura do francês Paul Gauguin foi atacada por uma visitante da Galeria Nacional da capital dos Estados Unidos, informou o jornal Washington Post na ocasião. A porta-voz da galeria, Deborah Ziska, afirmou que nenhum dano foi detectado na obra - intitulada Duas Mulheres Taitianas, pintada em 1899. A pintura era uma das 120 obras de Gauguin na mostra que estava acontecendo na Galeria Nacional. Especialistas do museu fizeram uma análise detalhada da pintura.

De acordo com o jornal, uma visitante tentou tirar a pintura da parede. Ela gritava "Isso é o mal" enquanto esmurrava o quadro, protegido por uma placa de plástico. Produzida em 1899, quando Gauguin morava na Polinésia francesa, a obra "Duas Mulheres Taitianas" mostra um par de garotas com os seios aparentes. A mulher foi detida pela segurança do museu e acusada de destruição de propriedade e tentativa de roubo. A pintura atacada foi emprestada pelo Museu Metropolitano de Nova York. Conforme o Post, esse foi o primeiro caso de vandalismo na Galeria Nacional em duas décadas.


Sobre Paul Gauguin

Pintor, escultor e gravador francês, ao lado de Cézanne e de Van Gogh, foi o mais importantes dos artistas pós-impressionistas. Por ter passado a infância no Peru (terra natal de sua mãe) desenvolveu uma predileção por lugares coloridos e exóticos. 


Mulheres na praia

Gauguin via a civilização como uma “doença” e desejava “integrar-se à natureza”, por isso trocou a França pelo Taiti em 1891. Fora o período entre 1893 e 95, quando foi obrigado a retornar à França devido à doença e à pobreza, permaneceu nos trópicos pelo resto da vida; entre 1895 e 1901 viveu novamente no Taiti e, a partir de 1901, nas ilhas Marquesas, onde faleceu.


O dia dos Deuses

Apesar da doença, da pobreza e da depressão que o levou a tentar o suicídio, Gauguin pintou suas melhores obras nos mares do Sul. Transformou os mitos nativos em visões profundas da condição humana, abandonando as cores naturalistas dos impressionistas para usá-las em áreas chapadas e contrastantes, enfatizando seu efeito decorativo e emocional. Sua fama se consolidou em 1906, com a apresentação de 227 quadros em Paris. A influência de sua obra na arte do século 20 é fundamental.
 

O espirito do morto 

 
Algumas de suas obras


Esposa do Rei


De onde viemos? O que somos? para onde vamos?


Mulher com uma fruta

"Quando a tua mão direita estiver hábil, pinta com a esquerda; quando a esquerda ficar hábil, pinta com os pés". Paul Gauguin
 
 

 
 
 
 
 
 
 





 

25 de março de 2015

THE MODERN TIMES MUSEU - Charles Chaplin



No coração da Riviera Suíça, um museu surpreendente revela a vida e os tempos de Charlie Chaplin. Com mais de 3.000 metros quadrados de descoberta, experiência e emoções numa simbiose entre o cênico, o cinematografico, a multimídia e mundo virtual.

Tudo será como um passeio através de uma história cheia de sensibilidade, revelação, excitação e emoção mostrando a mansão mítica de Charlie Chaplin e um novo salão de exposição no meio de 14 hectares com jardins, caminhos e terraços, oferecendo uma vista espetacular do lago no esplendor alpino-suíço.

Será uma incrível viagem no tempo. Experiência única, espetacular e avassaladora.


A abertura está prevista para a primavera de 2016.
 


De pequeno vagabundo a cidadão do mundo

Charlie Chaplin ganhou o carinho imenso de todo o mundo, abrangendo todas as nações, fronteiras, línguas e culturas. Seu nome está escrito nas estrelas, algo que poucas personalidades do século XX poderiam esperar conseguir. Charlie Chaplin é um cidadão do mundo, que se reflete de forma eloquente em sua vida e obra.

Filho de dois artistas talentosos, ele se tornou um artista de circo em sua infância, saiu das ruas escuras de Londres para o showbiz de Hollywood que o lançou no cenário mundial.

A América o adotou como se fosse seu o que lhe permite produzir um legado mundo a fora e tornar-se um ícone de Hollywood reverenciado nos cinco continentes.

Londres recuperou-o em 1921 com uma recepção triunfal. Nos três primeiros dias de sua turnê, ele recebeu mais de 73 mil cartas, postais e telegramas.

Ele escolheu a nacionalidade suíça e foi viver uma vida normal com sua família.



Charlie Chaplin, autor e cineasta do lendário Vagabundo. Um personagem marginalizado, nobre, generoso e sempre divertido: um caráter amoroso e gentil inventado por ele. Nessa obra, Chaplin, com seu enorme talento, proporcionou humor juntamente com reflexão.

Conhecido universalmente como o brilhante ator que deu vida a um personagem nobre em The Little Tramp que divertiu e tocou cinéfilos de todas as idades e de todos os níveis sociais em todo o mundo.

Um mimico apaixonado que combinou gesto e imagens para dar à indústria cinematográfica florescente uma profundidade de emoção anunciando uma nova dimensão para a idade de ouro do cinema.

Como roteirista, foi ousado e inovador. Pintou a condição humana com um olhar crítico e engraçado, refletindo sobre os sonhos e delírios de homem comum.

Diretor de cinema meticuloso, apaixonado na sua busca da perfeição, um mestre de imagens e iluminação que elevou os padrões da indústria para alturas incalculáveis.

Um produtor prolífico cuja arte continua a ser significativa, universal e inspiradora até hoje, quando o mundo tem uma grande necessidade de riso e emoção.

Charlie Chaplin nos faz rir. Ele traz alegria e felicidade para um mundo que ele vê com humor intemporal e emoção. Sua personalidade, seu humanismo sem limites, a sua indignação com a injustiça para o homem pequeno e a crítica que ele cobra às muitas formas de opressão, se combinam para dar uma dimensão humana, social e universal ao seu trabalho.

Seus roteiros apresentam um pequeno cavalheiro mundano-sábio, encantador, cortês, cativante, engraçado, romântico, irreverente e às vezes rebelde, contidos nos caprichos do tempo e na nossa busca pela dignidade e felicidade.

Como cineasta ele atingiu uma maturidade artística caracterizada por uma fusão de comédia e drama com uma técnica cinematográfica beirando a perfeição.

Charlie Chaplin é um colosso entre gigantes. Ele revolucionou a 7ª Arte e suas obras continuam entre as maiores obras-primas do século 20. 



Autor, escritor, músico, mimico, ator, produtor, diretor, Charlie Chaplin trouxe para o cinema, substância e humanismo que o arremessou para a linha de frente desta grande forma de arte do século 20.

Seu nome permanece até hoje associado a um trabalho universal em termos de conceito, de prestígio e de inovação.

Cento e vinte anos depois de seu nascimento ... Quase cem anos depois de sua estréia nos palcos ... Trinta anos depois de sua morte ...

Chaplin continua a ser um ícone lendário, uma estrela ainda intensamente resplandecente ao longo da história do cinema por onde passou.



Assista a um trecho do filme The Lion's Cage de Charlie Chaplin












 
 
 

18 de março de 2015

Exposição Cor e Estrutura de Renata Tassinari no Instituto Tomie Ohtake



Presente desde o início de sua produção, seu interesse pelos contrastes cromáticos consolidou-se como pesquisa constante, incorporando a geometria como importante elemento compositivo.
 
Exposição Cor e Estrutura

O Instituto Tomie Ohtake recebe 50 obras da colorista Renata Tassinari. São pinturas feitas de 1980 até 2013, que apresentam ao público a rica trajetória da artista paulistana, Renata toma como fio condutor a importância que o procedimento que a colagem adquiriram na formação da sua poética.
 


Renata acredita que uma tela pode receber muito mais do que tinta, o que justifica a presença de lixa, madeira, borracha, papelão e muitos outros elementos em suas obras, a partir de determinado período.
 

 
Renata iniciou sua vida artística com pinturas que mesclavam elementos figurativos com a gestualidade (característica marcante dos anos 80) e, aos poucos, abandonou tais elementos dando lugar a uma ampla pesquisa de cor que é a marca de seus trabalhos até hoje. A aplicação de lixa, madeira, borracha e papelão, bem como esmalte sintético, possibilitou a criação de diferentes relações entre a cor e o suporte. Na mostra é possível ver a evolução de seu trabalho, assim como a mudança de suas influências. 


 
Ao mesmo tempo que suas pinturas revivem a força das cores puras, elas também promovem a relação de Renata com as coisas ordinárias do mundo. É possivel perceber o dilema entre a pureza abstrata da cor e das formas geométricas junto a heterogeneidade da vida contemporânea.
 

 
Detalhes de uma das telas expostas



Renata Tassinari - 2002 - bastão a óleo sobre papel - 55x21cm
 
 
Sobre a artista
 
Renata nasceu em São Paulo em 1958. Formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, em 1980. Paralelamente, estudou desenho e pintura no ateliê dos artistas Carlos Alberto Fajardo e Dudi Maia Rosa. Nos anos 80, realizou estampas com motivos indígenas para a Arte Nativa Aplicada - ANA.

Nos últimos anos a pintura de Renata Tassinari se transformou em um campo fértil de pesquisas e inovações. O quadro deixou de ser um elemento neutro e passou a fazer parte da estrutura da obra. A artista pinta sobre uma superfície de acrílico que, numa abordagem mais tradicional, seria parte do enquadramento de uma obra. Ao mesmo tempo, deixa a moldura de certas seções da obra cobrir apenas um papel em branco. Onde deveria haver a transparência do acrílico protetor de uma folha de desenho, passa a haver pintura e, inversamente, onde a folha de papel se deixa ver, há apenas o branco do papel que assim se transforma em cor.

De início, os procedimentos acima se desdobravam em séries que alternavam as cores acrescentadas sobre o acrílico e o branco emoldurado das folhas de desenho. Com o tempo, ela passa a tratar partes do quadro como coisas, também outras coisas poderiam ser elementos das obras. Madeiras de diferentes colorações e ranhuras, e a inversão do avesso de uma moldura de acrílico, têm sido a prática mais recorrente.

A cor sempre foi um elemento fundamental na obra da artista. Colocar cores num quadro e pelo quadro habitar o mundo com cores, essa é uma breve descrição do ela sempre buscou. Entre o mundo e o quadro - ao tratar partes da obra também como coisas do mundo, como coisas palpáveis - agora surgem relações mais próximas, e percebemos um trinômio obra/cor/mundo sempre se insinuando em seu trabalho. 
 
 
Conversa Informal:
 
Visitei a exposição de Renata Tassinari no Instituto Tomie Ohtake e fiquei encantada com a distribuição harmonica das cores usadas nas obras, a exposição apresenta telas nos tamanho grande e médio que podem ser observadas a distância. Também fui surpreendida pela qualidade dos trabalhos. O local é agradável, estacionamento com manobrista e a entrada é gratuíta. E você ainda pode aproveitar para visitar as outras exposições que se apresentam no momento. Eu recomendo! 

 
Apresentação das obras na exposição
 
 
Detalhe da obra
 
 
Serviço

Exposição Cor e Estrutura de Renata Tassinari

Quando: Até 29/03 - De terça a domingo das 11h às 20h

Quanto: Gratis

Onde: Av. Faria Lima, 201 - entrada pela Rua Cotopés - Pinheiros - SP - tel: (11) 2245-1900













 
   

11 de março de 2015

MAM Apresenta - Museu Dançante

 
Museu Dançante

O MAM, em conjunto com a São Paulo Companhia de Dança realiza a mostra Museu Dançante. A mostra acontece na Grande Sala e na Sala Paulo Figueiredo.

Como um corpo se posiciona? As artes visuais e a dança encaram o desafio comum de lidar com corpos no espaço. Para a dança, a ocupação de palcos e tablados sempre foi associada ao movimento, mas a escultura tradicionalmente trabalha com objetos parados.
 
 
Bailarino da São Paulo Companhia de Dança no MAM. Coreografia que interage com obras de arte
 
No entanto, as artes visuais ultrapassam as fronteiras estabelecidas ao produzirem obras que convidam o público a agir, abandonando a posição passiva característica da contemplação. Para explorar aspectos ligados à dança, a bailarina e diretora Inês Bogéa, da São Paulo Companhia de Dança, foi convidada para compartilhar a curadoria com o curador Felipe Chaimovich, do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Além de poder circundar a escultura, o público passa a tocar, penetrar, subir, descer, pisar, sentar, deitar etc. Essas obras criam, assim, situações de movimentação do público que transformam as exposições em locais de intensa interação corporal, para explorar aspectos ligados à dança.
 

Templo (2000) -  Franklin Cassaro
 
O desafio trazido ao museu pelas obras que levam o público a se movimentar pelo espaço motivou o convite à São Paulo Companhia de Dança para experimentar o processo de criação de coreografias no MAM. Foram selecionadas obras do acervo que contêm elementos de composição compartilhados pela dança: gravidade, desequilíbrio e flutuação. Além de esculturas, foram também selecionados desenhos, performances, instalações, fotografia e filmes que motivem o público a se mexer.

A disposição das peças na Grande Sala permite ao coreógrafo propor movimentos aos bailarinos no mesmo espaço habitado pelo público do museu. Não há palco nem plateia: o movimento do público e o do bailarino compartilham o mesmo solo, ambos motivados pelas obras lá expostas. O museu não é um lugar de repressão corporal e silêncio: para incitar o público a se ver como agente da criação artística, recebemos a São Paulo Companhia de Dança para um baile das artes.


A São Paulo Companhia de Dança foi convidada a ocupar a sala Paulo Figueiredo para uma experiência de criação de coreografias no museu. Durante alguns dias da semana, o público poderá acompanhar ao vivo o processo de trabalho de coreógrafos com os bailarinos. A experimentação poderá resultar num espetáculo ou não, pois seu foco é a vivência do cotidiano do MAM pelo corpo de baile.

Nos períodos de intervalo, serão exibidos filmes sobre a produção da São Paulo Companhia de Dança, bem como seus documentários sobre expoentes da dança no Brasil.


Conversa Informal

Estivemos na última quarta-feira, artistas do ateliê Elo das Artes e eu, visitando a exposição Museu Dançante no MAM no Parque Ibirapuera. É sempre um passeio muito agradável por se tratar de um local privilegiado, rodeado de paz e muito verde. A exposição surpreende pela simplicidade das obras apresentadas. A harmonia das obras com movimentos, em sintonia com o Corpo de Dança, traz ao expectador a oportunidade de interagir e participar com desenvoltura do que poderia ser uma simples exposição. Eu recomendo.
 
 
Artistas do Ateliê Elo das Artes observando as obras do Museu Dançante
 

 
Artistas do Ateliê Elo das Artes no Café do MAM
 
 
Serviço:
 
Exposição 'Museu Dançante"
 
Quando: Até 20/03/15 - de terça a domingo e feriados, 10h às 18h.

Onde: MAM Museu de Arte Moderna - Parque Ibirapuera, s/nº - Próximo ao Portão 3 - S.P.
Tel: (11) 5085-1300

Quanto: Entrada: R$ 6,00  - grátis aos domingos 
 
 
 
 
 





 

4 de março de 2015

Galeria Nara Roesler apresenta "Horizonte, Deserto, Tecido, Cimento" de Fabio Miguez



 
Horizonte, Deserto, Tecido, Cimento - Fabio Miguez

A Galeria Nara Roesler abre seu calendário de exposições de 2015 em SP trazendo a mostra Horizonte, Deserto, Tecido, Cimento, que engloba a nova produção de Fabio Miguez, nome consagrado da geração dos anos 1980. Um dos integrantes do antológico ateliê Casa 7 ao lado de Nuno Ramos, Rodrigo Andrade, Carlito Carvalhosa e Paulo Monteiro, Miguez traz à galeria o resultado produzido nos últimos dois anos de uma pesquisa que remonta a 2009.

A partir dessa época, o artista desenvolveu uma imagética concisa, unindo uma iconografia geométrica própria a palavras extraídas, num primeiro momento, de poesias de João Cabral de Melo Neto, entre outras fontes. "Busquei João Cabral porque suas poesias são secas, limpas, de característica substantiva. Quando as palavras são muito bonitas, podem dar um ar de mau gosto", afirma Miguez.
 

 
Na definição de Tiago Mesquita, que escreveu o texto de apresentação da mostra, "Não é por acaso que Miguez, para compor essas imagens, se valha de figuras e temas retirados das pinturas de Piero della Francesca e Henri Matisse. Da mesma forma que toma emprestadas palavras dos textos de João Cabral de Melo e Samuel Beckett. O artista elenca um repertório de fragmentos apropriados ou inventados que são sintéticos, diretos. Eles nos sugerem essa beleza que tem algo de vaga, algo de uma memória que se esvai rapidamente. É um telhado, que será um trapézio, uma diagonal, um cinza, um horizonte de partida".

De fato, o que se constata em suas telas atuais é uma destreza límpida na composição com elementos geométricos e de escrita. As formas criadas não ferem a superficialidade da pintura, que, mesmo ao oferecer perspectiva, não se insinua para além da bidimensionalidade. A aparente crueza do traço disfarça a exímia qualidade pictórica, que nesse conjunto é constituída pela sobreposição de camadas finas, parecendo esgarçar-se e permitindo o vislumbre da camada anterior.



É que nesses trabalhos, mais do que na maestria do que está visível, o sentido surge além, fora do plano. No encontro entre figuras rudimentares e a escrita substantiva e despida de floreios, o artista situa a tensão entre o que se pode visualizar e os sentidos inerentes aos signos impressos. Os elementos gráficos são reincidentes, como se o artista criasse seu próprio universo, seu léxico particular.

Mesquita define: "É como alguém que, ao te contar de um dia feliz, enumera algumas lembranças dispersas: o clima estava quente, o céu era azul, estava deitado diante de uma parede inclinada. Alguma experiência desse sujeito é contada, mas o que chega a nós são os resíduos: fragmentos soltos com pouca relação entre eles. Não temos uma dimensão íntegra do espaço recriado. Ele parece sem amarração. Como se estivesse a se dissipar e dar lugar ao deserto".
 


Assim, o espectador é surpreendido pelo hiato que subverte a visão viciada e cotidiana. Nas palavras do crítico Lorenzo Mammi, Fabio Miguez não vai "aderir a um sistema geral de comunicação, em que todo traço é signo de alguma coisa, e sim, ao contrário, fazer com que cada signo se torne traço, ou seja, participa de uma configuração da qual não faria sentido separá-lo, e que modifica ao mesmo tempo em que é modificado por ela."

Serviço:
 
Horizonte, Deserto, Tecido, Cimento - Fabio Miguez
 
Onde: Galeria Nara Roesler - Av. Europa, 655-  Jardim Europa - (11) 30632344 - (11) 3088-0593

Quando: Até 28/03/15 - segunda a sexta das 10h às19h e aos sábados das 11h às15h
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

2 de fevereiro de 2015

As exposições mais visitadas em 2014



 
Caminhando no Mar da Morte - Yayoi Kusama

A mostra da artista japonesa Yayoi Kusama, que ocupou o Instituto Tomie Ohtake, foi a que mais atraiu público no último ano.



Retrato da artista - 2013



Instalação I'm Here, But Nothing - 2000-2014

O título de exposição mais visitada em 2014 foi concorrido. Foram muitas as mostras que atraíram milhares de pessoas aos museus e centros culturais da capital, inundaram as redes sociais de selfies e exigiram paciência do público para enfrentar longas filas.

Alguns museus não contabilizam o número de visitantes por exposição, como o
Itaú Cultural e o Masp, portanto ficaram de fora da classificação. Apesar de também não constar na lista, Ópera da Lua, que ocupou o pequeno espaço do Galpão Fortes Vilaça com obras dos artistas Os Gemeos, foi responsável por levar ao local 58 000 pessoas, um número expressivo para uma galeria.

O
Instituto Tomie Ohtake ainda não contabilizou o público que passou pela mostra de Salvador Dalí, por isso não foi considerado neste levantamento.
 
Campeãs de público de 2014:

1.
Obsessão Infinita, de Yayoi Kusama, no Instituto Tomie Ohtake
 

522.000 visitantes

2. 31ª Bienal de São Paulo


472.000 visitantes

3. Castelo Rá Tim Bum, no MIS


350.000 visitantes

4. Transarquitetônica, de Henrique Oliveira, no MAC


225.000 visitantes

5.Visões na Coleção Ludwig, no CCBB


222.000 visitantes

6. Ciclo, no CCBB


191.000 visitantes

7. Ron Mueck, na Pinacoteca


155.000 visitantes

8. Mayas: Revelação de um Tempo Sem Fim, na Oca


153.000 visitantes

9. Iberê Camargo: Um Trágico nos Trópicos, no CCBB


148.000 visitantes


A Idiota (1991) foi uma das telas expostas no CCBB 

10. Made By… Feito Por Brasilieiros, no antigo Hospital Matarazzo


120.000 visitantes
 
Conversa Informal

Quem quiser saber um pouco mais sobre a exposição campeã de visitações no ano de 2014 pode conferir a matéria do Blog de 06/06 que fala um pouco sobre a "Obsessão Infinita" de Yayoi Kusama.

 
www.alinehannun.blogspot.com.br/2014/06/yayou-kusama-no-tomie-ohtake-em-sao.html